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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

domingo, 12 de dezembro de 2010

Diário de Bordo Humorista... Deixando os alemães... Encontrando os franceses...

Gente!!!! Essa semana eu achei uma parte do meu diário de bordo... Foi o relato fiel do dia em que me mudei da Alemanha para a França... Eu nem lembrava que tinha escrito isso, quando vi, nem acreditei... Quase caí de dar risada...

Para vocês entenderem, eu fiz minha mudança em março de 2008, num ônibus de viagem, foram mais de 19 horas sentada... aconteceram coisas hilárias...

A título de esclarecimento, vai a legenda: Os "Back Street Humoristas" são os amigos que deixei em solo alemão: Srdjan (o nome dele é assim mesmo, ele é da Sérvia), Pedrinho, Jujú e Clara. A bailarina é uma brasileira que conheci em Düsseldorf e que dança no balé da cidade. Guitarrista desafinada sou eu. Marrocano é marroquino. Dom é a enorme categral de Köln (Colônia). Feuerwehr é bombeiro em alemão e Autobahn é estrada... e acho que isso é tudo... 

Pois bem, e assim foi o meu relato:

Pedrinho:verde;Jujú:azul;Clara:vermelho;Srdjan:preto;e eu
Na hora da partida começou o meu calvário... os “Back Street Humoristas” preocupados com a possibilidade da guitarrista desafinada mudar de idéia. Suor escorrendo pelos colarinhos e eles pensando, rezando, suplicando: “Será que ela vai mesmo?!? Será que existe o perigo dela voltar?!?”.

Calma, amiguinhos... Não será necessário fazer novenas, pedir milagres para Santo Expedito, ir a terreiros de macumba, nem fazer despachos... Eu fui mesmo!!!

Primeira parada: Köln para trocar de balaio. Mas que lixo de Rodoviária, nem me atrevi a sentar nos minúsculos banquinhos laranja, por medo de contrair a febre amarela, a febre verde, a febre roxa ou o que podia ser pior, a febre laranja!!!

Sei lá, né?!? Cada dia aparece uma doença nova... Deus que me livre!!!

Enquanto eu divagava com a possibilidade de contrair a peste negra, passaram-se infinitos 50 minutos. De onde eu estava só conseguia avistar a pontinha do Dom e sentir meu pé doendo por causa da minha maldita bota de €4,95. Isso que dá ser chique, a bota parece que está mastigando o seu pé!!!

Bem, voltamos para o balaio e como num ônibus de viagem não existe nada melhor do que dormir para esquecer a situação decadente em que se encontra, todo mundo começou a se arrumar nas cadeiras, esticar as pernas (na medida do possível), improvisar travesseiros e por aí vai... Como não sou exceção, eu também.

Estou eu lá, pensando na morte da bezerra quando, de repente, não mais que de repente, alguém solta um discreto “pum”... ai, ai, ai... Com certeza o elemento deve ter comido um leitão inteiro no dia anterior... Que fedô!!! Em meio àquele cheiro de urubu em estado de putrefação eu pensei: “Ai meu Deus!!! Agora é o meu fim!!! E a catinga aumentando... Então, já tonta e em completo desespero supliquei: “Oh! E agora, quem poderá me ajudar???”

Esperei, esperei e nada do Chapolin Colorado chegar com a máscara de gás... que decepção!!!!

Poxa! Tinha que colocar uma rolha na retaguarda do indivíduo. Será que esse elemento não tem mais pregas??? Pelas barbas do profeta!!! Isso é um perigo, pode matar uma pessoa.

Juro, eu já queria declarar a 3ª. Guerra Mundial e trucidar todo mundo naquele ônibus... Mas será o Benedito???

Depois que aquele “furdunço” abrandou... ou que nós nos acostumamos com a fedorama, no banco de trás um tiozinho começou a tossir desesperadamente, aquela tosse catarrada... que beleza!!!

Nem se eu tivesse tomado uma caixa inteira de Valium eu conseguiria dormir.

E se já não fosse suficiente, duas alemãezinhas começaram a tagarelar animadamente sobre um monte de bobagens!!! Às vezes, como fazem falta as bombas atômicas...

