quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Compra um bode!!!

Ontem foi o aniversário de uma super amiga minha. Nós nos conhecemos há 23 anos, uma vida! Pois é, para comemorar essa data especial fomos jantar numa pizzeria com os respectivos maridos. Aí, na hora de voltar pra casa escutei uma história que achei muito engraçada.

Não sei se conseguirei reproduzir a história de modo a conservá-la engraçada, mas vou tentar. Segundo o contador dessa história, ela é russa, não sei, mas enfim, que fique registrado.

Olha o bode!!!

Lá num lugar esquecido da Sibéria, morava um homem e toda sua família, mulher, filhos, tios e companhia limitada. Mas como lá era muito frio, todo mundo era obrigado a ficar entocado dentro de casa, era mulher gritando, moleque brigando, menina chorando, tio reclamando, cachorro roncando, gato correndo, galinha botando ovo no sofá, um verdadeiro inferno.

O pior de toda a história era a galinha, que morria de ciúmes dos seus ovos e não deixava ninguém sentar na porcaria do sofá. O homem já tava ficando doidinho, pronto pra arrancar os poucos cabelos que ainda lhe sobravam na cabeça.

Um dia, ao conversar com seu melhor amigo e contar todo o calvário que era sua vida, o homem disse o seguinte: "Eu não aguento mais, minha vida é um inferno, eu não aguento mais, minha casa é um caos e ainda tem aquela galinha desgraçada que não me deixa nem sentar no meu sofá. Amigo, não sei se fujo ou se mato todo mundo, estou desesperado, me diz o que eu faço???"

O melhor amigo, com toda calma que lhe era peculiar, respondeu: "Compra um bode!"

O homem não entendeu: "Como assim comprar um bode? Minha vida já é um inferno, não tenho sossego, a casa já tá super lotada, as crianças não param, minha mulher só grita, meus tios só reclamam, o cão e o gato só brigam, a galinha então, tá acabando com a minha vida! Não pode ser, tem certeza? Comprar um bode?"

O amigo então, calmo como sempre responde: "Sim, compra um bode!"

O homem mesmo sem entender muito bem, resolveu seguir o conselho do respeitado amigo e comprou o bode.

Achando que seus problemas estavam resolvidos, e por causa do frio da Sibéria, o homem botou o bode dentro de casa, mas aí, já no primeiro minuto o homem percebeu que comprar o bode não tinha sido uma boa ideia, pois o bode nem entrou e já começou a cagar pela casa, dar chifrada em todo mundo, comeu o sofá, comeu as roupas de toda a família, quebrou a louça, invocava com o cão, mordia o gato, brigava com a galinha, um verdadeiro inferno.

O homem, no pico do desespero, correu pro amigo e falou que a vida dele de ruim, agora estava muitíssimo pior, que aquele bode era a verdadeira encarnação do capeta, que tinha destruído a casa dele, machucado as crianças, cagado em todos os cômodos da casa, que ele fedia, que ele machucou o cachorro, quebrou a pata do gato, queria acabar com a galinha, que a essa altura estava estressadíssima, que a mulher dele gritava ainda mais com ele por causa do bode, que os tios estavam presos no banheiro por causa do bicho, que não sobrou um copo inteiro em toda a casa, um verdadeiro filme de terror, ao qual o homem perguntou: "Meu amigo, e agora o que eu faço???"

O amigo calmérrimo respondeu: "Vende o bode!"

"Como assim vender o bode?", perguntou o aflito homem, "Mas foi você mesmo que me aconselhou a comprar o maldito do bode e agora me fala pra vender o bode, não estou entendendo?"

Então o amigo respondeu: "Vende o bode!"

O homem já furioso, pegou o bode pelo colarinho (se é que o bode tem colarinho), e tratou de vendê-lo rapidinho.

Assim que o homem vendeu o bode, sua vida mudou, ele passou a viver no paraíso, o grito das crianças era música para os seus ouvidos, a reclamação da patroa parecia uma declaração de amor, a reclamação dos tios não mais o incomodava, a briga do cão e do gato era engraçada, até a galinha barulhenta e encrenqueira que voltou a fazer seu ninho no sofá, de odiada passou a ser amada, o homem amava a sua galinha.

O homem depois de vender o bode reconheceu que o amigo tinha resolvido todos os seus problemas e que agora sua casa lotada era a verdadeira imagem do paraíso... e ele nunca mais pensou em comprar bode nenhum... e caso encerrado!

Pois então meus amigos, aqui fica a moral da história: se a coisa estiver ruim, pense no bode e saiba que se a coisa tá ruim ela pode ficar muuuuuiiiiiito pior... e como pode!!!!

Vocês querem comprar um bode???


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E essa tal de Metafísica...

