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domingo, 12 de setembro de 2010

Há 9 anos e 1 dia...

Hoje faz 9 anos e 1 dia que o mundo parou para ver o que acontecia lá em Nova Iorque. Em 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas foram atacadas, destruindo um dos maiores e mais prósperos símbolos do orgulho norte-americano, que hoje só existe na história.

Essa semana muito alarde se fez, protestos aqui, missas ali, ameaças de queima do Alcorão acolá, mas nada de extraordinário aconteceu...

No entanto, ao pensar no passado, lembro exatamente o que estava fazendo no dia 11 de setembro de 2001...

Eu estava no escritório onde estagiava na época, lá perto da Bovespa, com mais dois estagiários, o Pedro e o Márcio. Nós três estávamos abobados na frente do computador vendo a tragédia pelo site do Terra. Ficamos lá parados, achando que tudo não passava de uma espécie de trote.

Não podia ser verdade, aviões sequestrados colidindo em prédios comerciais de Manhattan. Lembro que já tinha sido difícil acreditar na colisão do primeiro avião, quem dirá no segundo. Mas era verdade, e me lembro direitinho daquele dia, lembro do que falamos, do que vesti, de como parecia impossível que o povo mais paranóico do planeta houvesse sido alvo de um ataque terrorista daquele tamanho.

Lembro que os comentários na sala falavam sobre o início do declínio do império estadunidense, retaliações, terceira guerra mundial... palavras, palavras e mais palavras, e eu me lembro de cada uma delas... Incrível como certas coisas continuam nítidas em nossas mentes, mesmo após anos e anos no esquecimento...

Mas e você, por acaso se lembra o que estava fazendo em 11 de setembro de 2001???

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domingo, 11 de julho de 2010

Queimando sutiãs...

Em 07 de setembro de 1968, em Atlantic City, EUA, ocorreu um fato que ajudou a mudar o rumo do mundo feminino, o chamado Bra-Burning, conhecido aqui como A Queima dos Sutiãs. A queima mesmo nunca aconteceu, mas o evento concebido por cerca de 400 ativistas do WLM (Women´s Liberation Movement), contra a realização do concurso de beleza Miss América, teve o poder de abalar as estruturas de todo o mundo ocidental.

A mulherada achava que a escolha da americana mais lindinha daquele ano era uma maneira dos homens oprimirem ainda mais as já oprimidas mulheres, explorando comercialmente as virtudes físicas de mulheres fúteis e descerebradas.

Essas feministas distribuíram do lado de fora do local onde acontecia o Miss América, inúmeros "instrumentos de tortura" feminina como sutiãs, sapatos de salto, cílios postiços, laquês, espartilhos, maquiagens, revistas, detergentes, cintas, entre outros utensílios da mesma natureza,  tudo mais ou menos pacificamente, até quando alguém sugeriu que a mulherada tirasse seus próprios sutiãs e colocasse fogo em tudo, o que, infelizmente, não ocorreu (ninguém discorda que seria muito mais emocionante, mas a lenda ficou mesmo assim).

Naquele dia não teve fogueira de São João, pois a Prefeitura não autorizou o incêndio, mas a mídia e a "rádio-peão" se encarregaram de florear o ocorrido, relacionando o movimento com outros da época, como o dos jovens que queimaram seus cartões da seguridade social contra a Guerra do Vietnã e a declaração da jornalista e escritora australiana Germaine Greer de que o sutiã era uma invenção ridícula, repetida posteriormente por centenas de mulheres que achavam que essa peça do vestuário feminino era uma arma anti-sexista da liberação feminina.

Depois disso, em outras partes do mundo, as feministas radicais começaram efetivamente a queimar sutiãs por aí, trazendo mais confusões do que soluções, mas o movimento que originou isso tudo foi muito mais civilizado do que reza a lenda.

Por outro lado, é bom lembrar que quando essa confusão aconteceu, os EUA andava meio conturbado em razão da invasão de suas tropas no Vietnã e o assassinato de Martin Luther King. As expressões da moda eram racismo, sexismo e militarismo. Quase todos os protestos daquela época estavam ligados a um desses temas, tidos como os inimigos da sociedade.

Na verdade, o WLM era uma espécie de sindicato das mulheres que não tinha por objetivo acabar com os homens, mas sim a igualdade de oportunidades para os seres do sexo frágil.

Pois bem, a queima de sutiãs em praça pública não aconteceu, mas a fama de incendiárias perdura até hoje, confirmando a máxima popular: Quem tem fama deita na cama!
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