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| Essa merece!!! |
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Teria sido melhor ver o filme do Pelé...
Chaves, oráculo da vida moderna, já disse tudo!!!
Tinha que ser o Chaves!!!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Até eu assustaria...
Silvio Santos é o cara... Essa pegadinha assustaria qualquer um...
Nem é preciso falar nada...
sábado, 25 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Diário de Bordo Humorista... Deixando os alemães... Encontrando os franceses...
Gente!!!! Essa semana eu achei uma parte do meu diário de bordo... Foi o relato fiel do dia em que me mudei da Alemanha para a França... Eu nem lembrava que tinha escrito isso, quando vi, nem acreditei... Quase caí de dar risada...
Para vocês entenderem, eu fiz minha mudança em março de 2008, num ônibus de viagem, foram mais de 19 horas sentada... aconteceram coisas hilárias...
A título de esclarecimento, vai a legenda: Os "Back Street Humoristas" são os amigos que deixei em solo alemão: Srdjan (o nome dele é assim mesmo, ele é da Sérvia), Pedrinho, Jujú e Clara. A bailarina é uma brasileira que conheci em Düsseldorf e que dança no balé da cidade. Guitarrista desafinada sou eu. Marrocano é marroquino. Dom é a enorme categral de Köln (Colônia). Feuerwehr é bombeiro em alemão e Autobahn é estrada... e acho que isso é tudo...
Pois bem, e assim foi o meu relato:
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| Pedrinho:verde;Jujú:azul;Clara:vermelho;Srdjan:preto;e eu |
Na hora da partida começou o meu calvário... os “Back Street Humoristas” preocupados com a possibilidade da guitarrista desafinada mudar de idéia. Suor escorrendo pelos colarinhos e eles pensando, rezando, suplicando: “Será que ela vai mesmo?!? Será que existe o perigo dela voltar?!?”.
Calma, amiguinhos... Não será necessário fazer novenas, pedir milagres para Santo Expedito, ir a terreiros de macumba, nem fazer despachos... Eu fui mesmo!!!
Primeira parada: Köln para trocar de balaio. Mas que lixo de Rodoviária, nem me atrevi a sentar nos minúsculos banquinhos laranja, por medo de contrair a febre amarela, a febre verde, a febre roxa ou o que podia ser pior, a febre laranja!!!
Sei lá, né?!? Cada dia aparece uma doença nova... Deus que me livre!!!
Enquanto eu divagava com a possibilidade de contrair a peste negra, passaram-se infinitos 50 minutos. De onde eu estava só conseguia avistar a pontinha do Dom e sentir meu pé doendo por causa da minha maldita bota de €4,95. Isso que dá ser chique, a bota parece que está mastigando o seu pé!!!
Bem, voltamos para o balaio e como num ônibus de viagem não existe nada melhor do que dormir para esquecer a situação decadente em que se encontra, todo mundo começou a se arrumar nas cadeiras, esticar as pernas (na medida do possível), improvisar travesseiros e por aí vai... Como não sou exceção, eu também.
Estou eu lá, pensando na morte da bezerra quando, de repente, não mais que de repente, alguém solta um discreto “pum”... ai, ai, ai... Com certeza o elemento deve ter comido um leitão inteiro no dia anterior... Que fedô!!! Em meio àquele cheiro de urubu em estado de putrefação eu pensei: “Ai meu Deus!!! Agora é o meu fim!!! E a catinga aumentando... Então, já tonta e em completo desespero supliquei: “Oh! E agora, quem poderá me ajudar???”
Esperei, esperei e nada do Chapolin Colorado chegar com a máscara de gás... que decepção!!!!
Poxa! Tinha que colocar uma rolha na retaguarda do indivíduo. Será que esse elemento não tem mais pregas??? Pelas barbas do profeta!!! Isso é um perigo, pode matar uma pessoa.
Juro, eu já queria declarar a 3ª. Guerra Mundial e trucidar todo mundo naquele ônibus... Mas será o Benedito???
Depois que aquele “furdunço” abrandou... ou que nós nos acostumamos com a fedorama, no banco de trás um tiozinho começou a tossir desesperadamente, aquela tosse catarrada... que beleza!!!
Nem se eu tivesse tomado uma caixa inteira de Valium eu conseguiria dormir.
E se já não fosse suficiente, duas alemãezinhas começaram a tagarelar animadamente sobre um monte de bobagens!!! Às vezes, como fazem falta as bombas atômicas...
