sábado, 11 de dezembro de 2010

Mickey Mouse e o Rockabilly Rabbit...

Há um tempinho, quando morávamos na terra do croissant, encontramos o sonho de consumo do Mickey Mouse... Com certeza ele ficaria extasiado...


Um dia, passeando sem destino pelas ruas de Toulouse, encontramos o Marché Victor Hugo, bem no centrão da cidade! Era um prédio sem graça, branco, quadrado... mas, apesar da aparente "semgraceza" do local, levados pela nossa quase inexistente curiosidade, invadimos o local.

Fomos assim, meio que sem pedir licença, e encontramos o tesouro escondido no coração de Toulouse: queijo, pão, vinho, peixe, carne de coelho topetudo, boi, carneiro, pato, perú, frango, lula, polvo, ostras, caramujos, mariscos, caranguejos, lagosta, camarão...

Era tanta coisa, que nos demoramos um bom tempo lá dentro (e voltamos inúmeras vezes depois). Uma pequena amostra do que encontramos está aqui, um pouquinho da variedade dos queijos da região...

É queijo de tudo quanto é jeito: molhado, seco, mole, duro, fedido, cheiroso, feio, bonito... É só escolher um e levar pra casa... E como eram gostosos os queijos franceses... uma delícia!!!!

Mas claro, como não podia deixar de ser, coisas estranhas tinham que acontecer...

Lá, vasculhando o Marché Victor Hugo, avistamos algo inédito aos nossos olhos, avistamos um coelho rockabilly. Não sei por que, mas parece que os franceses têm a mania de comprar o coelho inteiro (não é a coxinha, o peitinho, o rabinho não... é tudo, tudinho)... aí, fica aquele bicho lá, morto, esticado, escalpelado... na verdade não é muito bom de ver não, mas, pelo bem da ciência, nós olhamos de tudo, inclusive coelho morto, até que avistamos um coelho fora do comum, muito estiloso, cheio de marra... fashion pra dizer a verdade... 

O bicho estava lá todo peladinho, esticadinho, igual a seus amiguinhos, mas tinha um diferencial, ele tinha um baita dum topete... Lá, sozinho, bem no topo do cucuruto, estava aquele tufo de cabelo cinza... acho que foi uma das coisas mais estranhas que eu vi até hoje... Imaginem um coelho morto, bem dentuço, sem pele e com um enorme topete cinza, pois é... esse era o nosso amigo Rockabilly Rabbit...

Dele, eu não tirei foto no dia, estava despreparada, mas daquele topete eu não esquecerei jamais!!!


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo...

Amanhã viajo para o Rio de Janeiro, o cartão postal brasileiro... Mas acontece que essa semana o Rio não está tão postal assim... Na verdade, ele está mais para Faixa de Gaza!!!

É Bope, Exército, Fuzileiros Navais, Comando Vermelho, ônibus e carros incendiados, Caverão, Tanque de Guerra, arrastão, bala perdida, fuga de traficantes, ocupação de comunidades...

Darei uma de matrix... quero desviar das balas igualzinho o Neo... tchunnnnnnn... tchunnnnnnn...

Pois é, mas apesar da guerra não declarada que está lá, a festa da empresa continua marcada para amanhã... Confraternização de final de ano, aquelas coisas "suuuuper bacanas" do mundo corporativo... Vamos alegrar a peãozada...

Acordarei as quatro da madruga para chegar em Congonhas as 06:40hs. Fazer check-in, achar poltrona, decolar, talvez pegar uma turbulência básica, Galeão... Tudo o que vocês já conhecem.

A sorte é que a empresa pagou tudo, mas se eu nunca mais passar por aqui, vocês já sabem o que aconteceu... com certeza, terei direito ao auxílio-funeral... hahahaha...

Assim, como reflexo das minhas possíveis últimas palavras, deixo aqui meu singelo testamento, a expressão máxima de minha última vontade na Terra:

Para o meu pai, minha mãe, meu irmão e meu marido deixo todas minhas dívidas, repartidas fraternarmente entre aqueles que mais amo!

O que sobrar... vai para caridade!!!

Declaro, para os devidos fins, estar em plena posse de minhas faculdades mentais.. e tenho dito!!!!

Hahahahaha... Até a volta... if...

domingo, 21 de novembro de 2010

A intrépida Ravenguinha - parte #2

No capítulo anterior: A intrépida Ravenguinha - parte #1


Pois bem, após a morte do Rei Diponga, Ravenguinha voltou para Tebas e encontrou seus irmãos, Eteócles e Polinice, se estapeando pelo trono. Nesse dia, ela ficou sabendo que depois da saída humilhante de Diponga da cidade, seu tio, o sisudo Creonte, assumiu o reino, tornando-se o senhor de Tebas. 

Mas Polinice, o filho emo de Jocasta, assolado por sua obesidade mórbida, não gostou nada do assunto e tramou, enquanto ouvia Restart, Fresno, Nx Zero e Cine, um golpe de Estado para arrancar de Creonte o comando da cidade.

Ele pensou em quase tudo, só se esquecendo que Etéocles, seu irmão encrenqueiro, era o secretário de segurança de Tebas, e que, muito satisfeito com seu posto, defenderia o trono de Creonte até às dentadas, se preciso fosse.

E foi no dia do confronto entre o emoglobina Polinice e o encrenqueiro Etéocles, que Antígona, a intrépida Ravenguinha descabelada, chegou na cidade. Ela viu socos, tapas, pontapés, mordidas, escarradas, arranhões, puxões de cabelo, barrigadas, cabeçadas, chave de braço, chave de pescoço, chave de nariz, sangue... muito sangue...

