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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Darcy Ribeiro já explicou, amiguinhos...

"O
 espantoso
 é 
que 
os 
brasileiros,
 orgulhosos
 de 
sua 
tão 
proclamada, como 
falsa,
"democracia
 racial", raramente percebem os profundos abismos que aqui separam os estratos sociais.

O
 mais
 grave
 é
 que
 esse
 abismo
 não
 conduz
 a
 conflitos
 tendentes a 
transpô‐lo,
 porque
 se
 cristalizam
 num
 modus vivendi
 que
 aparta
 os
 ricos dos pobres, como se fossem castas e guetos. Os
 privilegiados
simplesmente 
se
 isolam
 numa
 barreira
 de
 indiferença
 para
 com
 a
 sina
 dos
 pobres,
 cuja 
miséria
 repugnante
 procuram
 ignorar
 ou
 ocultar
 numa
 espécie
 de 
miopia social,
 que
 perpetua 
a 
alternidade.
 O
 povo‐massa,
 sofrido 
e
 perplexo,
 vê 
a ordem social
 como
 um
 sistema
 sagrado
 que
 privilegia
 uma
 minoria 
contemplada
 por
 Deus,
 à
 qual
 tudo
 é
 consentido
 e
 concedido.
 Inclusive
 o 
dom
 de
 serem,
 às
 vezes,
 dadivosos,
 mas
 sempre
 frios
 e
 perversos
 e, invariavelmente,
 imprevisíveis. 
(...)

Nessas
 condições
 de
 distanciamento
 social,
 a
 amargura
 provocada
 pela exacerbação
 do
 preconceito
 classista
 e
 pela
 consciência
 emergente
 da
 injustiça bem
 pode
 eclodir,
 amanhã,
 em
 convulsões
 anárquicas
 que
 conflagrem
 toda
 a
 sociedade.
 Esse
 risco
 sempre
 presente
 é
 que
 explica a preocupação obsessiva que tiveram as
 classes 
dominantes 
pela
manutenção da
 ordem.
 Sintoma
 peremptório
 de
 que
 elas
 sabem
 muito
 bem
 que
 isso
 pode 
suceder, caso se abram as válvulas de contenção. Daí
 suas
"revoluções preventivas",
 conducentes
 a
 ditaduras
 vistas
 como
 um
 mal
 menor
 que qualquer 
remendo
 na 
ordem
vigente."

Trecho de O POVO BRASILEIRO – Darcy Ribeiro


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Black Friday Brasil = Piada de mau gosto

Muito se alardeou por causa da cópia brasileira sem-vergonha de mais um costume norte-americano de consumo desenfreado. Afinal, nada melhor do que um capitalismo selvagem, não é mesmo???

As lojas prometiam descontos maravilhosos para consumistas anencéfalos desesperados: 

Compre, compre, compre... gaste inclusive o que você não tem, faça dívidas, estoure o cartão de crédito... compre, compre, cooooompre batom... 

Aí, para coroar essa cópia paraguaia brasileira do Black Friday, o Procon/SP anuncia que notificou mais de 7 empresas por causa de descontos maquiados: ou seja, como tem rolado por aí: Tudo pela metade do dobro.

E pior que teve gente que acreditou estar fazendo grandes negócios, compras magníficas, economia sem igual. Muito que bem... manda bala na fatura do cartão, meu amorrrrrrrrr...

Depois, tem ainda aqueles que acreditam no refrão daquela música do Legião: O Brasil é o país do futuro!!!

sábado, 6 de outubro de 2012

Período pré-eleição...


Não sei, mas desconfio que o período pré-eleições é como uma prévia do inferno... As labaredas profundas não podem ser muito diferente disso!

É música ruim no último volume, pessoas que mal sabem escrever o próprio nome em letra de mão berrando em auto-falantes super potentes, panfletos de gosto duvidoso nos sendo empurrados goela abaixo, pessoas carregando sorrisos falsos (e por vezes, incompletos) por todos os lados.

Que venha logo a eleição, para que os bueiros deixem de receber papéis que causarão enchentes na próxima chuva torrencial na cidade da garoa.

Que venha logo a eleição, para que nossos ouvidos sejam feridos apenas com o som dos motores e buzinas de impacientes motoristas.

Que venha logo a eleição, para que nossos ouvidos não sejam mais brindados com promessas que não serão cumpridas jamais.

Que venha logo a eleição, para que a falsa ilusão de esperança logo se desfaça, deixando-nos voltar para nosso cotidiano ajustado à realidade intranquila.