Parecia muito com esse aí...
Lá pelas duas da manhã paramos no meio do nada francês. Decidi ir ao banheiro... uma verdadeira aventura!!! Logo na primeira cabine tinha aquele buracão no chão que dizia: “Tente fazer pipi aqui... eu vou te pegar!!!”. Como fazer as necessidades naquilo??? Sorte que tinha o de deficientes. Fingi que estava mancando e marchei pra lá... eu é que não iria me arriscar a cair naquele buraco, já pensou que humilhação?!?

Chegamos a Tours 05h55min da manhã (acho que vou jogar no bicho: 55 no cavalooooooo!!!!), eu ainda torta de sono escuto aquela tão temida frase em alemão “Troca de balaio”... 

Nãoooooooooooooooooooooooooooooooo!!!

E pra carregar aquela porcariada toda?!? Nenhuma santa alma se prontificou a me ajudar... ninguém... ninguenzinho!!! Que dificuldade... No bagageiro já levei uma cotovelada no olho, que além de me acordar de vez, me fez pensar que tinha quebrado os óculos.

Depois todo mundo teve que ir ao Bureau pegar um cartão branco, e haja força pra carregar toda aquela tralha. Ordenei pra mim mesma: “Força na peruca humorista!!!”

Então começou a amanhecer e os passarinhos franceses cantando “piue, piue, piue...” com biquinho...

De repente um catarrento de uns seis anos fica preso no banheiro (aqueles que têm que colocar vinte centavos na fechadura para aliviar a natureza)... a mãe do moleque naquele desespero, fumando um cigarro atrás do outro, o fedelho gritando lá de dentro. Até escutei algo sobre Feuerwehr... Aquele circo!

Até que 15 minutos depois o guri resolve tentar abrir a porta por dentro (já que até então, ele só tinha tentado empurrar a porta), e como num passe de mágicas a porta se abre... Catarrento apronta cada uma...

O ônibus só foi sair as 07h09min da matina. Sentei novamente do lado de um marrocano, arabano ou turcano que tinha me acompanhado no primeiro balaio. Essa hora eu já estava caindo, literalmente, de sono e de dez em dez minutos acordava com a boca aberta... imagina a cena... eu dormindo com aquela bocona bem aberta e o marrocano ou sei lá o quê pensando... “nossa, não dava pra fechar a boca”... que cena!!!

Às 10h23min da manha passamos pelo 6° ou 7° pedágio do caminho (juro que já havia esquecido que eles existiam), e eu escutando o meu super-mega-hiper MP3 de 4 Gigas... aí eu escuto a frase do Chico Buarque “procurando bem todo mundo tem pereba, só a bailarina que não tem”, hahahaha... Lembrei da bailarina de Düsseldorf, será que ela tem pereba???

Para minha sorte, o ônibus parou em mais uma cidade no meio do nada e desceram mais alguns passageiros. Pude, então, ter duas poltronas só pra mim... que paraíso. Mas vocês sabem que pobre é fod... né? Só porque agora podia dormir com a bocona bem arreganhada... meu sono tinha ido embora... fiquei fula da vida.
Só me restou escutar música e admirar a paisagem, que em nada se parece com as Autobahn´s da Alemanha.

Última parada... Carrefour... me senti no Brasil. Depois que comprei um Powerade azul, para ver se melhorava o meu cansaço, voltei para o busão e constatei, tristemente, que minha retaguarda estava doída de tanto ficar sentada. A cada minuto ficava mais desesperada para sair daquela caixa de sapatos gigante. A cada placa de Toulouse, renovavam-se as minhas esperanças de sair daquela lata.

Um pouco depois um indiano que viajava no banco da frente começou a comer um sanduíche de salame. Aquele cheirão de salame invadindo a lotação. Descobri que estava faminta e que não tinha levado nada que prestasse para comer e aquele cheiro aumentando... quase pulei no salame do indiano...

O que eu diria? Mãos ao alto... eu vou seqüestrar o seu salame!!! A sorte é que eu sou chique e me controlei... caso contrário, a essa hora, o indiano já estaria sem salame!!!

Ás 14h42min o ônibus parou na Rodoviária de Toulouse... o Humorista estava lá me esperando... e finalmente pude deixar para trás pum´s, cof´s cof´s, bocas arreganhadas, seqüestro de salame e popôs doloridos...

Querido, cheguei!!!

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Mickey Mouse e o Rockabilly Rabbit...

Há um tempinho, quando morávamos na terra do croissant, encontramos o sonho de consumo do Mickey Mouse... Com certeza ele ficaria extasiado...