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| Parecia muito com esse aí... |
Lá pelas duas da manhã paramos no meio do nada francês. Decidi ir ao banheiro... uma verdadeira aventura!!! Logo na primeira cabine tinha aquele buracão no chão que dizia: “Tente fazer pipi aqui... eu vou te pegar!!!”. Como fazer as necessidades naquilo??? Sorte que tinha o de deficientes. Fingi que estava mancando e marchei pra lá... eu é que não iria me arriscar a cair naquele buraco, já pensou que humilhação?!?
Chegamos a Tours 05h55min da manhã (acho que vou jogar no bicho: 55 no cavalooooooo!!!!), eu ainda torta de sono escuto aquela tão temida frase em alemão “Troca de balaio”...
Nãoooooooooooooooooooooooooooooooo!!!
E pra carregar aquela porcariada toda?!? Nenhuma santa alma se prontificou a me ajudar... ninguém... ninguenzinho!!! Que dificuldade... No bagageiro já levei uma cotovelada no olho, que além de me acordar de vez, me fez pensar que tinha quebrado os óculos.
Depois todo mundo teve que ir ao Bureau pegar um cartão branco, e haja força pra carregar toda aquela tralha. Ordenei pra mim mesma: “Força na peruca humorista!!!”
Então começou a amanhecer e os passarinhos franceses cantando “piue, piue, piue...” com biquinho...
De repente um catarrento de uns seis anos fica preso no banheiro (aqueles que têm que colocar vinte centavos na fechadura para aliviar a natureza)... a mãe do moleque naquele desespero, fumando um cigarro atrás do outro, o fedelho gritando lá de dentro. Até escutei algo sobre Feuerwehr... Aquele circo!
Até que 15 minutos depois o guri resolve tentar abrir a porta por dentro (já que até então, ele só tinha tentado empurrar a porta), e como num passe de mágicas a porta se abre... Catarrento apronta cada uma...
O ônibus só foi sair as 07h09min da matina. Sentei novamente do lado de um marrocano, arabano ou turcano que tinha me acompanhado no primeiro balaio. Essa hora eu já estava caindo, literalmente, de sono e de dez em dez minutos acordava com a boca aberta... imagina a cena... eu dormindo com aquela bocona bem aberta e o marrocano ou sei lá o quê pensando... “nossa, não dava pra fechar a boca”... que cena!!!Às 10h23min da manha passamos pelo 6° ou 7° pedágio do caminho (juro que já havia esquecido que eles existiam), e eu escutando o meu super-mega-hiper MP3 de 4 Gigas... aí eu escuto a frase do Chico Buarque “procurando bem todo mundo tem pereba, só a bailarina que não tem”, hahahaha... Lembrei da bailarina de Düsseldorf, será que ela tem pereba???
Para minha sorte, o ônibus parou em mais uma cidade no meio do nada e desceram mais alguns passageiros. Pude, então, ter duas poltronas só pra mim... que paraíso. Mas vocês sabem que pobre é fod... né? Só porque agora podia dormir com a bocona bem arreganhada... meu sono tinha ido embora... fiquei fula da vida.
Só me restou escutar música e admirar a paisagem, que em nada se parece com as Autobahn´s da Alemanha.
Última parada... Carrefour... me senti no Brasil. Depois que comprei um Powerade azul, para ver se melhorava o meu cansaço, voltei para o busão e constatei, tristemente, que minha retaguarda estava doída de tanto ficar sentada. A cada minuto ficava mais desesperada para sair daquela caixa de sapatos gigante. A cada placa de Toulouse, renovavam-se as minhas esperanças de sair daquela lata.
Um pouco depois um indiano que viajava no banco da frente começou a comer um sanduíche de salame. Aquele cheirão de salame invadindo a lotação. Descobri que estava faminta e que não tinha levado nada que prestasse para comer e aquele cheiro aumentando... quase pulei no salame do indiano...
O que eu diria? Mãos ao alto... eu vou seqüestrar o seu salame!!! A sorte é que eu sou chique e me controlei... caso contrário, a essa hora, o indiano já estaria sem salame!!!
Ás 14h42min o ônibus parou na Rodoviária de Toulouse... o Humorista estava lá me esperando... e finalmente pude deixar para trás pum´s, cof´s cof´s, bocas arreganhadas, seqüestro de salame e popôs doloridos...
Querido, cheguei!!!
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sábado, 11 de dezembro de 2010
Mickey Mouse e o Rockabilly Rabbit...
