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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Rádio Nostalgia #1 - Björk - Hyperballad

Como é bom lembrar dos velhos tempos...



Demorei anos (mesmo, mais de 10) para encontrar mais uma peça da colcha de retalhos que é a trilha sonora da minha vida... Pensa numa pessoa feliz!!!!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rachmaninov - Etude-Tableau in D minor, Op.33 Nº 4

Esta aí uma das coisas mais belas que eu já ouvi... 

Sergei Vasilievich Rachmaninoff foi um compositor, pianista e maestro russo, nascido em 01º de abril de 1873 na cidade de Semyonovo, noroeste russo, que - por puro merecimento - entrou para a galeria dos últimos grandes expoentes do estilo romântico da música clássica europeia.

Para os pianistas, tocar as obras de Rachmaninoff é uma verdadeira odisseia. Com trejeitos únicos e mãos enormes capazes de executar movimentos que muitos nem conseguem imaginar, suas composições fizeram história e admiradores pelo largo das décadas.

Sua vida foi a música, uma amiga devotada, uma amante inseparável... tanto é assim, que reza a lenda que nos momentos finais antes de sua morte, em 20 de março de 1943, Rachmaninoff insistia em afirmar que podia ouvir música tocando em algum lugar por perto, enquanto os presentes lhe asseguravam que não era o caso. Convencido, por fim ele declarou: "então a música está na minha cabeça!". E devia mesmo estar, pois após uma vida dedicada à música, não seria justo ser por ela abandonado logo em seu leito de morte.

Agora, imagine-se em um dia qualquer da sua vida, em uma viagem qualquer, satisfeito da vida... de repente, não mais que de repente, você acaba entrando - por pura curiosidade - em uma sala e se sentando em uma plateia bem intimista, poucas cadeiras, poucas pessoas, porta fechada, seu amor, um piano e um pianista... 

É tudo surpresa: em uma ruela escondida um grande espetáculo! Você sentado e essa música ressoando pela sala... êxtase de satisfação... Foi assim que me apaixonei pelo Etude-Tableau in D minor, Op.33 Nº 4. Numa tarde qualquer, em uma rua qualquer de uma linda cidade qualquer... 

Um raro momento no paraíso...

Feche os olhos e aproveite!!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

The Hobbit - O filme


Sim sim sim... Fomos ao cinema ver The Hobbit...

Não vou falar aqui da minha eterna insatisfação com os filmes baseados em livros do Tolkien. Na minha ignóbil opinião, são produções tão grandiosas, que a história se perde e só ficam as cenas e os efeitos especiais.

Mas ok ok ok, apesar dos pesares até gostei do filme, dei umas risadas, enchi os olhinhos de lágrimas, dá pra engolir... Mas a verdade é que não sou lá muito fã das batalhas da Terra-Média, elfos, batalha de anões, orcs, dragões ensandecidos, mas enfim... 

O Thorin é "sangui nus zóio"
No entanto, é claro que tem mais uma coisa que me deixou intrigada nessa história toda: o capitalismo selvagem e a certeza do estúdio de que somos idiotas!

Chegamos no cinema achando que seria um único filme, afinal... é um único livro, mas não... eles arrastaram tanto a história, que fizeram dela uma coisa elástica (teve uma hora que não aguentávamos mais ficar sentados na cadeira). Para se ter uma ideia, incluíram até cenas que não estão no livro pra quê? pra quê? pra quê?

Para fazer uma trilogia: afinal, para que 1 ingresso, se podemos pagar 3 ???  Ich will Geld!!!!

PALMAS PRA ELES !!!

OBS: Adorei a música que a Companhia dos Anões cantou na casa do Hobbit antes de irem embora e também a música que começa na entrada dos créditos...

Quem quiser conferir, postei o vídeo da música aí embaixo - a outra música eu não achei:

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

I am The Eggman . . . I am the Walrus . . .

Uma das músicas mais incoerentes e desajeitadas dos Beatles é também uma das que mais me fazem lembrar meus agitados dias em solo germânico.

Essa música é um exemplo de que de falta de criatividade não morreu John Lennon, e com ele, o seu inseparável companheiro de cadeira, Paul McCartney (que continua vivinho da silva fazendo shows por aí), pois a música é simplesmente uma junção não de duas, mas de três ideias do Cabeça dos Beatles, enquanto pessoas se estapeam por meia ideia.

A primeira surgiu quando Lennon ouviu, em sua casa de Weybridge, uma distante sirene de polícia e pensou na seguinte frase: "Mis-ter c-ity police-man" no ritmo da sirene. A segunda veio de uma melodia pastoral sobre seu jardim em Weybridge. E a terceira, mas não menos importante, era uma canção nonsense sobre sentar em um cereal de milho.