Até ela levou uns tapas quando tentou separar a briga... Era uma gritaria só, até que depois de tanta luta-livre, os dois morreram de cansaço e perda de sangue.

Creonte, em sua sede de vingança, impediu que sepultassem o corpo de Polinice, primeiro pela sua traição, segundo, porque teria que mandar fazer um caixão super-hiper-mega-blaster-grande, pois o corpo era enorme, e terceiro porque seriam necessários muitos homens para carregá-lo. 

Creonte achou que era muito trabalho para um traidor e que ele seria muito mais útil como comida de urubu, condenando à morte todos aqueles que desrespeitassem o seu desejo.


No entanto, Ravenguinha, inconformada com a sorte de seu irmão emogloblina, procurou sua medrosa irmã, Ismene, no intuito de pedir-lhe ajuda para enterrar o irmão. Naquela época, não havia castigo pior do que deixar um corpo sem sepultura, pois a alma do presunto ficaria vagando por aí, sem rumo, sem destino e sem sossego.

Sabendo disso, Ravenguinha fez de tudo para enterrar Polinice, mas Creonte foi enfático em sua proibição, afirmando que mataria a própria sobrinha, caso ela tentasse desobedecer suas ordens. E então, para garantir a papinha da urubuzada, Creonte deixou vários sentinelas cuidando do corpo.

Mas era verão, aquele calorão e o cheirinho de podre foi pouco a pouco tomando conta do lugar. Os sentinelas, já com os estômagos revirados, resolveram se afastar um pouco do defunto a fim de respirar melhor, e foi nesse momento que Ravenguinha descabelada, de soslaio, começou a enterrar o corpo do irmão.

Quando os sentinelas voltaram, descobriram que alguém havia ousado jogar um pouco de terra sobre o presunto. Apavorados, rumaram ao palácio para informar o ocorrido a Creonte, que não gostou nada da notícia. Muito contrariado, o Rei mandou seus homens ficarem à espreita, para então pegarem o infrator em flagrante.

E foi assim mesmo que a coisa toda aconteceu. Ravenguinha, com seus cabelos de Ravengar ao vento, voltou e tentou jogar mais terra sobre o irmão. Ela sabia que precisaria de umas cinco caçambas de terra para terminar o serviço, mas era o seu dever... Ela estava lá, pá por pá tentando cobrir o enorme Polinice até que foi surpreendida pelos sentinelas, que satisfeitos a levaram pelos cabelos até Creonte.

Aí começou o confronto entre tio e sobrinha, um alegando a soberania de suas ordens e outro afirmando que as leis "não escritas", que as leis "sagradas" prevalecem sobre qualquer capricho de um rei vingativo. 

Foi um bate-boca daqueles... No fim, Creonte, já cansado da discussão, acabou condenando Ravenguinha à morte, tanto pela audácia quanto pela feiura. Uma de suas explicações para o decreto de morte de sua sobrinha foi a de que seu filho Hêmon, até então noivo de Ravenguinha, deveria encontrar uma mulher mais bonita e menos desbocada.

Hêmon, desesperado, implorou para o pai não matar seu grande amor. Ela podia ser feia, a cópia do Ravengar, mas para ele, ela era um pitelzinho... Apesar dos apelos do filho, Creonte, cego pela fúria, foi irredutível, confirmando a iminente morte de Antígona.

Ismene, a medrosa irmã de Ravenguinha, arrependida de não tê-la ajudado, pediu ao tio para compartilhar sua sorte, sendo as duas, mesmo contra os protestos de Antígona, levadas para a prisão.

A cidade ficou em polvorosa, todos preocupados com os últimos acontecimentos, e foi por isso que o cegueta Tirésias Mercado (Ligue Jiá), vidente charlatão (aquele mesmo que havia adivinhado que o Diponga iria matar o próprio pai e casar com a própria mãe), resolveu falar com o vingativo Creonte. Ele disse com seu portunhol enferrujado:

"Crionti, mi hijo, no puedes hacer eso, mi pressárrios dicem que debes libertar Rabengota e interrar Emoglobinus, o entonces desgracia similhante te ocurrirás. E ligue djá".

Creonte ficou possesso, a verdadeira looouuuca de bolsa, e expulsou Tirésias aos gritos do palácio: "Sai daquiiiiiii seu cegueta charlatão. Vai cantar em outra freguesia seu bobalhão!!!!!".

Tirésias Mercado quase deu de cara com a parede, pois era cego e não sabia muito bem o caminho da saída, mas por sorte conseguiu encontrar a porta do palácio antes de levar uns pontapés no traseiro, deixando para trás um Creonte irritado e temeroso.

Depois disso, o Rei de Tebas não conseguiu pensar em outra coisa: "Matar ou liberar Ravenginha, eis a questão!

Ele pensou, pensou, pensou... pensou mais um pouco e tomou uma decisão: ouvir as profecias do charlatão "Ligue jiá" e libertar sua entrépida e feiosa sobrinha.

Porém, quando ele tomou essa decisão já era tarde, Inês já era morta, ou melhor, Ravenguinha já era morta... Ela se enforcou na cela, e com ela, seu filho Hêmom, que depois de cuspir no rosto do pai, também se matou...

A desgraça chegou aos ouvidos de Eurídice, mulher de Creonte e mãe de Hêmom, que, desolada, suicidou-se de desgosto. Foi uma verdadeira carnificína...

