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sexta-feira, 22 de março de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Quer se organizar gastando quase nada???
Recebi do blog Vida Organizada, dicas incríveis de organização barata... É muita coisa que deixamos passar, enquanto poderíamos reaproveitá-las de forma útil.
Assim, reproduzo aqui as 20 dicas que ela deu... e 01 minha: confiram o Vida Organizada, tenho certeza de que vocês irão adorar e aproveitar muita coisa...
- Porta-guardanapos pode servir como posta-cartas na entrada de casa.
- Caixinhas de fitas K7 antigas podem ser usadas para guardar fones de ouvido na bolsa.
- Use rolos de papel higiênicos vazios para guardar rolos de papel de presente.
- Escorredor de pratos pode ser usado dentro do armário para organizar tampas de tupperwares, assadeiras etc.
- Sabe aquelas sapateiras baratas, de pendurar atrás da porta, vendidas em feiras livres? Você pode utilizá-las para guardar produtos de limpeza na área de serviço ou acessórios atrás da porta do banheiro.
- Use embalagens de ovos vazias para guardar miudezas, como bijouterias. O mesmo raciocínio vale para formas de gelo.
- Latas e embalagens de papelão vazias (como as de leite) podem ser limpas e usadas como porta-lápis, por exemplo.
- Sabe quando a gente compra um lençol ou jogo de cama e sobram aquelas embalagens plásticas com zíper? Você pode usá-la para guardar roupa íntima em malas de viagem ou, se tiver várias, usar para separar o lanche escolar do dia na geladeira, para os seus filhos. Basta pegar de manhã!
- Para levar dinheiro, chave e documentos em segurança para a praia, coloque-os dentro de um frasco vazio de protetor solar.
- Pinte a ponta das suas chaves com cores diferentes de esmaltes para identificar qual é qual.
- Use embalagens vazias de Pringles para guardar espaguete.
- Porta-talheres de gaveta podem ser usados para organizar as gavetas no escritório ou para guardar maquiagem.
- Caixas de madeira encontradas nos grandes mercados podem constituir uma estante, se colocadas umas em cima das outras.
- Use arames que vêm nas embalagens de pão de forma para amarrar os fios e deixá-los todos juntos.
- Coloque um pedaço de fita crepe em cada fio, próximo à tomada, e escreva nela a que aparelho aquele fio pertence.
- Sempre que comprar algo que venha dentro de uma caixa, encape-a e utilize-a como organizador para qualquer fim. As caixas de sapato são excelentes para isso, pois são estreitas. Guardam cintos, lenços, biquínis e muitas outras coisas.
- Cole um prendedor de roupas na parede com fita dupla-face e tenha um dispositivo para deixar recados.
- Faça uma lista de compras antes de ir ao supermercado, pois assim comprará menos, perderá menos alimentos e fará economia.
- Use objetos de armazenamento que você já tem em casa: caixas, vasos, canecas e outros citados neste post.
- Caixa de sabão em pó, se cortada, pode virar um porta-revistas. basta fazer um corte na diagonal, imitando aqueles porta-revistas vendidos em lojas.
Ninguém precisa de dinheiro para se organizar – você só precisa de criatividade!
Fonte: Vida Organizada
sábado, 8 de dezembro de 2012
Pastel de Feira... Yeahhhhhhhhhhhhhh...
Hoje estou sem assunto e fiquei matutando sobre o que eu poderia falar, aí cheguei num assunto muito gostoso: pastel. Pastel é uma das invenções mais deliciosas que existe, no mesmo patamar da pizza... afinal, quem não gosta de pastel?
O pastel pode ser só de vento que mesmo assim é gostoso. É impressionante o que aquela massa pode fazer pelo nosso paladar.
Mas tem uma coisa que me intriga, por mais que o povo tente inovar, os melhores pastéis são sempre os da feira, lá da barraca do japonês. Não adianta, podem tentar imitar, mas não há nada igual como aquele pastel gostoso da feira.