Que venha logo a eleição de uma vez por todas, para que desta forma eles possam colocar suas mãos cheias de dedos em nossos bolsos furados, arrancando o que não temos mais...

Que acabe logo esse inferno na terra... quem sabe conseguiremos voltar a pensar!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

E a Guerra Civil Espanhola, alguém sabe o que aconteceu?

A república espanhola surgiu a partir da queda da monarquia, que hoje é uma espécie de figura decorativa no país. Por causa da crise econômica que assolava o mundo no início do século XX, a situação por lá não era das mais confortáveis.

Na verdade, de confortável não tinha nada. Era o caos, greves, combates de rua e excessos anticlericais da Frente Popular de esquerda aconteciam a todo momento. O general Franco, militar antirepublicano, que nesta época estava no Marrocos, decidiu que era hora de agir. Assim, colocou sua farda fascista, inflamou suas tropas e, com ajuda da Alemanha e Itália, invadiu a Espanha ocupando metade do país.

Seu objetivo era chegar em Madrid, o que lá pela segunda metade da década de 30, sem os carros potentes de hoje em dia, devia ser bem complicado. Franquinho até que estava indo bem, porém, ele não contava com a astúcia de quem? De quem? De quem??? Do Chapolin Colorado??? Nãooooo... Dos soviééééticos, que cortaram o seu barato. 

Os populares amedrontados notaram que as forças republicanas da época eram uma verdadeira piada. Por isso, resolveram fazer algo contra o fascismo. Montaram comitês locais de defesa dos próprios operários e camponeses, que tinham como líderes anarquistas, socialistas ou comunistas, dependendo da região.


Devia mesmo ser no mínimo interessante ver toda essa movimentação. 

Mas acontece que os comitês começaram a exagerar na dose, assassinando violentamente tudo o que passava pela frente, sob a desculpa de serem todos seus opositores. Eles espalhavam medo e terror por onde quer que passassem, aterrorizando principalmente as igrejas (*).

Com essa bagunça toda, enquanto a barbárie se intensificava, o governo liberal da época foi substituído pela coalizão social-comunista. Até o poeta García Lorca foi vítima deste descontrole nacional. 

A primeira parte do século XX realmente foi uma época conturbada. Por isso, os imigrantes, intelectuais, democratas e literatos ocidentais, frustrados pela impotência da democracia diante de Hitler e Mussolini, vislumbraram aí uma oportunidade de combater o fascismo pessoalmente, ingressando nas brigadas internacionais apoiadas pelos republicanos.

A história sobre a Guerra Civil Espanhola relata a crueldade da epopéia antifascista, repleta de mortes, torturas, medo, diversidade, idealismo e amor pela Espanha.

Um dos livros mais famosos sobre o assunto foi o romance de Ernest Hemingway, Por quem os sinos dobram, que eu ainda não li, mas que está na minha lista há muito tempo.

Franco, no final, ganhou a guerra com a ajuda da Alemanha e da Itália. Os Alemães eram os mais entusiasmados, fornecendo uma première de horror e desolação, da qual eles mesmos foram vítimas um tempinho depois, no final da 2ª Guerra Mundial, em escala milhões de vezes maior.

Os Alemães, simpáticos como eles só, bombardearam a cidade basca de Guernica somente para que seus pilotos adquirissem um pouco de experiência prática... afinal, só na teoria ninguém aprende nada, não é mesmo???

Picasso, impressionado pelo ocorrido, documentou essa atrocidade no quadro Guernica


Meu pai ainda não era nascido nesta época, ele veio ao mundo bem no finalzinho da 2ª Grande Guerra e diz que a comida européia do período era muita batata, repolho e ovo... : (
   

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nos tempos do professor Tibúrcio...

Há tempos não entrava no tal do Twitter para ler todas aquelas mensagens de até 140 caracteres. Mas essa semana resolvi ler e encontrei algo que mereceu um post...

Li a seguinte afirmação, cuja autoria decidi não revelar:
"Acho infinitamente melhor ser criança hoje do que na minha época, na dos meus pais ou dos meus avós. Sem comparação!"
Pois é, ser criança nos dias de hoje deve mesmo ser melhor do que na nossa época, na época de nossos pais e dos nossos avós, pois é tanta liberdade que as crinças hoje podem bater nos professores, dar facadas nos coleguinhas, levar arma de fogo na hora do recreio e ninguém acha que é o fim dos tempos...

Deve mesmo ser melhor crescer nos dias de hoje, quando se tem tanta variadade de brinquedos que não se sabe dar valor ao que se tem... quando as crianças recebem aquela lembrança, olham pra tua cara, não falam obrigado e abandonam o brinquedo 2 segundos após.