Há um tempinho, quando morávamos na terra do croissant, encontramos o sonho de consumo do Mickey Mouse... Com certeza ele ficaria extasiado...
Um dia, passeando sem destino pelas ruas de Toulouse, encontramos o Marché Victor Hugo, bem no centrão da cidade! Era um prédio sem graça, branco, quadrado... mas, apesar da aparente "semgraceza" do local, levados pela nossa quase inexistente curiosidade, invadimos o local.
Era tanta coisa, que nos demoramos um bom tempo lá dentro (e voltamos inúmeras vezes depois). Uma pequena amostra do que encontramos está aqui, um pouquinho da variedade dos queijos da região...
É queijo de tudo quanto é jeito: molhado, seco, mole, duro, fedido, cheiroso, feio, bonito... É só escolher um e levar pra casa... E como eram gostosos os queijos franceses... uma delícia!!!!
Mas claro, como não podia deixar de ser, coisas estranhas tinham que acontecer...
Lá, vasculhando o Marché Victor Hugo, avistamos algo inédito aos nossos olhos, avistamos um coelho rockabilly. Não sei por que, mas parece que os franceses têm a mania de comprar o coelho inteiro (não é a coxinha, o peitinho, o rabinho não... é tudo, tudinho)... aí, fica aquele bicho lá, morto, esticado, escalpelado... na verdade não é muito bom de ver não, mas, pelo bem da ciência, nós olhamos de tudo, inclusive coelho morto, até que avistamos um coelho fora do comum, muito estiloso, cheio de marra... fashion pra dizer a verdade...
O bicho estava lá todo peladinho, esticadinho, igual a seus amiguinhos, mas tinha um diferencial, ele tinha um baita dum topete... Lá, sozinho, bem no topo do cucuruto, estava aquele tufo de cabelo cinza... acho que foi uma das coisas mais estranhas que eu vi até hoje... Imaginem um coelho morto, bem dentuço, sem pele e com um enorme topete cinza, pois é... esse era o nosso amigo Rockabilly Rabbit...
Dele, eu não tirei foto no dia, estava despreparada, mas daquele topete eu não esquecerei jamais!!!
domingo, 21 de novembro de 2010
A intrépida Ravenguinha - parte #2
No capítulo anterior: A intrépida Ravenguinha - parte #1
Pois bem, após a morte do Rei Diponga, Ravenguinha voltou para Tebas e encontrou seus irmãos, Eteócles e Polinice, se estapeando pelo trono. Nesse dia, ela ficou sabendo que depois da saída humilhante de Diponga da cidade, seu tio, o sisudo Creonte, assumiu o reino, tornando-se o senhor de Tebas.
Mas Polinice, o filho emo de Jocasta, assolado por sua obesidade mórbida, não gostou nada do assunto e tramou, enquanto ouvia Restart, Fresno, Nx Zero e Cine, um golpe de Estado para arrancar de Creonte o comando da cidade.
Mas Polinice, o filho emo de Jocasta, assolado por sua obesidade mórbida, não gostou nada do assunto e tramou, enquanto ouvia Restart, Fresno, Nx Zero e Cine, um golpe de Estado para arrancar de Creonte o comando da cidade.
Ele pensou em quase tudo, só se esquecendo que Etéocles, seu irmão encrenqueiro, era o secretário de segurança de Tebas, e que, muito satisfeito com seu posto, defenderia o trono de Creonte até às dentadas, se preciso fosse.
E foi no dia do confronto entre o emoglobina Polinice e o encrenqueiro Etéocles, que Antígona, a intrépida Ravenguinha descabelada, chegou na cidade. Ela viu socos, tapas, pontapés, mordidas, escarradas, arranhões, puxões de cabelo, barrigadas, cabeçadas, chave de braço, chave de pescoço, chave de nariz, sangue... muito sangue...
Até ela levou uns tapas quando tentou separar a briga... Era uma gritaria só, até que depois de tanta luta-livre, os dois morreram de cansaço e perda de sangue.
Creonte, em sua sede de vingança, impediu que sepultassem o corpo de Polinice, primeiro pela sua traição, segundo, porque teria que mandar fazer um caixão super-hiper-mega-blaster-grande, pois o corpo era enorme, e terceiro porque seriam necessários muitos homens para carregá-lo.
Creonte achou que era muito trabalho para um traidor e que ele seria muito mais útil como comida de urubu, condenando à morte todos aqueles que desrespeitassem o seu desejo.
Creonte achou que era muito trabalho para um traidor e que ele seria muito mais útil como comida de urubu, condenando à morte todos aqueles que desrespeitassem o seu desejo.