Todos seus entes queridos haviam morrido, Creonte estava sozinho no trono por ser irredutível em suas decisões, afrontar os deuses e não dar ouvido à razão.

Ravenguinha, nossa intrépida heroína, mulher forte e decidida, ousou desafiar um homem, situação ímpensável naquela época. Morreu descabelada, acreditando ser vítima de um dever sagrado, o de prestar a última homenagem ao corpo de seu problemático irmão emoglobina, que morreu por sua ganância, mas nem por isso merecia vagar eternamente sem descanso, puxando o pé dos vivos por noites sem fim.

Todos se foram por um motivo, uns mais nobres do que os outros, mas não menos importante. Somente sobrou Creonte, que depois de tanta morte, entendeu seu erro, pena que tarde demais... Infelizmente, ele, depois de seu ataque de remorço (e de hemorróida), teve que aprender a ser justo do modo mais difícil...


Essa foi uma paródia bem humorada da obra Antígona de Sófocles - Mitologia Grega. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Guidão, O Melhor Pai do Universo !!!

Ontem, um amigão nosso perdeu um de seus entes mais queridos, seu maior exemplo, sua inspiração. Ontem, nosso amigo perdeu seu pai, Guidão, conhecido como "O Melhor Pai do Universo".

Não o conheci pessoalmente, mas tenho certeza que ele foi um homem que deixou sua marca nas pessoas que com ele conviveram, pois dele eu só conheço uma de suas obras, o resultado da educação de um filho de ótima índole e coração, casado com uma moça igualmente maravilhosa.

Sei que essa passagem é o curso natural da vida: os velhos partem antes dos novos, que logo se tornarão velhos e assim por diante. Sei que é natural, mas também sei que é dolorido e desesperador. Por que ele não podia ficar mais um pouquinho??? 

Imagino a dor de perder um pai, "O" pai. Guidão se foi em meio à luta desesperada contra uma doença silenciosa.

Nessa hora, nenhuma palavra servirá de consolo, mas espero que esse nosso grande amigo consiga, o mais rápido possível, lembrar de seu pai em seus grandes momentos, nas brincadeiras da infância, no jantar de domingo, contando aquela piada inesquecível, naquele abraço emocionado depois de meses separados pelo Atlântico, assistindo aquela incrível corrida no sofá de casa, daquele dia da belina, nas festas familiares, dele contando que o pelé fez dois gols no finalzinho do jogo contra o vasco, carregando o saco de pão, com os poucos e bons amigos contadores de causos, nas lições de vida, nos conselhos sábios, nos provérbios batidos, nas broncas merecidas, nos olhares amorosos.

Nosso eterno amigo, espero que você se lembre dele como um exemplo a ser seguido, um homem com falhas como todos nós, mas que lhe deu a vida e que lhe ensinou, de uma maneira ou de outra, a ser quem você é hoje.

Não lhe pedirei para deixar a tristeza de lado, pois isso é impossível, só lhe pedirei para trocá-la gradativamente por lembranças bonitas daquele homem que foi o seu pai, o melhor pai do Universo.

Um super beijo no coração.

Te adoramos!

Luiz e eu  

domingo, 7 de novembro de 2010

A intrépida Ravenguinha - parte #1

Era uma vez, uma destemida e amorosa garotinha de cabelos parecidos com o do Ravengar chamada Antígona. Ela era filha de Édipo, assassino incestuoso, e de sua própria avó, Jocasta, a fogosa rainha de Tebas.

Nascida numa família, no mínimo, conturbada, Antígona tinha tudo para ser uma jovem tresloucada, mas não, ela seguia contente e serelepe ao lado de seus três irmãos, Etéocles, Ismênia e Polinice.

É bem verdade que os irmãos às vezes se estapeavam, mas nada fora do normal, uma briguinha aqui pela barbie sem cabeça, outra ali pelo incêndio na casinha de bonecas, outra acolá pelo arremesso das rodas do caminhãozinho de brinquedo pela janela, algumas garfadas por causa de assaltos de batatas-fritas, mas nada sério, somente briguinhas fraternais.

Na adolescência, ela gostava de ouvir Luiz Caldas, Amado Batista, Beto Barbosa e Kaoma, usava mini-saia rodada laranja e centenas de pulseiras barulhentas nos pulsos. Quando ela andava, fazia um barulho parecido com o de uma vaquinha leiteira, tirilililó, tirilililó, tirilililó... Seu apelido era Ravenguinha.

O pai dela, Édipo (Diponga para os íntimos), após conseguir derrotar a monstruosa esfinge que assombrava a cidade de Tebas matando os forasteiros que não conseguiam responder aos seus ridículos enigmas, tornou-se Rei da cidade e ganhou de lambuja a mão da fogosa Jocasta, que, por acaso, era sua mãe. Muitos anos se passaram sem que ele soubesse que sua esposa era na verdade sua adorada mãezinha.

Ele não sabia de sua origem, pois foi abandonado quando criança. Tudo aconteceu pois quando ele nasceu, a família Labdácias foi assolada por uma terrível maldição: o bambino nascido deste casório mataria o próprio pai e desposaria a própria mãe.

Quem deu essa notícia ao serelepe casal foi o cegueta Tirésias Mercado (Ligue jiá), um vidente meio charlatão, mas que acertava vez ou outra.

Sabendo da desgraça anunciada, e não querendo correr o risco, Laio e Jocasta (guardem esses nomes) trataram de abandonar o pequeno Diponga bem longe, num lugar chamado Monte Citerão.