(Debaixo da chuva torrencial de São Paulo)

Metafísica é um ramo da Filosofia que estuda a essência do mundo, que busca os princípios e as causas fundamentais de tudo, tratando de questões que, em geral, não podem ser confirmadas pela experiência direta. Podemos até dizer que a Metafísica é o estudo da realidade. As perguntas que ela tenta responder são: o que é real?; o que é natural?; o que é sobrenatural?; o que é verdade? e afins. Willian James (psicólogo e filósofo norte-americano, 1842/1910), definiu a Metafísica como "apenas um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza". Mas aí, o que é pensar com clareza? Alguém sabe?

Pois é, difícil definir isso, mas segundo dizem os entendidos no assunto, a Metafísica não se interessa pelos "comos" da vida (como se faz isso, como se faz aquilo), e sim pelos "porquês" existenciais, pelas questões que podem facilmente jamais ser formuladas durante uma vida inteira. É diante desse conceito que os metafísicos entendem ser provavelmente válido afirmar que o fruto do pensamento metafísico não é o conhecimento, mas o entendimento.

Até aí tudo bem, mas qual é a origem da palavra "Metafísica"? Para descobrirmos sua origem, teremos que voltar há anos e anos antes de Cristo, alí entre 384 a.C. e 322 a.C, na época em que aquele rapaz, o Aristóteles, era vivo. Pois é, conta a lenda que a origem da palavra "Metafísica" é atribuída a Aristóteles e Andrônico de Rodes.

Veja só que interessante, na verdade Aristóteles nunca utilizou essa palavra, nunquinha, mas escreveu temas relacionados a physis (física)¹, e sobre temas relacionados à ética e à política, entre outros. Aí, Andrônico, como bom homem metódico que era, ao organizar os escritos de Aristóteles, o fez de maneira a distinguir os dois temas, fazendo com que os relacionados com physis viessem antes dos outros. Assim, esses outros assuntos vinham além da física (meta = depois, physis = física), atribuindo a Metafísica a algo intocável, que só existe no mundo das ideias, ou seja, tudo que transcende a física.
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¹ Segundo os filósofos pré-socráticos, é a matéria que é fundamento eterno de todas as coisas e confere unidade e permanência ao Universo, o qual, na sua aparência é múltiplo, mutável e transitório.

Pois bem, agora evoluindo ainda mais na história, vê-se que a Metafísica nunca foi uma ciência tranquila, isso porque Aristóteles examinou a natureza do ser em geral e não de suas formas particulares, postulando a ideia de deus como substância fundamental. Já Platão entendia que a Filosofia era a única ciência capaz de atingir o verdadeiro conhecimento, e que por meio da dialética o filósofo aproximava-se das ideias puras, como a verdade, a beleza, o bem e a justiça.

Então na Idade Média, a Metafísica confundiu-se com a teologia, e é nesse contexto que Tomás de Aquino afirmou que a Metafísica estudava a causa primeira, e, como a causa primeira era deus, deus era o objeto da Metafísica (silogismo puro e simples, que pode, ou não, partir de premissas verdadeiras).

Depois disso, na Idade Moderna, a experiência passa a ser extremamente valorizada e a Metafísica, com deus como objeto, deixa de ser considerada a base do conhecimento filosófico. A partir de então, David Hume disse que o homem estava completamente submetido aos sentidos, portanto, não poderia criar ideias, não sendo possível formular nenhuma teoria geral da realidade. Para ele, ciência alguma seria capaz de atingir a verdade, sendo seus conhecimentos sempre probabilidades, e apenas isso.

No século XVIII, Immanuel Kant afirmou que o domínio da razão e o rigor científico poderiam recriar a Metafísica como conjunto dos conhecimentos provenientes apenas da razão, sem utilizar dados da experiência. Nesse sentido, a Metafísica de Kant reduzia-se ao estudo das condições e limites do conhecimento, sem vinculação à ideia de deus como substância fundamental.

Já no século XIX, o positivismo de Augusto Comte colocou a Metafísica como uma ciência superada. Segundo ele, a história da humanidade (e, por analogia, o conhecimento humano), passou por três períodos: o teológico, o metafísico e o positivo, ou científico, sendo que este último seria considerado superior aos anteriores.

Aí no século XX, o filósofo Martin Heidegger fez uma revisão da história da Metafísica e sustentou que ela confundia o estudo do ser, o verdadeiro objeto da filosofia, com outros temas, como a ideia, a natureza, deus e a razão, motivo pelo qual tais equívocos deveriam ser superados.

Assim, vemos que a Metafísica em si, como entendida atualmente, nada tem a ver com religião, o que não impede sua influência nos preceitos religiosos. A exemplo disso podemos citar que caso a teoria metafísica do materialismo fosse verdadeira, sendo um fato que o homem não tem alma, então grande parte da religião sucumbiria, demonstrando assim a influência da Metafísica na religião.

Veja que embora a Metafísica seja sim o estudo da essência do mundo, não podemos dizer que ela explique os preceitos religiosos, que, na verdade, não possuem vinculação direta com os conhecimentos metafísicos, tais quais como hoje conhecidos. A religião pode até se utilizar confortavelmente de algumas "verdades" metafísicas, mas a recíproca não é verdadeira.