Um dia, passeando sem destino pelas ruas de Toulouse, encontramos o Marché Victor Hugo, bem no centrão da cidade! Era um prédio sem graça, branco, quadrado... mas, apesar da aparente "semgraceza" do local, levados pela nossa quase inexistente curiosidade, invadimos o local.

Fomos assim, meio que sem pedir licença, e encontramos o tesouro escondido no coração de Toulouse: queijo, pão, vinho, peixe, carne de coelho topetudo, boi, carneiro, pato, perú, frango, lula, polvo, ostras, caramujos, mariscos, caranguejos, lagosta, camarão...

Era tanta coisa, que nos demoramos um bom tempo lá dentro (e voltamos inúmeras vezes depois). Uma pequena amostra do que encontramos está aqui, um pouquinho da variedade dos queijos da região...

É queijo de tudo quanto é jeito: molhado, seco, mole, duro, fedido, cheiroso, feio, bonito... É só escolher um e levar pra casa... E como eram gostosos os queijos franceses... uma delícia!!!!

Mas claro, como não podia deixar de ser, coisas estranhas tinham que acontecer...

Lá, vasculhando o Marché Victor Hugo, avistamos algo inédito aos nossos olhos, avistamos um coelho rockabilly. Não sei por que, mas parece que os franceses têm a mania de comprar o coelho inteiro (não é a coxinha, o peitinho, o rabinho não... é tudo, tudinho)... aí, fica aquele bicho lá, morto, esticado, escalpelado... na verdade não é muito bom de ver não, mas, pelo bem da ciência, nós olhamos de tudo, inclusive coelho morto, até que avistamos um coelho fora do comum, muito estiloso, cheio de marra... fashion pra dizer a verdade... 

O bicho estava lá todo peladinho, esticadinho, igual a seus amiguinhos, mas tinha um diferencial, ele tinha um baita dum topete... Lá, sozinho, bem no topo do cucuruto, estava aquele tufo de cabelo cinza... acho que foi uma das coisas mais estranhas que eu vi até hoje... Imaginem um coelho morto, bem dentuço, sem pele e com um enorme topete cinza, pois é... esse era o nosso amigo Rockabilly Rabbit...

Dele, eu não tirei foto no dia, estava despreparada, mas daquele topete eu não esquecerei jamais!!!


terça-feira, 6 de julho de 2010

Onde há fumaça... há um bigodinho de Hitler...

Onde há fumaça... Pode haver uma enorme fogueira de São João...

Pois bem, hoje resolvi lembrar dos tempos em que morei na terra do croissant... na França.

Acho que todo mundo já ouviu dizer, pelo menos uma vez na vida, que as francesas não são muito adeptas da depilação. Pois é, eu sempre achei que isso era folclore, que não era bem assim, aquelas coisas que nós teimamos em não acreditar.

Mas eis um dia, numa das vezes em que Luiz e eu estávamos andando no metrô super moderno de Toulouse (desses que não tem condutor, pois é todo controlado por computador), Luiz, muito discretamente, como só um homem sabe ser, me dá um cutucão e me mostra uma cena que jamais esquecerei.

Uma francesa, na casa dos 20 e poucos anos, cabelos lisos e sedosos, de blusa regata branca, mostrando orgulhosamente aquele bicho morto grudado no suvaco...

Noooooooooosssssssaaaaa... Desacreditei! Quase não consegui parar de olhar, por mais que eu tentasse desviar, meus olhos teimavam em apontar naquela direção... lá, preto, peludo, descabelado, parecendo um gambá desnutrido apontando aquela cauda peluda descaradamente para a multidão.

Nesse dia meu mundo caiu... era verdade, as francesas não se depilam... e ainda levantam os braços deixando a mostra aquele matagal para quem quiser olhar... Foi o fim dos tempos, o apocalipse, eu não quis acreditar, mas era verdade, estava lá, na minha frente, a alguns poucos passos de distância, a prova incontestável do crime...

Nessa hora entendi que não adianta comprar perfume francês, a amazônia tá lá, escondidinha, esperando uma oportunidade para respirar ao ar livre...

Pois é, depois deste dia tive ainda outras oportunidades de ver uns bigodinhos de Hitler perdidos no meio do povo, mas aquela moça jamais sairá da minha cabeça, sempre lembrarei dela como a pioneira, aquela que quebrou barreiras, aquela que comprovou que onde há fumaça... tem 98% de chance de ter fogo... E que fogo!!!


sábado, 24 de abril de 2010

Let's dance little stranger...