Pois bem, muitos anos se passaram, Diponga derrotou a esfinge, ganhou a mão de Jocásia, e tudo corria feliz. Ocorre que, enquanto esta parte de seu passado continuava oculta, o agora Rei Édipo (Diponga para os íntimos), praticava peripécias nupciais com sua assanhada Jocasta... os rebentos foram nascendo, chorando, crescendo... as coisas foram mudando, os antigos discos de vinil foram trocados por pequenos e brilhosos cds, vieram os cabelos brancos, aquela coisarada toda.

A vida ia muito bem até o dia em que a cidade foi assolada pela peste. Os súditos do reino estavam empestiados ao som de Raul Seixas, "Tá todo mundo louco, oba! Tá todo mundo, oba! Tube ri din din, din diiiiinnnn", era um horror, o verdadeiro caos!

O pai de Ravenguinha, homem que acreditava em espiritismo e ciências ocultas, pediu para seu cunhado, o sisudo Creonte, consultar o oráculo da cidade. Na volta, Creonte informou-lhe que para acabar com aquela "pestarama" toda, seria necessário encontrar e banir da cidade o assassino do antigo rei de Tebas, o bêbado Laio, que por ironia do destino (e bota ironia nisso), era o verdadeiro pai de Diponga, e que, mais ironicamente ainda (porque desgraça pouca é bobagem...), havia sido assassinado pelo próprio Diponga à bengaladas dias antes dele derrotar a esfinge enigmática de Tebas.

O problema todo era que o violento Diponga não sabia que aquele cara que ele havia matado por causa de uma cretina discussão futebolística acerca dos dons divinos do cacheado Valderrama no bar do Zé Bedeu era, na verdade, seu pai, o caçhaceiro Laio, antigo Rei de Tebas, que lá no começo da história o havia abandonado, junto com Jocásia, por causa daquela maldição de que o filho deles mataria o próprio pai e desposaria a própria mãe.

Então, para descobrir a identidade do assassino, Diponga mandou chamar o cegueta charlatão, Tirésias Mercado (Ligue jiá), que contou toda a verdade, revelando que ele tinha assassinado seu pai e que tirava casquinhas de sua mãe... (dessa vez ele acertou de novo). A Corte ficou alarmada e Diponga foi cozido em sua própria culpa.

No meio de todo esse escândalo, Jocasta, a rainha-socialite que vivia em destaque na mídia e que adorava passear no Castelo de Karras, não pôde suportar a humilhação de ser amante de seu próprio filho e suicidou-se enforcada com o cadarço verde fluorescente do tênis estilo emo de seu filho.

Diponga, ao ver sua mãe-esposa enforcada, furou seus próprios olhos com os colchetes bijoux do vestido da rainha socialite. Foi um pandemônio!

Os dois herdeiros, Eteócles (encrenqueiro de carteirinha) e Polinice (emo, obeso mórbido, dono do cadarço), expulsaram o pai da cidade, que triste, abatido, humilhado e cego, partiu para o exílio na zona leste de Atenas, guiado pela sósia do Ravengar, sua amada filha.

Ravenguinha acompanhou seu pai até seus últimos dias, quando, levado pela dengue, foi enterrado num caixão de papelão no cemitério do Araxá. Muito abatida e totalmente esquecida da existência de chapinhas e cremes domadores de cachos, Antígona voltou para Tebas e encontrou seus irmãos se estapeando pelo trono.

Não percam as cenas dos próximos capítulos...




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fausto - Tragédia em duas partes...

Johann Wolfgang von Goethe foi um dos mais brilhantes escritores alemães da história. Sua grande obra foi Fausto, escrita entre 1797 e 1831. Seu poema é baseado na lenda alemã protagonizada pelo médico, mago, astrólogo, alquimista e cientista Dr. Johannes Georg Faust, que, segundo contam, viveu ali pelo final do séc. XV, início do séc. XVI. 

A lendária figura do Dr. Fausto também faz parte de inúmeras obras literárias, entre elas A Vida de Fausto, de Maler Müller (1778), Vida, Feitos e Danação de Fausto, de F.M.Klinger (1791) e a peça Dr. Faust, de Christopher Marlowe (1589), 

A famosa obra de Goethe, por sua vez, retrata um homem desiludido e cansado da mediocridade de seu tempo, numa eterna busca pelo absoluto. Em meio ao seu descontentamento, Fausto resolve fazer um pacto com o demônio Mefistófeles, que antes de tentá-lo, já havia feito, no céu, uma aposta com Deus, que concedeu-lhe carta-branca para corromper o insatisfeito Fausto.

No pacto, feito por um contrato assinado com seu próprio sangue, Fausto negocia viver vinte e quatro anos da sua vida, o que lhe daria a oportunidade de superar os conhecimentos de seu tempo, em troca de, claro, sua alma (clichê, né? O diabo sempre quer a mesma coisa, o que será que ele faz com tanta alma, vende na farmácia?).

Pois bem, milhares de descobertas, aventuras e emoções são brilhantemente descritas nesta obra, que  passando pelo céu, pela terra e pela história européia, termina com o encontro de Fausto com o amor e sua luta para enganar o danado do diabo.