Luiz e eu, enquanto morávamos lá no Rio Grande do Sul, procuramos saborear os pastéis sulistas, mas nenhum chegava aos pés do pastel paulista mais "chibunguinhas".
Os pastéis lá são feios e arredondados, além disso ou tem recheio demais ou recheio de menos, eles nunca acertam. Geralmente, a gordura é sempre velha... um horror.
Não comam pastéis no Rio Grande do Sul, principalmente numa pastelaria chamada Tio George (acho que é isso), o pastel lá é caríssimo e minúsculo, redondo e menor que a palma da minha mão... e olha que minha mão é pequena... É uma vergonha!!! Prometi pra mim mesma que esse safado do Tio George não me pega nunca mais!
Em minas, por exemplo, a comida é espetacular, acho que não tem comida melhor que a mineira, mas o pastel não é como os das feiras paulistas não, é diferente.
No Rio de Janeiro, os cariocas tem a mania de fritar o pastel e deixar ele lá o dia inteiro esperando um comprador, e o sabor não é lá essas coisas...
Pois é, ainda me falta experimentar os pastéis do resto do país, mas me parece difícil encontrar um melhor que o da feira... Se tem um caldo de cana para acompanhar então... hummmmmmmmmmmm
Acho que fazer pastel é uma arte... o recheio tem que ser na medida certa, pois quando tem demais, dentro do pastel fica gelado, e quando se põe de menos, já sabemos, só comemos vento quente... apesar do pastel de vento também ser delicioso!
A fritura também tem que ser na medida exata, nem mais nem menos... muito branco a massa fica crua, muito queimado a massa fica dura... apesar de eu adorar um pastel quase queimado, assim como a carne do churrasco que precisa ficar que nem sola de sapato, aí eu gosto...
Afinal, apesar de servir o pastel queimado, reconheço que ele tem que ser douradinho, com pequenas bolhas de ar na massa e com o recheio na medida certa...
Ai pastel, que maravilha!
sábado, 6 de outubro de 2012
Período pré-eleição...
Não sei, mas desconfio que o período pré-eleições é como uma prévia do inferno... As labaredas profundas não podem ser muito diferente disso!
É música ruim no último volume, pessoas que mal sabem escrever o próprio nome em letra de mão berrando em auto-falantes super potentes, panfletos de gosto duvidoso nos sendo empurrados goela abaixo, pessoas carregando sorrisos falsos (e por vezes, incompletos) por todos os lados.
Que venha logo a eleição, para que os bueiros deixem de receber papéis que causarão enchentes na próxima chuva torrencial na cidade da garoa.
Que venha logo a eleição, para que nossos ouvidos sejam feridos apenas com o som dos motores e buzinas de impacientes motoristas.
Que venha logo a eleição, para que nossos ouvidos não sejam mais brindados com promessas que não serão cumpridas jamais.
Que venha logo a eleição, para que a falsa ilusão de esperança logo se desfaça, deixando-nos voltar para nosso cotidiano ajustado à realidade intranquila.
Que venha logo a eleição de uma vez por todas, para que desta forma eles possam colocar suas mãos cheias de dedos em nossos bolsos furados, arrancando o que não temos mais...
Que acabe logo esse inferno na terra... quem sabe conseguiremos voltar a pensar!!!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
quarta-feira, 9 de março de 2011
Mil desculpas . . .
Ultimamente tenho andado tão atarefada, que mal me sobra tempo para escrever no blog... são muitas ideias, mas pouco tempo para colocá-las em prática... imperdoável...
Agora sei que ficará ainda mais complicado, em razão de duas pós que inventei de fazer, mas mesmo assim tentarei me redimir...
Vamos que vamos pessoal... agora não tem mais desculpa, o carnaval acabou e o Brasil começa a funcionar... Será?
Agora sei que ficará ainda mais complicado, em razão de duas pós que inventei de fazer, mas mesmo assim tentarei me redimir...
Vamos que vamos pessoal... agora não tem mais desculpa, o carnaval acabou e o Brasil começa a funcionar... Será?