Definitivamente, é melhor ser criança hoje, pois os pais, não querendo a preocupação de educar uma alma nova, deixam o bambino 15 horas por dia na frente do Nitendo Wiiiiiii ou do computador.

É absolutamente correto afirmar que é melhor ser criança hoje, quando esses pequeninos sequer sabem o que é respeito aos mais velhos!!!

É mesmo muito melhor ser criança hoje, quando ninguém brinca mais na rua, é perigoso! Pega-pega, esconde-esconde, queimada, barra-manteiga, roba-monte, roba-bigode, taco, vôlei, mês, sela, patins e mais tantas outras brincadeiras estão sendo esquecidas para dar lugar a nintendos, guitar-heroes, psp's e sei lá mais o quê. As crianças presas dentro de casa com seus brinquedinhos particulares, sozinhas, individualistas, egoístas e desatentas.

Ele deve ter razão quando diz que é melhor ser criança hoje, quando pais negligentes fazem todas as vontades do bambino só para se livrar da responsabilidade de dizer não e presenciar aquele ataque de choro ou de fúria dos pequenos chantagistas. "Dá logo o que ele quer, assim ele não chora e eu fico feliz por mais 5 minutos".

Educar pra quê??? Se é mais fácil comprar o silêncio!!!.

É, acho que o autor daquela frase sabe mesmo muito bem o que está dizendo!!!




terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia das Crianças pede: Avaiana de Pauuuuu...


Agora com a versão em inglês... hahahahaha...
Avaiana the wood...

Feliz Dia das Crianças...


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS... 
FAÇA FELIZ A CRIANÇA QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ!!!

PS. O post original saiu um pouco revoltado, então reformulei e saiu isso aí!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em boca fechada não entra mosquito...

Às vezes magoamos os outros sem querer, por pura falta de tato. Alguém te pergunta algo, e você, sem pensar muito na pergunta, solta aquela resposta curta e grossa, e quando vê já falou o que não devia... Se eu fosse mais esperta, teria prestado mais atenção naquele provérbio chinês: "A palavra é prata, o silêncio é ouro".

E ouro vale uma grana danada... pois é, às vezes nos comportamos como cavalos chucros de ferraduras soltas... uma pena... poderíamos dormir sem algumas pataquadas desnecessárias. Mas é assim, quando nos damos conta, Inês é morta... já abrimos nossa enorme boca e deixamos escapar aquela porcaria. Nessas situações, só nos resta esperar a próxima oportunidade de consertar o estrago.

Pensando sobre esse assunto, outra coisa me vem à mente: até que ponto a sinceridade é boa? Mentiras caridosas são perdoadas? Verdade disfarçada é verdade? Ser sempre sincero vale a pena?

Perguntas sem resposta. Provavelmente, alguma alma mais escorregadia diria: "Isso tem que ser analisado caso a caso!". 

E talvez tenha mesmo. Mas uma coisa eu sei... falei caquinha... zero pra mim... 

Dá próxima vez, antes do velório da Inês, melhor parar, pensar, pensar mais um pouco e só depois disso colocar as cordas vocais pra funcionar... Com certeza, isso evitará muitos aborrecimentos completamente desnecessários. 




Guarde a ferradura... ela é mais útil grudada no casco do que saracoteando desnorteada por aí !!!!


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Esse tal de consumo consciente...

Hoje, enquanto estava no banheiro refletindo sobre o meu papel no mundo, acabei escutado o papo de uma dupla viciada em moda. Aí, neste momento, deixei minhas divagações de lado para prestar atenção naquela conversa tão instrutiva, e foi aí que constatei, mais uma vez, que a moda é como o papai noel... algo que o capitalismo selvagem inventou para encher seus cofrinhos esvaziando o bolso da massa descerebrada.

Veja bem, se este ano a moda é sapato de bico fino, no ano seguinte será bico redondo, para obrigar os consumistas de plantão a acabarem com seus salários nas caixas registradoras de alguma loja nada altruísta. Esse ano a cor é nude (termo chic para o velho e monótono bege-calcinha), o ano que vem será verde-esmeralda, no outro, vermelho-fogo, rosa-chiclete e assim por diante...

E nesse meio tempo, quem não tem mesmo muito na cabeça, e às vezes nem mesmo no bolso, se esbalda comprando o que não precisa e deixando ainda mais rica a indústria da moda descartável.