Dance with me by Nouvelle Vague... dá vontade de dançar agarradinho...



Pra quem nunca ouviu falar do Nouvelle Vague, já falei da banda no post A nova onda do Nouvelle Vague...

domingo, 14 de março de 2010

Blue Monday...

O clássico dos anos 80, Blue Monday, do New Order no estilo Nouvelle Vague...



Pra quem não conhece o Nouvelle Vague, leia o post The killing moon...

terça-feira, 2 de março de 2010

Dancing with myself...

Na onda das releituras dos clássicos oitentistas, vale a pena conferir o que o Nouvelle Vague fez com a hino do louquíssimo Billy Idol, Dancing with myself...



Pra quem não conhece o grupo Nouvelle Vague, leia o post The killing moon...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Love will tear us apart...

O clássico oitentista Love will tear us apart da banda inglesa Joy Division no estilo ímpar de Nouvelle Vague é algo que vale a pena conferir...



Pra quem ainda não ouviu falar de Nouvelle Vague, leia o post Nouvelle Vague...

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A nova onda do Nouvelle Vague...


Recentemente descobri os franceses do Nouvelle Vague... Nossa, foi paixão ao primeiro acorde.

Como já expliquei no post anterior, o Nouvelle Vague é um grupo que inovou o manjado. Esse pessoal juntou os clássicos da cena gótica punk, new wave e rock do final dos anos 70, início dos anos 80, com a nossa já velha conhecida bossa nova. Essa mistura deu um som tão gostoso e agradável que é impossível não virar fã desse povo.

Apesar das músicas serem, na sua maioria, covers, o pessoal do Nouvelle Vague sabe o que faz. As músicas ganharam aquele ar de novidade num estilo bem mais suave do que suas fontes originais. Exemplo categórico disso fica com "Love Will Tear Us Apart" do Joy Division, que de melancólica e depressiva (que eu já amava), virou uma música leve e suave, pra ser ouvida naqueles dias de relax.

A banda se inspirou no movimento que revolucionou o cinema francês da década de 60, o Nouvelle Vague (do qual fez parte o Alphaville de Godard), para nomear o grupo que veio décadas depois pra revolucionar o cenário musical com qualidade e estilo.

As (re)invenções do Nouvelle Vague passam pelo The Clash, Depeche Mode, New Order, The Cure, Blondie, Soft Cell, Echo & Bunnymen, Buzzcocks, Dead Kennedys, The Smiths, Devo, Billy Idol, Sex Pistols, Simple Minds, Talking Heads, Duran Duran e muito mais.

Outro detalhe da banda é que não há só um ou uma vocalista, existem vários deles emprestando a voz ao pessoal do Nouvelle Vague. Só no primeiro disco do grupo foram convidadas 7 cantoras, cinco francesas, uma novaiorquina e uma brasileira, que, só pra informar, arrasaram.

Então pessoal, para aqueles que gostam de boa música Nouvelle Vague é uma ótima pedida. Eu já consegui a minha coleção, e você???



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

The killing moon...

The killing moon by Nouvelle Vague... quem não ouviu precisa saber que vale a pena ouvir... e se deliciar...



Nouvelle Vague é uma banda francesa que fez do nome do grupo um jogo de palavras entre sua própria "francesidade" e o movimento artístico do cinema francês Nouvelle Vague (Nova Onda), dos anos 60. Suas músicas são releituras de músicas punk e new wave dos anos 80, além do estilo, é claro, da bossa nova dos anos 60 num ritmo, digamos, mais picante.

The Killing Moon é um clássico do Echo & The Bunnymen, do álbum Ocean Rain de 1984.


Apreciem sem moderação...

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O pequeno boêmio Toulouse-Lautrec...

Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa nasceu na cidade de Albi, no sul da França, em 24 de novembro de 1864. Seu pai era o Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec Monfa, Conde Alf para os íntimos, e sua mãe Adéle Tapié de Céleyran. Nascido em berço de ouro, seus pais esperavam que ele desse continuidade à estirpe aristocrata da família.