É aqui que a bebedeira teve início
Dentre as envolventes passagens da obra de Goethe, há um trecho em especial que pude vivenciar de forma mais vívida, com texturas, odores, sabores e um pouquinho de álcool, pois ninguém é de ferro e já aproveitei e entrei no clima... foi a passagem da bebedeira na Auerbachs Keller, em Leipzig/Alemanha:
"Taberna do Retiro d’Auerbach, em Leipsick. Porta, ao fundo, para a rua, entre duas janelas de peitos. Ao meio da casa, mesa grande, com pratos, talheres, garrafas e copos de estanho e vidro, tudo em confusão, e sem toalha. À roda da mesa, bancos. À esquerda o balcão, e mais uma armação de taberna. Por trás do balcão, uma cesta de ferramenta. Pendente do tecto, um grande lampião aceso"
Mefisto, Goethe e eu
Reza a lenda que o verdadeiro Dr. Fausto teria, dentro do Auerbachs Keller, rodado um enorme barril de vinho direcionando-o para a rua, feito que somente poderia ter sido realizado com a ajuda do diabo. Por conta desse fato, Goethe teria incluído em seu poema a homérica bebedeira no Auerbachs Keller.

Não sei se ele rodou o barril, mas posso garantir que o barril era grande mesmo e que o vinho de lá é mesmo espetacular, e olha que eu nem sou uma grande degustadora de vinhos...

Mas para aqueles que não gostam tanto de vinho, tem também a autêntica cerveja alemã, que segundo testemunhos legítimos, é uma delícia...

Mas mesmo com essa maravilhosa fama, decidi ficar só no vinho mesmo, pois sabem como é, né??? Misturar só dá ressaca...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quatro olhos fundo de garrafa

Aos 29 anos, 6 meses e 14 dias, dei adeus à miopia e ao astigmatismo, que me acompanhavam desde que eu me entendo por gente. Ao todo, eram 7 graus no olho direito e 6,5 no esquerdo.

Foram anos e anos procurando os óculos às apalpadelas, não enxergando o relógio no meio da noite e vendo tudo embaçado sem o meu fundo de garrafa.

Mas hoje isso mudou, resolvi fazer a tão sonhada cirurgia refrativa. A ideia toda foi meio de improviso, não estava pensando em operação. Mas, como uma coisa leva à outra, quando dei por mim, já tinha marcado a data para entrar na faca.

Os momentos que antecedem a cirurgia são tensos e angustiantes. A gente pensa, será que vou ficar cega? Será que vão furar meu olho? Dá vontade de dizer, “Não dotô, não fura meu ôio não!!!”

Mas a gente acaba não dizendo nada e passa por corajoso.

No entanto, como na minha vida nada é muito como manda o figurino, na minha vez, é lógico que a máquina tinha que dar problema. Estou lá eu, deitadona na maca, toda apreensiva, depois de receber algumas gotinhas de um colírio anestésico, quando me empurram pra baixo de um trambolho bege e me mandam olhar para a luz.

Vá para a luuuuuuuz, vá para a luuuuuuuz!

Era uma luz piscante, laranja-avermelhada. Piscava num ritmo enervante. Neste momento, me enfiaram no olho um arregalador de olhos, para eu não piscar enquanto o laser fazia o seu trabalho.

Muito bem, estou eu lá com meu lindo olho castanho esbugalhado, quando descubro que a máquina está com problemas: o laser não está calibrado como deveria (será que é um pneu???). Tiraram-me debaixo do trambolho e disseram: só um momento, pois temos de recalibrar o laser.

Quê? Bem na minha vez? Tinha que ser o Chaves, mesmo!

Enquanto calibravam o tal do laser, o trambolho bege soltou vários uivos estranhos, me assustando mais ainda, até que me informaram: Pronto, chegou a hora!

Pensei, é agora que eu me lasco!

Lá me empurraram de novo pra baixo do troço, esbugalharam meu olho esquerdo novamente, passaram umas espátulas com alguns produtos, acredito que esterilizantes, no olho e me mandaram olhar fixamente para a luz.

Ai, que medo de mexer o olho!

E começou aquela barulheira. Ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta. A vista vai ficando enevoada, fica cada vez mais difícil de ver a luz, até que só se sente um cheirão de queimado...

Churrasquinho de Patricia, pensei.

Depois da catinga a la churrasquinho de gato, passaram mais um produto e colocaram uma lente protetora. Começou então a preparação do olho direito.

Ai, tudo outra vez! Mais churrasquinho!

Antes da saga no olho direito, escutei uma voz feminina exclamar algo parecido com “Noooossa!” Realmente, pareceu que tinha dado algo errado, mas continuaram assim mesmo.

No final de tudo, o médico me disse que tinha dado tudo certo, não sei se acreditei, mas agora era tarde e Inês já era morta... Só sei que não doeu nadinha e foi muito rápido, o procedimento não dura mais do que cinco minutos. O medo inicial não tinha mesmo razão de ser. Já saí da maca enxergando, muito mais do que quando havia deitado. É uma diferença impressionante.

Saí um pouco tonta, é verdade, mas isso logo passou e comecei a ficar eufórica por, mesmo embaçado, conseguir enxergar mais do que sempre enxerguei.

A técnica utilizada foi uma tal de PRK, que tem o pós-operatório um pouco mais desconfortável do que sua prima, LASIK, mas que nem é tão ruim assim. Ainda não posso ler nem forçar muito a vista, pois dói um pouquinho, mas já consigo distinguir objetos antes irreconhecíveis. Agora, preciso ficar três dias na escuridão, e sempre de óculos escuros. Acho que nunca fiquei tanto de óculos escuros quanto hoje e provavelmente as semanas que virão.

Amanhã é dia de voltar ao consultório para ver o resultado. Parece que, de agora em diante, abandonarei meu fundo de garrafa e, de cinco olhos, passarei a ter só três.

Boa sorte pra mim!!!