No entanto, Ravenguinha, inconformada com a sorte de seu irmão emogloblina, procurou sua medrosa irmã, Ismene, no intuito de pedir-lhe ajuda para enterrar o irmão. Naquela época, não havia castigo pior do que deixar um corpo sem sepultura, pois a alma do presunto ficaria vagando por aí, sem rumo, sem destino e sem sossego.
Sabendo disso, Ravenguinha fez de tudo para enterrar Polinice, mas Creonte foi enfático em sua proibição, afirmando que mataria a própria sobrinha, caso ela tentasse desobedecer suas ordens. E então, para garantir a papinha da urubuzada, Creonte deixou vários sentinelas cuidando do corpo.
Mas era verão, aquele calorão e o cheirinho de podre foi pouco a pouco tomando conta do lugar. Os sentinelas, já com os estômagos revirados, resolveram se afastar um pouco do defunto a fim de respirar melhor, e foi nesse momento que Ravenguinha descabelada, de soslaio, começou a enterrar o corpo do irmão.
Quando os sentinelas voltaram, descobriram que alguém havia ousado jogar um pouco de terra sobre o presunto. Apavorados, rumaram ao palácio para informar o ocorrido a Creonte, que não gostou nada da notícia. Muito contrariado, o Rei mandou seus homens ficarem à espreita, para então pegarem o infrator em flagrante.
E foi assim mesmo que a coisa toda aconteceu. Ravenguinha, com seus cabelos de Ravengar ao vento, voltou e tentou jogar mais terra sobre o irmão. Ela sabia que precisaria de umas cinco caçambas de terra para terminar o serviço, mas era o seu dever... Ela estava lá, pá por pá tentando cobrir o enorme Polinice até que foi surpreendida pelos sentinelas, que satisfeitos a levaram pelos cabelos até Creonte.
Aí começou o confronto entre tio e sobrinha, um alegando a soberania de suas ordens e outro afirmando que as leis "não escritas", que as leis "sagradas" prevalecem sobre qualquer capricho de um rei vingativo.

Foi um bate-boca daqueles... No fim, Creonte, já cansado da discussão, acabou condenando Ravenguinha à morte, tanto pela audácia quanto pela feiura. Uma de suas explicações para o decreto de morte de sua sobrinha foi a de que seu filho Hêmon, até então noivo de Ravenguinha, deveria encontrar uma mulher mais bonita e menos desbocada.

Foi um bate-boca daqueles... No fim, Creonte, já cansado da discussão, acabou condenando Ravenguinha à morte, tanto pela audácia quanto pela feiura. Uma de suas explicações para o decreto de morte de sua sobrinha foi a de que seu filho Hêmon, até então noivo de Ravenguinha, deveria encontrar uma mulher mais bonita e menos desbocada.
Hêmon, desesperado, implorou para o pai não matar seu grande amor. Ela podia ser feia, a cópia do Ravengar, mas para ele, ela era um pitelzinho... Apesar dos apelos do filho, Creonte, cego pela fúria, foi irredutível, confirmando a iminente morte de Antígona.
Ismene, a medrosa irmã de Ravenguinha, arrependida de não tê-la ajudado, pediu ao tio para compartilhar sua sorte, sendo as duas, mesmo contra os protestos de Antígona, levadas para a prisão.
A cidade ficou em polvorosa, todos preocupados com os últimos acontecimentos, e foi por isso que o cegueta Tirésias Mercado (Ligue Jiá), vidente charlatão (aquele mesmo que havia adivinhado que o Diponga iria matar o próprio pai e casar com a própria mãe), resolveu falar com o vingativo Creonte. Ele disse com seu portunhol enferrujado:
"Crionti, mi hijo, no puedes hacer eso, mi pressárrios dicem que debes libertar Rabengota e interrar Emoglobinus, o entonces desgracia similhante te ocurrirás. E ligue djá".
Creonte ficou possesso, a verdadeira looouuuca de bolsa, e expulsou Tirésias aos gritos do palácio: "Sai daquiiiiiii seu cegueta charlatão. Vai cantar em outra freguesia seu bobalhão!!!!!".
Tirésias Mercado quase deu de cara com a parede, pois era cego e não sabia muito bem o caminho da saída, mas por sorte conseguiu encontrar a porta do palácio antes de levar uns pontapés no traseiro, deixando para trás um Creonte irritado e temeroso.
Depois disso, o Rei de Tebas não conseguiu pensar em outra coisa: "Matar ou liberar Ravenginha, eis a questão!