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sábado, 25 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Diário de Bordo Humorista... Deixando os alemães... Encontrando os franceses...
Gente!!!! Essa semana eu achei uma parte do meu diário de bordo... Foi o relato fiel do dia em que me mudei da Alemanha para a França... Eu nem lembrava que tinha escrito isso, quando vi, nem acreditei... Quase caí de dar risada...
Para vocês entenderem, eu fiz minha mudança em março de 2008, num ônibus de viagem, foram mais de 19 horas sentada... aconteceram coisas hilárias...
A título de esclarecimento, vai a legenda: Os "Back Street Humoristas" são os amigos que deixei em solo alemão: Srdjan (o nome dele é assim mesmo, ele é da Sérvia), Pedrinho, Jujú e Clara. A bailarina é uma brasileira que conheci em Düsseldorf e que dança no balé da cidade. Guitarrista desafinada sou eu. Marrocano é marroquino. Dom é a enorme categral de Köln (Colônia). Feuerwehr é bombeiro em alemão e Autobahn é estrada... e acho que isso é tudo...
Pois bem, e assim foi o meu relato:
![]() |
| Pedrinho:verde;Jujú:azul;Clara:vermelho;Srdjan:preto;e eu |
Na hora da partida começou o meu calvário... os “Back Street Humoristas” preocupados com a possibilidade da guitarrista desafinada mudar de idéia. Suor escorrendo pelos colarinhos e eles pensando, rezando, suplicando: “Será que ela vai mesmo?!? Será que existe o perigo dela voltar?!?”.
Calma, amiguinhos... Não será necessário fazer novenas, pedir milagres para Santo Expedito, ir a terreiros de macumba, nem fazer despachos... Eu fui mesmo!!!
Primeira parada: Köln para trocar de balaio. Mas que lixo de Rodoviária, nem me atrevi a sentar nos minúsculos banquinhos laranja, por medo de contrair a febre amarela, a febre verde, a febre roxa ou o que podia ser pior, a febre laranja!!!
Sei lá, né?!? Cada dia aparece uma doença nova... Deus que me livre!!!
Enquanto eu divagava com a possibilidade de contrair a peste negra, passaram-se infinitos 50 minutos. De onde eu estava só conseguia avistar a pontinha do Dom e sentir meu pé doendo por causa da minha maldita bota de €4,95. Isso que dá ser chique, a bota parece que está mastigando o seu pé!!!
Bem, voltamos para o balaio e como num ônibus de viagem não existe nada melhor do que dormir para esquecer a situação decadente em que se encontra, todo mundo começou a se arrumar nas cadeiras, esticar as pernas (na medida do possível), improvisar travesseiros e por aí vai... Como não sou exceção, eu também.
Estou eu lá, pensando na morte da bezerra quando, de repente, não mais que de repente, alguém solta um discreto “pum”... ai, ai, ai... Com certeza o elemento deve ter comido um leitão inteiro no dia anterior... Que fedô!!! Em meio àquele cheiro de urubu em estado de putrefação eu pensei: “Ai meu Deus!!! Agora é o meu fim!!! E a catinga aumentando... Então, já tonta e em completo desespero supliquei: “Oh! E agora, quem poderá me ajudar???”
Esperei, esperei e nada do Chapolin Colorado chegar com a máscara de gás... que decepção!!!!
Poxa! Tinha que colocar uma rolha na retaguarda do indivíduo. Será que esse elemento não tem mais pregas??? Pelas barbas do profeta!!! Isso é um perigo, pode matar uma pessoa.
Juro, eu já queria declarar a 3ª. Guerra Mundial e trucidar todo mundo naquele ônibus... Mas será o Benedito???
Depois que aquele “furdunço” abrandou... ou que nós nos acostumamos com a fedorama, no banco de trás um tiozinho começou a tossir desesperadamente, aquela tosse catarrada... que beleza!!!
Nem se eu tivesse tomado uma caixa inteira de Valium eu conseguiria dormir.