P.S.: quem escreveu isto fui eu, Luizpédia, já que a dona do blog não pode nem olhar para monitores durante estes dias de escuridão total. Ela ia ditando e eu ia escrevendo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia das Crianças pede: Avaiana de Pauuuuu...


Agora com a versão em inglês... hahahahaha...
Avaiana the wood...

Feliz Dia das Crianças...


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS... 
FAÇA FELIZ A CRIANÇA QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ!!!

PS. O post original saiu um pouco revoltado, então reformulei e saiu isso aí!

domingo, 10 de outubro de 2010

Die Dame: Hildegard Knef...

Hildegard Knef nasceu em 28 de dezembro de 1925, em Ulm, no sudoeste da Alemanha. Atriz, pintora, desenhista, escritora e cantora, Knef cativou milhares de fãs em seus 76 anos de vida.

No entanto, nem tudo foram rosas para ela. Perdeu o pai ainda bebê. Aos 18 ela sonhava em ser pintora, queria tanto que conseguiu uma bolsa de estudos, para desgosto de sua mãe. Depois de adentrar no meio artístico da primeira metade do século XX, Knef conseguiu, em 1940, um financiamento para estudar dramaturgia, profissão não muito bem vista na época, em plena Segunda Guerra Mundial.

Ali, ela começou sua carreira de desenhista de filmes animados e virou frequentadora da escola de cinema de Babelsberg, em Berlim. Por causa de sua personalidade, e beleza, estreou no cinema alemão em 1944, no filme Träumerei (Devaneio), de Harald Braun, tendo suas cenas cortadas na hora da edição.

Nos últimos dias da guerra, para evitar ser estuprada pelos soldados soviéticos, Knef tentou fugir de Berlim vestida como homem. Seu disfarçe a ajudou quanto à violência sexual, porém não a livrou de ser capturada, espancada e enviada para um campo de prisioneiros de guerra. Ela conseguiu fugir e tomou o único rumo que podia, as ruínas de Berlim.

Reconstruindo a vida no pós-guerra, Knef voltou ao cinema e estrelou o filme Die Mörder sind unter uns (Os assassinos estão entre nós), em 1946, papel que lhe rendeu o estrelato e um convite para brilhar em Hollywood, desde que aceitasse duas condições: mudar o nome para Gilda Christian (Gilda Cristã, olha só a ironia) e fingir ser austríaca, já que alemães não estavam muito em alta na época por causa do pequeno bigodudinho. Foi nesse momento que Knef mostrou sua forte personalidade, recusando-se a ceder às exigências hollywoodianas e voltando para Alemanha.

Sua carreira continuou brilhando em solo germânico, até o momento em que ela se tornou protagonista de um dos maiores escândalos do cinema alemão, aparecendo nua no papel de uma modelo para estudantes de desenho no filme Die Sünderin (A pecadora), de Willi Fort, em 1951. Foi a primeira nudez do cinema alemão e a igreja católico fez um escândalo, mas Knef somente comentou: "Não posso compreender todo esse tumulto cinco anos após Auschwitz!". 

Ela foi duramente criticada pela opinião pública e discriminada a ponto de não poder mais frequentar restaurantes e lugares públicos, sendo, então, obrigada a deixar a Alemanha.

Em 1952, com o apoio do primeiro marido (ela teve três), o americano Kurt Hirsch, Knef tentou brilhar em Hollywood pela segunda vez, mudando seu nome de Knef para Neff, pois os americanos não conseguiam pronunciá-lo. Mesmo disposta, Knef somente conseguiu um papel de apoio na adaptação de Hemingway, The Snows of Kilimanjaro. Então, não se abalando com o ocorrido em solo norte americano, e depois de acalmados os ânimos alemães, Knef voltou à Europa e se tornou a estrela do cinema alemão, francês e britânico.

Depois de seu sucesso, Hollywood resolver dar-lhe uma terceira chance, dessa vez nos palcos da Broadway, no musical Silk StockingsKnef ainda tentou alegar que não sabia cantar, mas Cole Porter insistiu e proporcionou mais um momento de brilho na carreira da multitalentosa Frau Knef.

Em 1963, depois de brilhar na Broadway, e do segundo divórcio, desta vez com David Cameron, que lhe custou toda fortuna, Hildegard Knef resolveu trilhar um novo rumo, agora mostrando ao mundo sua voz rouca e profunda. Foi nesse momento que ela se tornou definitivamente a Grande Dama da Alemanha, cantando músicas consagradas e mostrando ao mundo suas próprias composições. Foram muitas músicas, letras, discos, shows, casamentos, doenças e mais de 50 operações. Knef lutou muito contra o câncer e a hiprocrisia, sempre com sua lingua afiada e sua disposição para brilhar. Em 1970 ela escreveu o bestseller autobiográfico Der Geschenkte Gaul: Berichte aus einem Lebem (O Cavalo de Recordações: Relato de uma vida). 

Ao completar 75 anos, e muita luta contra o câncer, Knef deu a volta por cima depois de 20 anos de silêncio discográfico, lançando seu último álbum. Foi aplaudida por toda Alemanha até falecer em Berlim, aos 76 anos de idade, em 1º de fevereiro de 2002, época em que estava casada com seu terceiro marido, Paul Schell. Lembrada até hoje, ela é a diva do cinema e da música alemã, dona de uma voz inesquecível.


(O título da música, traduzido por mim, é "Eu gostaria de ter na segunda-feira outro domingo", eu também !!!!!!)


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domingo, 26 de setembro de 2010

Meu Malvado Favorito

Não é nenhum segredo o fato de eu adorar animações. Podem falar o que quiserem, que é infantil, que isso, que aquilo, mas eu aaaaddddooorrrroooo!!!