Ele pensou, pensou, pensou... pensou mais um pouco e tomou uma decisão: ouvir as profecias do charlatão "Ligue jiá" e libertar sua entrépida e feiosa sobrinha.
Porém, quando ele tomou essa decisão já era tarde, Inês já era morta, ou melhor, Ravenguinha já era morta... Ela se enforcou na cela, e com ela, seu filho Hêmom, que depois de cuspir no rosto do pai, também se matou...
A desgraça chegou aos ouvidos de Eurídice, mulher de Creonte e mãe de Hêmom, que, desolada, suicidou-se de desgosto. Foi uma verdadeira carnificína...
Todos seus entes queridos haviam morrido, Creonte estava sozinho no trono por ser irredutível em suas decisões, afrontar os deuses e não dar ouvido à razão.
Ravenguinha, nossa intrépida heroína, mulher forte e decidida, ousou desafiar um homem, situação ímpensável naquela época. Morreu descabelada, acreditando ser vítima de um dever sagrado, o de prestar a última homenagem ao corpo de seu problemático irmão emoglobina, que morreu por sua ganância, mas nem por isso merecia vagar eternamente sem descanso, puxando o pé dos vivos por noites sem fim.
Todos se foram por um motivo, uns mais nobres do que os outros, mas não menos importante. Somente sobrou Creonte, que depois de tanta morte, entendeu seu erro, pena que tarde demais... Infelizmente, ele, depois de seu ataque de remorço (e de hemorróida), teve que aprender a ser justo do modo mais difícil...
Essa foi uma paródia bem humorada da obra Antígona de Sófocles - Mitologia Grega.
domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
A intrépida Ravenguinha - parte #1
Era uma vez, uma destemida e amorosa garotinha de cabelos parecidos com o do Ravengar chamada Antígona. Ela era filha de Édipo, assassino incestuoso, e de sua própria avó, Jocasta, a fogosa rainha de Tebas.
Nascida numa família, no mínimo, conturbada, Antígona tinha tudo para ser uma jovem tresloucada, mas não, ela seguia contente e serelepe ao lado de seus três irmãos, Etéocles, Ismênia e Polinice.
Nascida numa família, no mínimo, conturbada, Antígona tinha tudo para ser uma jovem tresloucada, mas não, ela seguia contente e serelepe ao lado de seus três irmãos, Etéocles, Ismênia e Polinice.
É bem verdade que os irmãos às vezes se estapeavam, mas nada fora do normal, uma briguinha aqui pela barbie sem cabeça, outra ali pelo incêndio na casinha de bonecas, outra acolá pelo arremesso das rodas do caminhãozinho de brinquedo pela janela, algumas garfadas por causa de assaltos de batatas-fritas, mas nada sério, somente briguinhas fraternais.
Na adolescência, ela gostava de ouvir Luiz Caldas, Amado Batista, Beto Barbosa e Kaoma, usava mini-saia rodada laranja e centenas de pulseiras barulhentas nos pulsos. Quando ela andava, fazia um barulho parecido com o de uma vaquinha leiteira, tirilililó, tirilililó, tirilililó... Seu apelido era Ravenguinha.
O pai dela, Édipo (Diponga para os íntimos), após conseguir derrotar a monstruosa esfinge que assombrava a cidade de Tebas matando os forasteiros que não conseguiam responder aos seus ridículos enigmas, tornou-se Rei da cidade e ganhou de lambuja a mão da fogosa Jocasta, que, por acaso, era sua mãe. Muitos anos se passaram sem que ele soubesse que sua esposa era na verdade sua adorada mãezinha.
Ele não sabia de sua origem, pois foi abandonado quando criança. Tudo aconteceu pois quando ele nasceu, a família Labdácias foi assolada por uma terrível maldição: o bambino nascido deste casório mataria o próprio pai e desposaria a própria mãe.
Quem deu essa notícia ao serelepe casal foi o cegueta Tirésias Mercado (Ligue jiá), um vidente meio charlatão, mas que acertava vez ou outra.
Sabendo da desgraça anunciada, e não querendo correr o risco, Laio e Jocasta (guardem esses nomes) trataram de abandonar o pequeno Diponga bem longe, num lugar chamado Monte Citerão.
Ele não sabia de sua origem, pois foi abandonado quando criança. Tudo aconteceu pois quando ele nasceu, a família Labdácias foi assolada por uma terrível maldição: o bambino nascido deste casório mataria o próprio pai e desposaria a própria mãe.