E se já não fosse suficiente, duas alemãezinhas começaram a tagarelar animadamente sobre um monte de bobagens!!! Às vezes, como fazem falta as bombas atômicas...
![]() |
| Parecia muito com esse aí... |
Lá pelas duas da manhã paramos no meio do nada francês. Decidi ir ao banheiro... uma verdadeira aventura!!! Logo na primeira cabine tinha aquele buracão no chão que dizia: “Tente fazer pipi aqui... eu vou te pegar!!!”. Como fazer as necessidades naquilo??? Sorte que tinha o de deficientes. Fingi que estava mancando e marchei pra lá... eu é que não iria me arriscar a cair naquele buraco, já pensou que humilhação?!?
Chegamos a Tours 05h55min da manhã (acho que vou jogar no bicho: 55 no cavalooooooo!!!!), eu ainda torta de sono escuto aquela tão temida frase em alemão “Troca de balaio”...
Nãoooooooooooooooooooooooooooooooo!!!
E pra carregar aquela porcariada toda?!? Nenhuma santa alma se prontificou a me ajudar... ninguém... ninguenzinho!!! Que dificuldade... No bagageiro já levei uma cotovelada no olho, que além de me acordar de vez, me fez pensar que tinha quebrado os óculos.
Depois todo mundo teve que ir ao Bureau pegar um cartão branco, e haja força pra carregar toda aquela tralha. Ordenei pra mim mesma: “Força na peruca humorista!!!”
Então começou a amanhecer e os passarinhos franceses cantando “piue, piue, piue...” com biquinho...
De repente um catarrento de uns seis anos fica preso no banheiro (aqueles que têm que colocar vinte centavos na fechadura para aliviar a natureza)... a mãe do moleque naquele desespero, fumando um cigarro atrás do outro, o fedelho gritando lá de dentro. Até escutei algo sobre Feuerwehr... Aquele circo!
Até que 15 minutos depois o guri resolve tentar abrir a porta por dentro (já que até então, ele só tinha tentado empurrar a porta), e como num passe de mágicas a porta se abre... Catarrento apronta cada uma...
O ônibus só foi sair as 07h09min da matina. Sentei novamente do lado de um marrocano, arabano ou turcano que tinha me acompanhado no primeiro balaio. Essa hora eu já estava caindo, literalmente, de sono e de dez em dez minutos acordava com a boca aberta... imagina a cena... eu dormindo com aquela bocona bem aberta e o marrocano ou sei lá o quê pensando... “nossa, não dava pra fechar a boca”... que cena!!!Às 10h23min da manha passamos pelo 6° ou 7° pedágio do caminho (juro que já havia esquecido que eles existiam), e eu escutando o meu super-mega-hiper MP3 de 4 Gigas... aí eu escuto a frase do Chico Buarque “procurando bem todo mundo tem pereba, só a bailarina que não tem”, hahahaha... Lembrei da bailarina de Düsseldorf, será que ela tem pereba???
Para minha sorte, o ônibus parou em mais uma cidade no meio do nada e desceram mais alguns passageiros. Pude, então, ter duas poltronas só pra mim... que paraíso. Mas vocês sabem que pobre é fod... né? Só porque agora podia dormir com a bocona bem arreganhada... meu sono tinha ido embora... fiquei fula da vida.
Só me restou escutar música e admirar a paisagem, que em nada se parece com as Autobahn´s da Alemanha.
Última parada... Carrefour... me senti no Brasil. Depois que comprei um Powerade azul, para ver se melhorava o meu cansaço, voltei para o busão e constatei, tristemente, que minha retaguarda estava doída de tanto ficar sentada. A cada minuto ficava mais desesperada para sair daquela caixa de sapatos gigante. A cada placa de Toulouse, renovavam-se as minhas esperanças de sair daquela lata.
Um pouco depois um indiano que viajava no banco da frente começou a comer um sanduíche de salame. Aquele cheirão de salame invadindo a lotação. Descobri que estava faminta e que não tinha levado nada que prestasse para comer e aquele cheiro aumentando... quase pulei no salame do indiano...