Por conta disso, fui toda feliz e contente assistir Meu Malvado Favorito (Despicable Me), levando a tira-colo o nada satisfeito Luiz, que não é lá muito fã desse tipo de filme.

Mas enfim, consegui carregá-lo e, para minha surpresa, ele também gostou das maldades despretensiosas de Gru, um super vilão que planeja roubar a lua, mas que no meio do caminho é "obrigado" a adotar três lindas orfãs, Margo, Edith e Agnes, que o ajudam a aplacar a solidão.

Para ajudá-lo a roubar a lua, Gru conta com um adorável exército de coisinhas amarelas, que até agora não descobri o que são, mas que são hilários. (eu quero um pra mim!!!)

Então, se você assim como eu gosta de uma boa animação, garanto que essa aí vale muito mais que a pipoca.

Aproveite!!!


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em boca fechada não entra mosquito...

Às vezes magoamos os outros sem querer, por pura falta de tato. Alguém te pergunta algo, e você, sem pensar muito na pergunta, solta aquela resposta curta e grossa, e quando vê já falou o que não devia... Se eu fosse mais esperta, teria prestado mais atenção naquele provérbio chinês: "A palavra é prata, o silêncio é ouro".

E ouro vale uma grana danada... pois é, às vezes nos comportamos como cavalos chucros de ferraduras soltas... uma pena... poderíamos dormir sem algumas pataquadas desnecessárias. Mas é assim, quando nos damos conta, Inês é morta... já abrimos nossa enorme boca e deixamos escapar aquela porcaria. Nessas situações, só nos resta esperar a próxima oportunidade de consertar o estrago.

Pensando sobre esse assunto, outra coisa me vem à mente: até que ponto a sinceridade é boa? Mentiras caridosas são perdoadas? Verdade disfarçada é verdade? Ser sempre sincero vale a pena?

Perguntas sem resposta. Provavelmente, alguma alma mais escorregadia diria: "Isso tem que ser analisado caso a caso!". 

E talvez tenha mesmo. Mas uma coisa eu sei... falei caquinha... zero pra mim... 

Dá próxima vez, antes do velório da Inês, melhor parar, pensar, pensar mais um pouco e só depois disso colocar as cordas vocais pra funcionar... Com certeza, isso evitará muitos aborrecimentos completamente desnecessários. 




Guarde a ferradura... ela é mais útil grudada no casco do que saracoteando desnorteada por aí !!!!


O assobio - Dead Combo

, Ví

Isso é que é música boa!!!!! Os portugueses do Dead Combo mandam muito bem.


Essa música é realmente baseada em um assobio... No assobio do comediante português Vasco Santana no filme Pátio das Cantigas (1942), mais precisamente na cena em que ele fala com um candeeiro. Vasco Santana foi um ator adorado pelo povo português, que ainda hoje é lembrado e aclamado lá no além-mar.


E a verdade é que a homenagem ficou mesmo muito linda. Vale a pena conferir!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Os contrastes de São Paulo #1

Olhando a cidade pelo pátio do MASP... É aqui, nesta cidade cheia de contrastes, que passei a maior parte da minha vida...

domingo, 12 de setembro de 2010

Há 9 anos e 1 dia...

Hoje faz 9 anos e 1 dia que o mundo parou para ver o que acontecia lá em Nova Iorque. Em 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas foram atacadas, destruindo um dos maiores e mais prósperos símbolos do orgulho norte-americano, que hoje só existe na história.

Essa semana muito alarde se fez, protestos aqui, missas ali, ameaças de queima do Alcorão acolá, mas nada de extraordinário aconteceu...

No entanto, ao pensar no passado, lembro exatamente o que estava fazendo no dia 11 de setembro de 2001...

Eu estava no escritório onde estagiava na época, lá perto da Bovespa, com mais dois estagiários, o Pedro e o Márcio. Nós três estávamos abobados na frente do computador vendo a tragédia pelo site do Terra. Ficamos lá parados, achando que tudo não passava de uma espécie de trote.

Não podia ser verdade, aviões sequestrados colidindo em prédios comerciais de Manhattan. Lembro que já tinha sido difícil acreditar na colisão do primeiro avião, quem dirá no segundo. Mas era verdade, e me lembro direitinho daquele dia, lembro do que falamos, do que vesti, de como parecia impossível que o povo mais paranóico do planeta houvesse sido alvo de um ataque terrorista daquele tamanho.

Lembro que os comentários na sala falavam sobre o início do declínio do império estadunidense, retaliações, terceira guerra mundial... palavras, palavras e mais palavras, e eu me lembro de cada uma delas... Incrível como certas coisas continuam nítidas em nossas mentes, mesmo após anos e anos no esquecimento...

Mas e você, por acaso se lembra o que estava fazendo em 11 de setembro de 2001???

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dom Quixote de la Mancha, seu lindo cavalo branco Rocinante e seu fiel escudeiro, Sancho Pança...

Incrível escultura feita de materiais recicláveis... achei tampinhas, peças de computadores, telefones, óculos, latinhas de refrigerante, brinquedos, várias coisas... As esculturas são enormes!
Essas duas maravilhas estão em exposição no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).
Isso é o que eu chamo de arte... Lindo demais...





O Cavaleiro da Triste Figura não poderia estar melhor representado... Fascinante!
* olha o tamanico da moça ao lado da perna do Rocinante...


Sancho Pança, fiel como sempre...

