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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nada mais do que o tempo...

 O tempo passa... O tempo voa... E a poupança Bamerindus continua numa boooooaaaaaaa... 

Mas não... Nem a poupança Bamerindus foi capaz de vencer o tempo. Ele passa para todos implacável, não adianta chorar, espernear, barganhar... Ele passa...

Agora, quando os teimosos fios brancos insistem em povoar minha cabeça, como imigrantes fugindo da guerra, parece ficar ainda mais claro que o tempo passa mesmo, que não somos mais crianças... 

Meu irmão tem 40 anos... como assim??? 

Há pouco tempo, ele ainda me dava uns petelecos esporádicos e hoje já é pai de um pequerrucho de 6 anos, meu afilhado, que acabou de descobrir, semana passado, o significado de contra-mão...

O tempo passa mesmo... E com ele vamos ganhando experiência e paciência. Apreciando coisas pequenas, mas não menos importantes, momentos, instantes, palavras, olhares... 

É... o tempo passa...

   

sábado, 1 de janeiro de 2011

I am The Eggman . . . I am the Walrus . . .

Uma das músicas mais incoerentes e desajeitadas dos Beatles é também uma das que mais me fazem lembrar meus agitados dias em solo germânico.

Essa música é um exemplo de que de falta de criatividade não morreu John Lennon, e com ele, o seu inseparável companheiro de cadeira, Paul McCartney (que continua vivinho da silva fazendo shows por aí), pois a música é simplesmente uma junção não de duas, mas de três ideias do Cabeça dos Beatles, enquanto pessoas se estapeam por meia ideia.

A primeira surgiu quando Lennon ouviu, em sua casa de Weybridge, uma distante sirene de polícia e pensou na seguinte frase: "Mis-ter c-ity police-man" no ritmo da sirene. A segunda veio de uma melodia pastoral sobre seu jardim em Weybridge. E a terceira, mas não menos importante, era uma canção nonsense sobre sentar em um cereal de milho.

Quarry Bank Scholl
Mas essas ideias somente transformaram-se em música depois que um aluno da sua antiga escola Quarry Bank Scholl enviou-lhe uma carta mencionando que seu professor de inglês estava analisando as músicas dos Beatles em classe. O fato divertiu Lennon, até porque nessa mesma escola, certa vez, disseram-lhe que ele não iria a lugar nenhum, motivo pelo qual Lennon decidiu confundir as pessoas com uma música cheia de sinais desconcertantes e incoerentes.

O Beatleman começou a inventar imagens absurdas como "semolina pilchards ascending the Eiffel Tower", "elementary penguins singing Hare Krishna" e a inventar palavras sem sentido como "texpert", "crabalocker", antes de começar a juntar os versos de abertura escritos numa viagem de ácido.

Então, depois de pronta Lennon disse "Let the f*ckers work that one out". Quanta espirituosidade!?!?

A morsa e o carpinteiro
Pois bem, avançando no sentido de tão incoerente canção, descobre-se que "The Walrus" (a morsa) veio do poema de Lewis Carroll, "The Walrus and The Carpenter" do livro "Through The Looking Glass". E que o "Eggman" é, supostamente, uma referência ao vocalista do The Animals, Eric Burdon, mas essa parte deixa pra lá...

O que eu sei é que sempre que escuto essa música, imagens que nada tem a ver com os pensamentos de Lennon ao fazer a canção pipocam dentro da minha cabeça (policeman, eggman, english garden, cornflake, g´joob, Eiffel Tower, all together, waiting for the sun, choking smokers, joker...), fazendo-me lembrar com alegria, e até mesmo saudade, daqueles desconcertantes dias em solo tudesco.


I Am The Walrus
The Beatles (Lennon/McCartney)

I am he
As you are he
As you are me
And we are all together

See how they run like pigs from a gun
See how they fly
I'm crying

Sitting on a cornflake
Waiting for the van to come
Corporation tee shirt
Stupid bloody tuesday
Man, you've been a naughty boy
You let your face grow long

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob

Mister city
Policeman sitting
Pretty little
Policemen in a row
See how they fly like lucy in the sky
See how they run
I'm crying (4x)

Yellow matter custard
Dripping from a dead dog's eye
Crab a locker fishwife
Pornographic priestess
Boy, you've been a naughty girl
You let your knickers down

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob

Sitting in an english garden, waiting for the sun
If the sun don't come you get a tan
From standing in the english rain

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob

Expert texperts choking smokers
Don't you think the joker laughs at you?
See how they smile like pigs in a sty
See how they snide
I'm crying

Semolina pilchard
Climbing up the eiffel tower
Elementary penguin
Singin' hare krishna
Man, you should have seen them
Kicking Edgar Allan Poe

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob








Feliz 2011 !!!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mickey Mouse e o Rockabilly Rabbit...

Há um tempinho, quando morávamos na terra do croissant, encontramos o sonho de consumo do Mickey Mouse... Com certeza ele ficaria extasiado...


Um dia, passeando sem destino pelas ruas de Toulouse, encontramos o Marché Victor Hugo, bem no centrão da cidade! Era um prédio sem graça, branco, quadrado... mas, apesar da aparente "semgraceza" do local, levados pela nossa quase inexistente curiosidade, invadimos o local.

Fomos assim, meio que sem pedir licença, e encontramos o tesouro escondido no coração de Toulouse: queijo, pão, vinho, peixe, carne de coelho topetudo, boi, carneiro, pato, perú, frango, lula, polvo, ostras, caramujos, mariscos, caranguejos, lagosta, camarão...

Era tanta coisa, que nos demoramos um bom tempo lá dentro (e voltamos inúmeras vezes depois). Uma pequena amostra do que encontramos está aqui, um pouquinho da variedade dos queijos da região...

É queijo de tudo quanto é jeito: molhado, seco, mole, duro, fedido, cheiroso, feio, bonito... É só escolher um e levar pra casa... E como eram gostosos os queijos franceses... uma delícia!!!!

Mas claro, como não podia deixar de ser, coisas estranhas tinham que acontecer...

Lá, vasculhando o Marché Victor Hugo, avistamos algo inédito aos nossos olhos, avistamos um coelho rockabilly. Não sei por que, mas parece que os franceses têm a mania de comprar o coelho inteiro (não é a coxinha, o peitinho, o rabinho não... é tudo, tudinho)... aí, fica aquele bicho lá, morto, esticado, escalpelado... na verdade não é muito bom de ver não, mas, pelo bem da ciência, nós olhamos de tudo, inclusive coelho morto, até que avistamos um coelho fora do comum, muito estiloso, cheio de marra... fashion pra dizer a verdade... 

O bicho estava lá todo peladinho, esticadinho, igual a seus amiguinhos, mas tinha um diferencial, ele tinha um baita dum topete... Lá, sozinho, bem no topo do cucuruto, estava aquele tufo de cabelo cinza... acho que foi uma das coisas mais estranhas que eu vi até hoje... Imaginem um coelho morto, bem dentuço, sem pele e com um enorme topete cinza, pois é... esse era o nosso amigo Rockabilly Rabbit...

Dele, eu não tirei foto no dia, estava despreparada, mas daquele topete eu não esquecerei jamais!!!


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