O que eu diria? Mãos ao alto... eu vou seqüestrar o seu salame!!! A sorte é que eu sou chique e me controlei... caso contrário, a essa hora, o indiano já estaria sem salame!!!
Ás 14h42min o ônibus parou na Rodoviária de Toulouse... o Humorista estava lá me esperando... e finalmente pude deixar para trás pum´s, cof´s cof´s, bocas arreganhadas, seqüestro de salame e popôs doloridos...
Querido, cheguei!!!
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sábado, 4 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O Rio de Janeiro continua lindo...
Amanhã viajo para o Rio de Janeiro, o cartão postal brasileiro... Mas acontece que essa semana o Rio não está tão postal assim... Na verdade, ele está mais para Faixa de Gaza!!!
É Bope, Exército, Fuzileiros Navais, Comando Vermelho, ônibus e carros incendiados, Caverão, Tanque de Guerra, arrastão, bala perdida, fuga de traficantes, ocupação de comunidades...
Darei uma de matrix... quero desviar das balas igualzinho o Neo... tchunnnnnnn... tchunnnnnnn...
Pois é, mas apesar da guerra não declarada que está lá, a festa da empresa continua marcada para amanhã... Confraternização de final de ano, aquelas coisas "suuuuper bacanas" do mundo corporativo... Vamos alegrar a peãozada...
Acordarei as quatro da madruga para chegar em Congonhas as 06:40hs. Fazer check-in, achar poltrona, decolar, talvez pegar uma turbulência básica, Galeão... Tudo o que vocês já conhecem.
A sorte é que a empresa pagou tudo, mas se eu nunca mais passar por aqui, vocês já sabem o que aconteceu... com certeza, terei direito ao auxílio-funeral... hahahaha...
Assim, como reflexo das minhas possíveis últimas palavras, deixo aqui meu singelo testamento, a expressão máxima de minha última vontade na Terra:
Para o meu pai, minha mãe, meu irmão e meu marido deixo todas minhas dívidas, repartidas fraternarmente entre aqueles que mais amo!
O que sobrar... vai para caridade!!!
Declaro, para os devidos fins, estar em plena posse de minhas faculdades mentais.. e tenho dito!!!!
Hahahahaha... Até a volta... if...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Quatro olhos fundo de garrafa
Aos 29 anos, 6 meses e 14 dias, dei adeus à miopia e ao astigmatismo, que me acompanhavam desde que eu me entendo por gente. Ao todo, eram 7 graus no olho direito e 6,5 no esquerdo.
Foram anos e anos procurando os óculos às apalpadelas, não enxergando o relógio no meio da noite e vendo tudo embaçado sem o meu fundo de garrafa.
Mas hoje isso mudou, resolvi fazer a tão sonhada cirurgia refrativa. A ideia toda foi meio de improviso, não estava pensando em operação. Mas, como uma coisa leva à outra, quando dei por mim, já tinha marcado a data para entrar na faca.
Os momentos que antecedem a cirurgia são tensos e angustiantes. A gente pensa, será que vou ficar cega? Será que vão furar meu olho? Dá vontade de dizer, “Não dotô, não fura meu ôio não!!!”
Mas a gente acaba não dizendo nada e passa por corajoso.
No entanto, como na minha vida nada é muito como manda o figurino, na minha vez, é lógico que a máquina tinha que dar problema. Estou lá eu, deitadona na maca, toda apreensiva, depois de receber algumas gotinhas de um colírio anestésico, quando me empurram pra baixo de um trambolho bege e me mandam olhar para a luz.
Vá para a luuuuuuuz, vá para a luuuuuuuz!
Era uma luz piscante, laranja-avermelhada. Piscava num ritmo enervante. Neste momento, me enfiaram no olho um arregalador de olhos, para eu não piscar enquanto o laser fazia o seu trabalho.
Muito bem, estou eu lá com meu lindo olho castanho esbugalhado, quando descubro que a máquina está com problemas: o laser não está calibrado como deveria (será que é um pneu???). Tiraram-me debaixo do trambolho e disseram: só um momento, pois temos de recalibrar o laser.