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domingo, 5 de setembro de 2010

Whatever Works, Woody Allen...

Ontem, Luiz e eu resolvemos nos entreter diante da grande tela vendo o último filme de Woody Allen, "Whatever Works", com o título traduzido por algum motivo desconhecido para "Tudo Pode Dar Certo", que não combina em nada com o filme, mas que em terras tupiniquins ficou assim mesmo.

Pois bem, entramos na sala escura sem saber o que esperar, sem nenhuma informação prévia do que se tratava ou da crítica, talvez a melhor coisa a se fazer antes de ver um filme. Chegar lá neutro, sem opiniões pré-formadas, somente esperando o melhor que o filme pode te oferecer. E no caso de "Whatever Works", a coisa deu certo. Adoramos o filme.

A história fala sobre as neuroses do cotidiano, cinismo, ironia e da busca pelo que funciona para cada um. É uma espécie de monólogo com personagens que ajudam a dar vida a uma história aparentemente incomum, mas nem tanto, cheia de reviravoltas que ajudam a materializar a reflexão sobre o sentido da vida, escolhas e suas consequências.

Tudo se passa em Nova Iorque, cidade que acaba virando mais um dos personagens da história contada pelo rabugento misantropo ateu Boris Yellnikoff, que por obra do destino acaba tendo que conviver com a inocente garota do Mississipi, Melody Celestine. É a história desses dois personagens que o filme desenvolve, mas... não vou contar mais nada para não estragar a surpresa agradável que o filme reserva. 

Portanto, se você tiver um tempinho, aproveite... Tenho certeza de que você, assim como eu, achará que o filme vale muito mais do que a pipoca...

domingo, 8 de agosto de 2010

A gente paga por isso...

(nesse caso específico, os cariocas pagam...)

Hoje, ao limpar minha caixa de e-mails, me deparei com uma informação, no mínimo, curiosa: o projeto de lei carioca nº 3.134/10 que tem por objetivo declarar jesus cristo como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro, de lavra do deputado Édino Fonseca, publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro no dia 9 de junho de 2.010.

A lei, caso aprovada, teria única e exclusivamente dois artigos: o primeiro declarando jesus cristo como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro; o segundo determinando a entrada da lei em vigor a partir da data de sua publicação como lei (no Diário Oficial).

Como ainda é um projeto, o deputado precisa justificar a relevância da pretensa lei para a sociedade. Para tanto, ele começa informando que a bíblia cita várias vezes a expressão "jesus cristo" para designar jesus e escreve um amontoado daquilo que pregam as igrejas, normalmente evangélicas, com direito à seguinte frase:
"O Estado do Rio de Janeiro já O tem como o “Cristo Redentor” reconhecido mundialmente como uma das sete maravilhas do mundo. Ele que não escreveu nenhum livro, mais é personagem do maior número de livros escritos no planeta."
Assim mesmo, e ainda com o mais no lugar de mas. E tem mais (com i): 
"Ao longo de mais de dois mil anos Ele tem sido o principal personagem desses Séculos, sua vida e seus ensinamentos, inspirados em escritores, comentaristas e até críticos, a respeito Dele. Seus ensinamentos tem mudado milhões de vida mundo afora."
Lógica e plural pra quê?

A justificativa inteira do projeto de lei é um suposto resumo da vida de jesus (copiado do Wikipédia - pelo menos ele cita a fonte -), e com a seguinte frase final: 
"Por estas razões e por tudo que temos conhecimento que Ele tem feito pelo nosso Estado e pelas vidas das pessoas que aqui vivem é que solicitamos que seja declarado como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro, apresento este Projeto de Lei, para a qual contamos com o apoio dos meus Pares nesta Casa."
Bom, o Rio já tem a estátua, então qual a causa, motivo, razão ou circunstância para não ter também o monopólio imaterial? Será que vendem isso na farmácia???


E pensar que esse pessoal ganha um salário rechonchudo para fazer isso??? E ainda colar a justificativa do Wikipedia???


Será o apocalipse???
(Perdoai-vos Senhor, eles não sabem o que legislam!!!)





* algumas palavras foram grafadas com letras minúsculas propositalmente.





domingo, 1 de agosto de 2010

DESENCAPETAMENTO À JATO...

Quando eu penso que já vi coisas muito estranhas nessa minha vida, aparece sempre uma mais estranha ainda...

Estava eu, linda e formosa, andando toda serelepe pela Rua Domingos de Morais, na Vila Mariana, em São Paulo, quando passo na frente de um templo evangélico e vejo a coisa mais estranha dos últimos tempos: alí na frente da porta principal de um edifício muito bem construído, ostentando riqueza, uma tenda de acampar com os seguintes dizeres: "DRIVE-THRU DA ORAÇÃO".

O QUÊÊÊ ??????????????????????

Embaixo da tenda, um taxista sentado dentro de seu carro branco, com as mãos no volante e olhos fechados, enquanto um dos "obreiros" daquele "templo", do lado de fora do carro, com a mão na cabeça do taxista, rezava...

Fiquei pasma!!! Pensei na hora: "Esse povo não tem mais o que inventar..."

Aí, saquei meu celular e tirei a foto aí debaixo.


Na hora em que consegui domar meu pequeno celular, o tal do "obreiro" já havia recolhido sua mãozinha "milagrosa", mas ainda estava alí, provavelmente dando o valor do dízimo para o taxista depois do desencapetamento de emergência...

Juro, nessa hora da minha vida meu lema virou: EU MORRO E NÃO VEJO TUDO!!!!!!!!!!!!!!!


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