Quarry Bank Scholl
Mas essas ideias somente transformaram-se em música depois que um aluno da sua antiga escola Quarry Bank Scholl enviou-lhe uma carta mencionando que seu professor de inglês estava analisando as músicas dos Beatles em classe. O fato divertiu Lennon, até porque nessa mesma escola, certa vez, disseram-lhe que ele não iria a lugar nenhum, motivo pelo qual Lennon decidiu confundir as pessoas com uma música cheia de sinais desconcertantes e incoerentes.

O Beatleman começou a inventar imagens absurdas como "semolina pilchards ascending the Eiffel Tower", "elementary penguins singing Hare Krishna" e a inventar palavras sem sentido como "texpert", "crabalocker", antes de começar a juntar os versos de abertura escritos numa viagem de ácido.

Então, depois de pronta Lennon disse "Let the f*ckers work that one out". Quanta espirituosidade!?!?

A morsa e o carpinteiro
Pois bem, avançando no sentido de tão incoerente canção, descobre-se que "The Walrus" (a morsa) veio do poema de Lewis Carroll, "The Walrus and The Carpenter" do livro "Through The Looking Glass". E que o "Eggman" é, supostamente, uma referência ao vocalista do The Animals, Eric Burdon, mas essa parte deixa pra lá...

O que eu sei é que sempre que escuto essa música, imagens que nada tem a ver com os pensamentos de Lennon ao fazer a canção pipocam dentro da minha cabeça (policeman, eggman, english garden, cornflake, g´joob, Eiffel Tower, all together, waiting for the sun, choking smokers, joker...), fazendo-me lembrar com alegria, e até mesmo saudade, daqueles desconcertantes dias em solo tudesco.


I Am The Walrus
The Beatles (Lennon/McCartney)

I am he
As you are he
As you are me
And we are all together

See how they run like pigs from a gun
See how they fly
I'm crying

Sitting on a cornflake
Waiting for the van to come
Corporation tee shirt
Stupid bloody tuesday
Man, you've been a naughty boy
You let your face grow long

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob

Mister city
Policeman sitting
Pretty little
Policemen in a row
See how they fly like lucy in the sky
See how they run
I'm crying (4x)

Yellow matter custard
Dripping from a dead dog's eye
Crab a locker fishwife
Pornographic priestess
Boy, you've been a naughty girl
You let your knickers down

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob

Sitting in an english garden, waiting for the sun
If the sun don't come you get a tan
From standing in the english rain

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob

Expert texperts choking smokers
Don't you think the joker laughs at you?
See how they smile like pigs in a sty
See how they snide
I'm crying

Semolina pilchard
Climbing up the eiffel tower
Elementary penguin
Singin' hare krishna
Man, you should have seen them
Kicking Edgar Allan Poe

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g'joob








Feliz 2011 !!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Die Dame: Hildegard Knef...

Hildegard Knef nasceu em 28 de dezembro de 1925, em Ulm, no sudoeste da Alemanha. Atriz, pintora, desenhista, escritora e cantora, Knef cativou milhares de fãs em seus 76 anos de vida.

No entanto, nem tudo foram rosas para ela. Perdeu o pai ainda bebê. Aos 18 ela sonhava em ser pintora, queria tanto que conseguiu uma bolsa de estudos, para desgosto de sua mãe. Depois de adentrar no meio artístico da primeira metade do século XX, Knef conseguiu, em 1940, um financiamento para estudar dramaturgia, profissão não muito bem vista na época, em plena Segunda Guerra Mundial.

Ali, ela começou sua carreira de desenhista de filmes animados e virou frequentadora da escola de cinema de Babelsberg, em Berlim. Por causa de sua personalidade, e beleza, estreou no cinema alemão em 1944, no filme Träumerei (Devaneio), de Harald Braun, tendo suas cenas cortadas na hora da edição.

Nos últimos dias da guerra, para evitar ser estuprada pelos soldados soviéticos, Knef tentou fugir de Berlim vestida como homem. Seu disfarçe a ajudou quanto à violência sexual, porém não a livrou de ser capturada, espancada e enviada para um campo de prisioneiros de guerra. Ela conseguiu fugir e tomou o único rumo que podia, as ruínas de Berlim.