Quê? Bem na minha vez? Tinha que ser o Chaves, mesmo!
Enquanto calibravam o tal do laser, o trambolho bege soltou vários uivos estranhos, me assustando mais ainda, até que me informaram: Pronto, chegou a hora!
Pensei, é agora que eu me lasco!
Lá me empurraram de novo pra baixo do troço, esbugalharam meu olho esquerdo novamente, passaram umas espátulas com alguns produtos, acredito que esterilizantes, no olho e me mandaram olhar fixamente para a luz.
Ai, que medo de mexer o olho!
E começou aquela barulheira. Ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta. A vista vai ficando enevoada, fica cada vez mais difícil de ver a luz, até que só se sente um cheirão de queimado...
Churrasquinho de Patricia, pensei.
Depois da catinga a la churrasquinho de gato, passaram mais um produto e colocaram uma lente protetora. Começou então a preparação do olho direito.
Ai, tudo outra vez! Mais churrasquinho!
Antes da saga no olho direito, escutei uma voz feminina exclamar algo parecido com “Noooossa!” Realmente, pareceu que tinha dado algo errado, mas continuaram assim mesmo.
No final de tudo, o médico me disse que tinha dado tudo certo, não sei se acreditei, mas agora era tarde e Inês já era morta... Só sei que não doeu nadinha e foi muito rápido, o procedimento não dura mais do que cinco minutos. O medo inicial não tinha mesmo razão de ser. Já saí da maca enxergando, muito mais do que quando havia deitado. É uma diferença impressionante.
Saí um pouco tonta, é verdade, mas isso logo passou e comecei a ficar eufórica por, mesmo embaçado, conseguir enxergar mais do que sempre enxerguei.
A técnica utilizada foi uma tal de PRK, que tem o pós-operatório um pouco mais desconfortável do que sua prima, LASIK, mas que nem é tão ruim assim. Ainda não posso ler nem forçar muito a vista, pois dói um pouquinho, mas já consigo distinguir objetos antes irreconhecíveis. Agora, preciso ficar três dias na escuridão, e sempre de óculos escuros. Acho que nunca fiquei tanto de óculos escuros quanto hoje e provavelmente as semanas que virão.
Amanhã é dia de voltar ao consultório para ver o resultado. Parece que, de agora em diante, abandonarei meu fundo de garrafa e, de cinco olhos, passarei a ter só três.
Boa sorte pra mim!!!
P.S.: quem escreveu isto fui eu, Luizpédia, já que a dona do blog não pode nem olhar para monitores durante estes dias de escuridão total. Ela ia ditando e eu ia escrevendo.
domingo, 3 de outubro de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Os violeiros invadiram a cidade...
Ontem começamos o dia bem, fomos tomar um café da manhã de paxá lá na Lapa... All you can eat... Na verdade eles chamam de brunch... mas como eu tô no Brasil, é cafezão da manhã mesmo!!!!
Luiz e eu comemos tudo o que tínhamos direito e um pouco mais, esse foi nosso mimo do mês... outro desse só no mês que vem...
Depois do Festival da Boa Comilança, como estávamos de sola, tivemos que pegar um ônibus até a Paulista. Na viagem entrou um violeiro meio xoxo cantando Culture Club (lembram do Boy George, aquele do "Karma, karma, karma, karma, karma, chameleon"), pois é, esse mesmo... o cara cantou 1 minuto de música num inglês que mais parecia mandarin e fez aquela sugestãozinha básica: "Quem quiser colaborar...".
Ninguém colaborou... e o violeiro murcho, desanimado, pegou sua viola, botou na sacola e foi cantar em outra freguesia.
Descemos do balaio logo depois do violeiro e fizemos nossas comprinhas lá na Paulista. Aí, na volta pegamos outro ônibus, dessa vez, sentido Dr. Arnaldo, e, para nossa surpresa, lá estava outro violeiro. Pensei: "Nossa, virou festa!".