Tudo poderia ter corrido como o esperado, não fosse uma doença desconhecida que acometeu o pobre Toulousinho, ocasionando o desenvolvimento insuficiente de alguns tecidos ósseos do garoto. Por causa disso, Toulouse-Lautrec sofreu dois acidentes em sua adolescência, com 12 e 14 anos, fraturando os dois lados do fêmur, lesões que fizeram com que suas pernas parassem de crescer e ele não ultrapassasse 1,52m. Durante o período em que ficou acamado, Toulouse fazia desenhos e pintava aquarelas para passar o tempo, atividade que abriu seus olhos para o mundo artístico.

Mas voltando à aristocracia francesa, parece que o problema mesmo não era o tamanho do Toulouse-Lautrec, e sim o formato de seu corpo: um homem adulto com perninhas de criança. Cansado da nobreza e entendendo haver algo errado com seu corpo, ele foi estudar pintura com um professor mal humorado e depois com um professor boêmio das ladeiras parisienses de Montmartre, descobrindo alí o motivo de sua existência.

Toulouse-Lautrec não quis mais saber do título nobre da família e decidiu se mudar definitivamente para Montmartre, bairro de péssima fama, para viver entre trabalhadores, prostitutas, escritores, filósofos e artistas de caráter pra lá de duvidoso, afinal, a noite todos os gatos são pardos...


Foi ali que Toulouse-Lautrec começou a florescer para a arte, pintando a vida boêmia da elegante Paris do final do século XIX. Ele era frequentador assíduo do famoso Moulin Rouge e outros cabarés, arrepiando os cabelos mais escondidos de seus pais, que o acusaram de chafurdar na degradação.

Sua relação com o Moulin Rouge era tão estreita, que ele até tinha um assento cativo no cabaré, podendo até mesmo expor seus quadros pós-impressionistas lá dentro.


Mas parece que Toulousinho além do gosto pela pintura, também era amarradão num goró, sendo-lhe atribuída, inclusive, a invenção de um coquetel chamado Terremoto (Tremblement de Terre), que é uma mistura de 1/2 parte de absinto e 1/2 parte de conhaque, servido em um copo de vinho sobre cubos de gelo ou batido com gelo em uma coqueteleira.

Testemunha da vida noturna de Montmartre, Toulouse-Lautrec além de pintar seus quadros, também dedicou-se à litografia, fazendo cartazes promocionais dos cabarés e teatros da região. Seu estilo era tão inovador para a época, que acabou revolucionando o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que posteriormente seria chamado de Art Nouveau.

Porém, de tanto se esbaldar na vida boêmia da cidade luz, Toulouse-Lautrec virou um alcóolatra descontrolado, fato que lhe rendeu uma internação numa clínica psiquiátrica em 1899. Mas como bom boêmio que era, Toulousinho, ao sair da clínica, dá um jeito de voltar às ladeiras de Montmartre para beber e se acabar em bordéis parisienses.


Seu descontrole é tanto que sua saúde não aguenta e, em 1901, Toulouse-Lautrec não consegue mais viver sozinho, momento em que triste, se despede de Paris e sofre ataques de paralisia que quase o impedem de pintar.

Depois de dar tanto trabalho aos seus pais aristocratas, Toulouse-Lautrec morre de sífilis e alcoolismo nos braços da mãe, no castelo de Malromé, perto de Bordeaux, na madrugada de 9 de setembro de 1901.

A figura envolvente de Toulouse-Lautrec não se perdeu no tempo, e foi isso que nós, Luiz e eu, descobrimos na nossa visita à cidade natal do Toulousinho, a esplêndida Albi, uma das cidades mais lindas que tive o prazer de conhecer.



Albi é uma cidadela medieval incrustada no sul da França, agraciada por uma natureza exuberante e por uma catedral gigantesca, que impressiona tanto por fora quanto por dentro. 



Taí um lugar que eu gostaria de voltar... a linda cidade de Albi é um tesouro escondido dentro da Europa, que vale a pena ser vista e revista...




Olha só o tamaninho do Luiz comparado ao tamanhão de uma das pilastras externas da gigantesca catedral de Albi... reparando bem na foto aí de cima, a pilastra onde o Luiz está é a segunda da foto, aquela que está meio escondida pela sombra de uma frondosa árvore...





O museu Toulouse-Lautrec fica logo atrás da catedral, contando com um acervo maravilhoso das obras desse talentoso boêmio. Eu sou aquela que está tirando a foto... e o Luiz, meu muso inspirador.. hahahahaha...





PS. A primeira figura é a reprodução da assinatura de Toulouse-Lautrec, sua marca registrada.


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