Quem deu essa notícia ao serelepe casal foi o cegueta Tirésias Mercado (Ligue jiá), um vidente meio charlatão, mas que acertava vez ou outra.
Sabendo da desgraça anunciada, e não querendo correr o risco, Laio e Jocasta (guardem esses nomes) trataram de abandonar o pequeno Diponga bem longe, num lugar chamado Monte Citerão.
Pois bem, muitos anos se passaram, Diponga derrotou a esfinge, ganhou a mão de Jocásia, e tudo corria feliz. Ocorre que, enquanto esta parte de seu passado continuava oculta, o agora Rei Édipo (Diponga para os íntimos), praticava peripécias nupciais com sua assanhada Jocasta... os rebentos foram nascendo, chorando, crescendo... as coisas foram mudando, os antigos discos de vinil foram trocados por pequenos e brilhosos cds, vieram os cabelos brancos, aquela coisarada toda.
A vida ia muito bem até o dia em que a cidade foi assolada pela peste. Os súditos do reino estavam empestiados ao som de Raul Seixas, "Tá todo mundo louco, oba! Tá todo mundo, oba! Tube ri din din, din diiiiinnnn", era um horror, o verdadeiro caos!
O pai de Ravenguinha, homem que acreditava em espiritismo e ciências ocultas, pediu para seu cunhado, o sisudo Creonte, consultar o oráculo da cidade. Na volta, Creonte informou-lhe que para acabar com aquela "pestarama" toda, seria necessário encontrar e banir da cidade o assassino do antigo rei de Tebas, o bêbado Laio, que por ironia do destino (e bota ironia nisso), era o verdadeiro pai de Diponga, e que, mais ironicamente ainda (porque desgraça pouca é bobagem...), havia sido assassinado pelo próprio Diponga à bengaladas dias antes dele derrotar a esfinge enigmática de Tebas.
O problema todo era que o violento Diponga não sabia que aquele cara que ele havia matado por causa de uma cretina discussão futebolística acerca dos dons divinos do cacheado Valderrama no bar do Zé Bedeu era, na verdade, seu pai, o caçhaceiro Laio, antigo Rei de Tebas, que lá no começo da história o havia abandonado, junto com Jocásia, por causa daquela maldição de que o filho deles mataria o próprio pai e desposaria a própria mãe.Então, para descobrir a identidade do assassino, Diponga mandou chamar o cegueta charlatão, Tirésias Mercado (Ligue jiá), que contou toda a verdade, revelando que ele tinha assassinado seu pai e que tirava casquinhas de sua mãe... (dessa vez ele acertou de novo). A Corte ficou alarmada e Diponga foi cozido em sua própria culpa.
No meio de todo esse escândalo, Jocasta, a rainha-socialite que vivia em destaque na mídia e que adorava passear no Castelo de Karras, não pôde suportar a humilhação de ser amante de seu próprio filho e suicidou-se enforcada com o cadarço verde fluorescente do tênis estilo emo de seu filho.
Diponga, ao ver sua mãe-esposa enforcada, furou seus próprios olhos com os colchetes bijoux do vestido da rainha socialite. Foi um pandemônio!
Os dois herdeiros, Eteócles (encrenqueiro de carteirinha) e Polinice (emo, obeso mórbido, dono do cadarço), expulsaram o pai da cidade, que triste, abatido, humilhado e cego, partiu para o exílio na zona leste de Atenas, guiado pela sósia do Ravengar, sua amada filha.
Diponga, ao ver sua mãe-esposa enforcada, furou seus próprios olhos com os colchetes bijoux do vestido da rainha socialite. Foi um pandemônio!
Os dois herdeiros, Eteócles (encrenqueiro de carteirinha) e Polinice (emo, obeso mórbido, dono do cadarço), expulsaram o pai da cidade, que triste, abatido, humilhado e cego, partiu para o exílio na zona leste de Atenas, guiado pela sósia do Ravengar, sua amada filha.
Ravenguinha acompanhou seu pai até seus últimos dias, quando, levado pela dengue, foi enterrado num caixão de papelão no cemitério do Araxá. Muito abatida e totalmente esquecida da existência de chapinhas e cremes domadores de cachos, Antígona voltou para Tebas e encontrou seus irmãos se estapeando pelo trono.
Não percam as cenas dos próximos capítulos...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Onde há fumaça... há um bigodinho de Hitler...
Onde há fumaça... Pode haver uma enorme fogueira de São João...Pois bem, hoje resolvi lembrar dos tempos em que morei na terra do croissant... na França.