Reconstruindo a vida no pós-guerra, Knef voltou ao cinema e estrelou o filme Die Mörder sind unter uns (Os assassinos estão entre nós), em 1946, papel que lhe rendeu o estrelato e um convite para brilhar em Hollywood, desde que aceitasse duas condições: mudar o nome para Gilda Christian (Gilda Cristã, olha só a ironia) e fingir ser austríaca, já que alemães não estavam muito em alta na época por causa do pequeno bigodudinho. Foi nesse momento que Knef mostrou sua forte personalidade, recusando-se a ceder às exigências hollywoodianas e voltando para Alemanha.

Sua carreira continuou brilhando em solo germânico, até o momento em que ela se tornou protagonista de um dos maiores escândalos do cinema alemão, aparecendo nua no papel de uma modelo para estudantes de desenho no filme Die Sünderin (A pecadora), de Willi Fort, em 1951. Foi a primeira nudez do cinema alemão e a igreja católico fez um escândalo, mas Knef somente comentou: "Não posso compreender todo esse tumulto cinco anos após Auschwitz!". 

Ela foi duramente criticada pela opinião pública e discriminada a ponto de não poder mais frequentar restaurantes e lugares públicos, sendo, então, obrigada a deixar a Alemanha.

Em 1952, com o apoio do primeiro marido (ela teve três), o americano Kurt Hirsch, Knef tentou brilhar em Hollywood pela segunda vez, mudando seu nome de Knef para Neff, pois os americanos não conseguiam pronunciá-lo. Mesmo disposta, Knef somente conseguiu um papel de apoio na adaptação de Hemingway, The Snows of Kilimanjaro. Então, não se abalando com o ocorrido em solo norte americano, e depois de acalmados os ânimos alemães, Knef voltou à Europa e se tornou a estrela do cinema alemão, francês e britânico.

Depois de seu sucesso, Hollywood resolver dar-lhe uma terceira chance, dessa vez nos palcos da Broadway, no musical Silk StockingsKnef ainda tentou alegar que não sabia cantar, mas Cole Porter insistiu e proporcionou mais um momento de brilho na carreira da multitalentosa Frau Knef.

Em 1963, depois de brilhar na Broadway, e do segundo divórcio, desta vez com David Cameron, que lhe custou toda fortuna, Hildegard Knef resolveu trilhar um novo rumo, agora mostrando ao mundo sua voz rouca e profunda. Foi nesse momento que ela se tornou definitivamente a Grande Dama da Alemanha, cantando músicas consagradas e mostrando ao mundo suas próprias composições. Foram muitas músicas, letras, discos, shows, casamentos, doenças e mais de 50 operações. Knef lutou muito contra o câncer e a hiprocrisia, sempre com sua lingua afiada e sua disposição para brilhar. Em 1970 ela escreveu o bestseller autobiográfico Der Geschenkte Gaul: Berichte aus einem Lebem (O Cavalo de Recordações: Relato de uma vida). 

Ao completar 75 anos, e muita luta contra o câncer, Knef deu a volta por cima depois de 20 anos de silêncio discográfico, lançando seu último álbum. Foi aplaudida por toda Alemanha até falecer em Berlim, aos 76 anos de idade, em 1º de fevereiro de 2002, época em que estava casada com seu terceiro marido, Paul Schell. Lembrada até hoje, ela é a diva do cinema e da música alemã, dona de uma voz inesquecível.


(O título da música, traduzido por mim, é "Eu gostaria de ter na segunda-feira outro domingo", eu também !!!!!!)


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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O assobio - Dead Combo

, Ví

Isso é que é música boa!!!!! Os portugueses do Dead Combo mandam muito bem.


Essa música é realmente baseada em um assobio... No assobio do comediante português Vasco Santana no filme Pátio das Cantigas (1942), mais precisamente na cena em que ele fala com um candeeiro. Vasco Santana foi um ator adorado pelo povo português, que ainda hoje é lembrado e aclamado lá no além-mar.


E a verdade é que a homenagem ficou mesmo muito linda. Vale a pena conferir!!!

domingo, 14 de março de 2010

Blue Monday...

O clássico dos anos 80, Blue Monday, do New Order no estilo Nouvelle Vague...



Pra quem não conhece o Nouvelle Vague, leia o post The killing moon...

terça-feira, 2 de março de 2010

Dancing with myself...

Na onda das releituras dos clássicos oitentistas, vale a pena conferir o que o Nouvelle Vague fez com a hino do louquíssimo Billy Idol, Dancing with myself...



Pra quem não conhece o grupo Nouvelle Vague, leia o post The killing moon...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Love will tear us apart...

O clássico oitentista Love will tear us apart da banda inglesa Joy Division no estilo ímpar de Nouvelle Vague é algo que vale a pena conferir...



Pra quem ainda não ouviu falar de Nouvelle Vague, leia o post Nouvelle Vague...

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