Aí notamos que ninguém está interessado no tal do consumo consciente, e sim nos gastos inconsequentes... De consumo consciente os consumistas de carteirinha só gostam mesmo é de falar... pois depois da primeira dose, a coisa já descamba para a loucura desenfreada...

E aí, já seguiu a moda hoje???



sábado, 8 de maio de 2010

Emotional Destroyers...

Às vezes é intererssante observar o descontrole de certas pessoas. Imaginem um ser que num ambiente de 20 pessoas, consegue, sozinho, desestabilizar todas as outras 19. Esse tipo de pessoa existe e pode ser completamente competente no que faz, mas, normalmente, o é individualmente, pois sempre que for preciso interagir com o ambiente externo, o caos estará instalado.

Tentanto analisar superficialmente a carga emocional desses destruidores emocionais, percebemos que, geralmente, são pessoas com algum tipo de frustração passada. Elas podem ter sido crianças sozinhas, com pais superprotetores ou ausentes, ter sofrido algum tipo de segregação social quando jovens, desilusões amorosas, dificuldade em estabelecer vínculos duradouros de qualidade, necessitam desesperadamente de atenção, muitas vezes são egocêntricos e assim por diante.

Olha, não sou nenhuma expert em psicologia, mas há vezes em que me pego pensando neste tipo de coisa, sem pretensões, claro! Na verdade, só escrevo um amontoado de besteiras para externar meus insólitos pensamentos, que, na maioria das vezes, não possuem nenhuma lógica. Além disso, nem posso dizer que não me enquadro nessa categoria... vai saber como o povo me enxerga...

Contudo, voltando ao tema central do post, esses destroyers também possuem seus momentos de interação criativa, até mesmo simpática, mas, infelizmente, tudo não passa de rompantes. Às vezes acho complicado conviver com esse tipo de pessoa, mas enfim...viver em sociedade é isso aí, saber conviver com as diferenças... então... Vive la différence!!!!!!!!!!!!!


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domingo, 10 de janeiro de 2010

Promessas de amor...

Às vezes escutamos alguém comentar que possui um companheiro muito ciumento. Nesse minuto pensamos em como alguém pode aguentar o ciúme doentio de outra pessoa?

Não sou expert no assunto, mas acho que as pessoas que sofrem desse mal, geralmente, são pessoas imaturas e inseguras que não confiam em si próprias.

A pessoa ciumenta acha que será traída a todo momento. A cada olhar do parceiro, a cada passo da pessoa "amada", a cada estranho que se aproxima, o ciumento enxerga uma provável traição. Nessas relações o parceiro precisa se anular, esquecer dos amigos, dos conhecidos e das pessoas que poderiam ser conhecidas, para conservar a paz de espírito do aflito companheiro.

Esse tipo de relacionamento, na maioria das vezes, está fadado ao fracasso. O parceiro prejudicado até tenta levar o relacionamento pra frente, mas o ciumento impede que a harmonia se instale na vida do casal. Há situações em que percebemos nitidamente que o sentimento que motiva o ciumento não é o amor, e sim a posse exclusiva, a dominação.

As frases preferidas dos ciumentos de plantão são: me dá uma chance; eu juro que não faço nunca mais; eu juro que vou mudar; sem você eu não vivo; e por aí vai. Eles juram por tudo, até pela alma do piriquito, mas quase sempre essas juras não valem pra nada. E para piorar, o ciumento acha que não é ciumento, que suas atitudes são completamente normais, e que o companheiro tem que aguentar seus ataques calado.

A falta do "semancol" é tão nítida, que mesmo depois do alerta das pessoas mais próximas, e mesmo de eventuais conhecidos, o ciumento ainda acha que tudo o que ele faz é perfeitamente normal. Brigar num bar é normal, gritar com o parceiro por causa de um ataque de ciúmes é normal, arrumar confusão com deus e o mundo por causa de ciúmes é normal, afastar seu par do convívio social é normal e todo e qualquer absurdo em nome do seu ciúme doentio é normal.

Nos casos mais graves, o ciumento chega a agredir o parceiro por causa de seus delírios, e mesmo assim não percebe que passou dos limites, acha que a culpa foi do outro que supostamente teria dado motivo pra ele agir assim.  Ele acha que o parceiro é obrigado a mudar seu jeito de ser só porque ele quer. É o cúmulo do egoísmo.

O ciúmes incontrolável fulmina relacionamentos que poderiam dar certo, somente porque um dos parceiros não consegue administrar suas neuras. Nessas horas que eu pergunto, será que existe alguma solução para esse problema???

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