Acho que todo mundo já ouviu dizer, pelo menos uma vez na vida, que as francesas não são muito adeptas da depilação. Pois é, eu sempre achei que isso era folclore, que não era bem assim, aquelas coisas que nós teimamos em não acreditar.
Mas eis um dia, numa das vezes em que Luiz e eu estávamos andando no metrô super moderno de Toulouse (desses que não tem condutor, pois é todo controlado por computador), Luiz, muito discretamente, como só um homem sabe ser, me dá um cutucão e me mostra uma cena que jamais esquecerei.
Uma francesa, na casa dos 20 e poucos anos, cabelos lisos e sedosos, de blusa regata branca, mostrando orgulhosamente aquele bicho morto grudado no suvaco...
Noooooooooosssssssaaaaa... Desacreditei! Quase não consegui parar de olhar, por mais que eu tentasse desviar, meus olhos teimavam em apontar naquela direção... lá, preto, peludo, descabelado, parecendo um gambá desnutrido apontando aquela cauda peluda descaradamente para a multidão.
Nesse dia meu mundo caiu... era verdade, as francesas não se depilam... e ainda levantam os braços deixando a mostra aquele matagal para quem quiser olhar... Foi o fim dos tempos, o apocalipse, eu não quis acreditar, mas era verdade, estava lá, na minha frente, a alguns poucos passos de distância, a prova incontestável do crime...
Nessa hora entendi que não adianta comprar perfume francês, a amazônia tá lá, escondidinha, esperando uma oportunidade para respirar ao ar livre...
Nessa hora entendi que não adianta comprar perfume francês, a amazônia tá lá, escondidinha, esperando uma oportunidade para respirar ao ar livre...
Pois é, depois deste dia tive ainda outras oportunidades de ver uns bigodinhos de Hitler perdidos no meio do povo, mas aquela moça jamais sairá da minha cabeça, sempre lembrarei dela como a pioneira, aquela que quebrou barreiras, aquela que comprovou que onde há fumaça... tem 98% de chance de ter fogo... E que fogo!!!

terça-feira, 30 de março de 2010
Melhores coisas pra se dizer quando se é atropelado... Hahahahahaha....
Hilário... imaginem esse atropelado... um humorista...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Compra um bode!!!
Ontem foi o aniversário de uma super amiga minha. Nós nos conhecemos há 23 anos, uma vida! Pois é, para comemorar essa data especial fomos jantar numa pizzeria com os respectivos maridos. Aí, na hora de voltar pra casa escutei uma história que achei muito engraçada.
Não sei se conseguirei reproduzir a história de modo a conservá-la engraçada, mas vou tentar. Segundo o contador dessa história, ela é russa, não sei, mas enfim, que fique registrado.

Olha o bode!!!
Lá num lugar esquecido da Sibéria, morava um homem e toda sua família, mulher, filhos, tios e companhia limitada. Mas como lá era muito frio, todo mundo era obrigado a ficar entocado dentro de casa, era mulher gritando, moleque brigando, menina chorando, tio reclamando, cachorro roncando, gato correndo, galinha botando ovo no sofá, um verdadeiro inferno.
O pior de toda a história era a galinha, que morria de ciúmes dos seus ovos e não deixava ninguém sentar na porcaria do sofá. O homem já tava ficando doidinho, pronto pra arrancar os poucos cabelos que ainda lhe sobravam na cabeça.
Um dia, ao conversar com seu melhor amigo e contar todo o calvário que era sua vida, o homem disse o seguinte: "Eu não aguento mais, minha vida é um inferno, eu não aguento mais, minha casa é um caos e ainda tem aquela galinha desgraçada que não me deixa nem sentar no meu sofá. Amigo, não sei se fujo ou se mato todo mundo, estou desesperado, me diz o que eu faço???"
O melhor amigo, com toda calma que lhe era peculiar, respondeu: "Compra um bode!"
O homem não entendeu: "Como assim comprar um bode? Minha vida já é um inferno, não tenho sossego, a casa já tá super lotada, as crianças não param, minha mulher só grita, meus tios só reclamam, o cão e o gato só brigam, a galinha então, tá acabando com a minha vida! Não pode ser, tem certeza? Comprar um bode?"
O amigo então, calmo como sempre responde: "Sim, compra um bode!"
O homem mesmo sem entender muito bem, resolveu seguir o conselho do respeitado amigo e comprou o bode.