Só que para meu espanto este era bem mais animado, com outro espírito... Ele, bem esperto, atacou de Raul Seixas, "Durando Kid só existe no gibi..." e Cássia Eller.
Muito mais simpático do que o violeiro anterior, esse ainda fez firula e sugeriu: "Quem gostou bate palma", e o pessoal, inclusive eu, aplaudiu com gosto. Ele, feliz, avisou que passaria o chapeuzinho, aquela coisa toda, e depois de arrecadar um troquinho, inclusive mais de três reais nossos, ainda disse que teria um chorinho e fechou com "Pode vir quente que eu estou fervendo"...
Saímos contentes dessa viagem, pois a simpatia do violeiro anônimo alegrou um pouco mais o feriado que para sorte da galera, caiu no sábado... Mas isso tudo me fez pensar em como duas pessoas na mesma situação podem ter resultados tão diferentes.
É o humor, é a energia que a pessoa dedica ao que faz que a diferencia do comum, do igual, do sem graça. Se a pessoa gosta do que faz, ela faz bem feito. Fazendo o que se gosta, fazemos com gosto, nos doamos com mais entrega e o resultado é muito melhor.
Caso contrário, coleguinhas, ficamos no 1 minuto de Boy George mesmo... E nossos dias ficam muito mais cinzentos...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Esperando, esperando, esperando o trem...
Depois de mandar toda tralha pra São Paulo, Luiz, Mami e eu somos praticamente uns sem-tetos. Já dormimos em três lugares diferentes, e até sexta nunca se sabe por mais quantas camas e colchões passaremos. O plano é sair daqui as quatro da matina e pegar a BR-116 até a terra da garoa, mas pensando bem, isso pode não ser uma boa ideia... E se estiver aquele trânsito-monstro do início do fim de semana paulistano? Talvez faremos uma parada/soneca lá em Santa Catarina, vamos ver.
Porém, isso só será possível se o carro ajudar. Levei o carro num mecânico o mês passado que estragou minha carroça mais do que consertou. A última pérola desse mecânico foi que como o carro está acelerado (2000 rpm direto - parece um avião pronto pra decolagem), pode ser que seja culpa do sensor do ar condicionado. Poxa, será que eu sou doidinha ou a aceleração absurda do motor não tem ligação direta com um possível sensor do ar condicionado que nunca é ligado pra poupar a gasola que está pela hora da morte (R$ 2,49) ???
Realmente, por essa eu não esperava. Mas enfim, minha mãe resolveu levar o poisé no mecânico de confiança dela, vamos ver no que isso vai dar. Afinal, a viagem de sexta depende do que esse mecânico resolver.
Enquanto isso, fico aqui contando as horas pra ir pra casa. Luiz também, já não vê a hora de passar pelo menos umas dezoito horas sentadinho no banco do carro, acompanhado da viola, do ukulele, do laptop, dos quase 2 Teras de HD, de sacolas e mais sacolas com tudo o que não foi levado pelo caminhão da mudança, escutando Rom Kaffe do Acquaragia Drom. Pelo menos a música é boa... hehehe... É, a viagem promete.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A volta dos que não foram...
... não foram, pois o coração deixaram lá...
Ai, tô voltando pra minha terra... faltam poucos dias... Como diz minha mais que amiga Yagnez, chega de aventura, agora é hora de, finalmente, voltar pra casa...
Luiz e eu estamos passeando pelo mundo há alguns anos, primeiro foi a Espanha, depois a Alemanha, a França e por útimo, o sul brasileiro. Após muitas andanças, está na hora de guardar a muamba, colocar a viola no saco e voltar...
Voltar para as raízes, para o que conhecemos, para onde crescemos e que, invariavelmente, com todos seus problemas e mazelas, nos faz feliz!
São Paulo, minha terra da garoa, coração do meu Brasil, daqui a pouco estamos aí, pro que der e vier...
O nosso amor pela nossa cidade é tão grande, que Luiz, no seu blog, também já fez suas juras de amor eterno: Sodades di Zan Baolo.
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