Achando que seus problemas estavam resolvidos, e por causa do frio da Sibéria, o homem botou o bode dentro de casa, mas aí, já no primeiro minuto o homem percebeu que comprar o bode não tinha sido uma boa ideia, pois o bode nem entrou e já começou a cagar pela casa, dar chifrada em todo mundo, comeu o sofá, comeu as roupas de toda a família, quebrou a louça, invocava com o cão, mordia o gato, brigava com a galinha, um verdadeiro inferno.
O homem, no pico do desespero, correu pro amigo e falou que a vida dele de ruim, agora estava muitíssimo pior, que aquele bode era a verdadeira encarnação do capeta, que tinha destruído a casa dele, machucado as crianças, cagado em todos os cômodos da casa, que ele fedia, que ele machucou o cachorro, quebrou a pata do gato, queria acabar com a galinha, que a essa altura estava estressadíssima, que a mulher dele gritava ainda mais com ele por causa do bode, que os tios estavam presos no banheiro por causa do bicho, que não sobrou um copo inteiro em toda a casa, um verdadeiro filme de terror, ao qual o homem perguntou: "Meu amigo, e agora o que eu faço???"
O amigo calmérrimo respondeu: "Vende o bode!"
"Como assim vender o bode?", perguntou o aflito homem, "Mas foi você mesmo que me aconselhou a comprar o maldito do bode e agora me fala pra vender o bode, não estou entendendo?"
Então o amigo respondeu: "Vende o bode!"
O homem já furioso, pegou o bode pelo colarinho (se é que o bode tem colarinho), e tratou de vendê-lo rapidinho.
Assim que o homem vendeu o bode, sua vida mudou, ele passou a viver no paraíso, o grito das crianças era música para os seus ouvidos, a reclamação da patroa parecia uma declaração de amor, a reclamação dos tios não mais o incomodava, a briga do cão e do gato era engraçada, até a galinha barulhenta e encrenqueira que voltou a fazer seu ninho no sofá, de odiada passou a ser amada, o homem amava a sua galinha.
O homem depois de vender o bode reconheceu que o amigo tinha resolvido todos os seus problemas e que agora sua casa lotada era a verdadeira imagem do paraíso... e ele nunca mais pensou em comprar bode nenhum... e caso encerrado!
Pois então meus amigos, aqui fica a moral da história: se a coisa estiver ruim, pense no bode e saiba que se a coisa tá ruim ela pode ficar muuuuuiiiiiito pior... e como pode!!!!
Vocês querem comprar um bode???

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domingo, 24 de janeiro de 2010
Mary and Max: O filme...

Mary and Max é um longa de animação, com massinha em stopmotion, que fala sobre humor, solidão e amizade com maestria e sensibilidade.
Mary Daisy Dinkle é uma australiana de 8 anos que tem uma marca de nascença na testa cor de cocô. Ela é uma criança solitária, filha de uma mãe alcóolatra que quando vai às compras quase sempre esconde mercadorias debaixo das roupas. Numa de suas saídas com sua mãe, Mary tem uma ideia: mandar uma carta para um nome da lista telefônica, para assim, talvez, encontrar um amigo.
É aí que Max Jerry Horovitz entra na história. Ele é um tímido novaiorquino viciado em chocolate de 44 anos que frequenta o vigilantes do peso e sofre ataques de ansiedade, e que, num dia aparentemente normal, recebe a curiosa carta de Mary.
A partir daí, os dois começam uma linda e divertida amizade por correspondência que dura por anos e que encanta a todos que sentam na frente da telinha. Vale a pena dar atenção aos detalhes, tanto do cenário quanto dos personagens.

É isso aí, se alguém estiver na procura de um tempo de diversão e encantamento, Mary and Max é a escolha certa.
Para ver o trailer dessa maravilha, é só ver um dos meus posts anteriores: Mary and Max...
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sábado, 16 de janeiro de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A arte da diplomacia...

Olha, isso aqui não é um blog de piadas, mas essa merece ser reproduzida...
Ela mostra como de vez em quando é importante ser diplomático... E como as pessoas gostam de se enganar...
*COMO EXPLICAR SEM OFENDER*
Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:
- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu.
Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma história: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça.
Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e.... BANG.............. o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.
- Exatamente !!
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Ela mostra como de vez em quando é importante ser diplomático... E como as pessoas gostam de se enganar...
*COMO EXPLICAR SEM OFENDER*
Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:
- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu.
Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma história: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça.
Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e.... BANG.............. o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.
- Exatamente !!
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