Assim, explicar que tal coisa é como é porque deus o quis assim, não explica nada, e jamais poderá ser classificado como um exercício metafísico, como alguns pretendem afirmar, sendo, quando muito, uma forma preguiçosa de explicar algo sem bases sólidas.

O que já nos leva a outros assuntos que agora estou com preguiça de escrever... mas enfim, o que eu queria mesmo era desvincular a metafísica da religião, que são coisas completamente distintas, mas que constantemente são confundidas pelos incautos do caminho... que têm todo o direito de discordar disso... que fique bem claro...

E por hoje é só...

PS. Algumas palavras foram grafadas com letras minúsculas de propósito.



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domingo, 24 de janeiro de 2010

Mary and Max: O filme...

Mary and Max é um longa de animação, com massinha em stopmotion, que fala sobre humor, solidão e amizade com maestria e sensibilidade.

Mary Daisy Dinkle é uma australiana de 8 anos que tem uma marca de nascença na testa cor de cocô. Ela é uma criança solitária, filha de uma mãe alcóolatra que quando vai às compras quase sempre esconde mercadorias debaixo das roupas. Numa de suas saídas com sua mãe, Mary tem uma ideia: mandar uma carta para um nome da lista telefônica, para assim, talvez, encontrar um amigo.

É aí que Max Jerry Horovitz entra na história. Ele é um tímido novaiorquino viciado em chocolate de 44 anos que frequenta o vigilantes do peso e sofre ataques de ansiedade, e que, num dia aparentemente normal, recebe a curiosa carta de Mary.

A partir daí, os dois começam uma linda e divertida amizade por correspondência que dura por anos e que encanta a todos que sentam na frente da telinha. Vale a pena dar atenção aos detalhes, tanto do cenário quanto dos personagens.

É isso aí, se alguém estiver na procura de um tempo de diversão e encantamento, Mary and Max é a escolha certa.

Para ver o trailer dessa maravilha, é só ver um dos meus posts anteriores: Mary and Max...

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Chove Chuva, chove sem parar...

Em São Paulo não para chover, então como diria Jorge Ben:

Chove chuva, chove sem parar...
Hoje eu vou fazer uma prece
Pra deus nosso senhor
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor...
Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e belo
Inocente como a flor
Por favor chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim...
Por favor chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assimmmm...

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A nova onda do Nouvelle Vague...


Recentemente descobri os franceses do Nouvelle Vague... Nossa, foi paixão ao primeiro acorde.

Como já expliquei no post anterior, o Nouvelle Vague é um grupo que inovou o manjado. Esse pessoal juntou os clássicos da cena gótica punk, new wave e rock do final dos anos 70, início dos anos 80, com a nossa já velha conhecida bossa nova. Essa mistura deu um som tão gostoso e agradável que é impossível não virar fã desse povo.

Apesar das músicas serem, na sua maioria, covers, o pessoal do Nouvelle Vague sabe o que faz. As músicas ganharam aquele ar de novidade num estilo bem mais suave do que suas fontes originais. Exemplo categórico disso fica com "Love Will Tear Us Apart" do Joy Division, que de melancólica e depressiva (que eu já amava), virou uma música leve e suave, pra ser ouvida naqueles dias de relax.

A banda se inspirou no movimento que revolucionou o cinema francês da década de 60, o Nouvelle Vague (do qual fez parte o Alphaville de Godard), para nomear o grupo que veio décadas depois pra revolucionar o cenário musical com qualidade e estilo.

As (re)invenções do Nouvelle Vague passam pelo The Clash, Depeche Mode, New Order, The Cure, Blondie, Soft Cell, Echo & Bunnymen, Buzzcocks, Dead Kennedys, The Smiths, Devo, Billy Idol, Sex Pistols, Simple Minds, Talking Heads, Duran Duran e muito mais.

Outro detalhe da banda é que não há só um ou uma vocalista, existem vários deles emprestando a voz ao pessoal do Nouvelle Vague. Só no primeiro disco do grupo foram convidadas 7 cantoras, cinco francesas, uma novaiorquina e uma brasileira, que, só pra informar, arrasaram.

Então pessoal, para aqueles que gostam de boa música Nouvelle Vague é uma ótima pedida. Eu já consegui a minha coleção, e você???



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

The killing moon...

The killing moon by Nouvelle Vague... quem não ouviu precisa saber que vale a pena ouvir... e se deliciar...



Nouvelle Vague é uma banda francesa que fez do nome do grupo um jogo de palavras entre sua própria "francesidade" e o movimento artístico do cinema francês Nouvelle Vague (Nova Onda), dos anos 60. Suas músicas são releituras de músicas punk e new wave dos anos 80, além do estilo, é claro, da bossa nova dos anos 60 num ritmo, digamos, mais picante.

The Killing Moon é um clássico do Echo & The Bunnymen, do álbum Ocean Rain de 1984.


Apreciem sem moderação...

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O pequeno boêmio Toulouse-Lautrec...

Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa nasceu na cidade de Albi, no sul da França, em 24 de novembro de 1864. Seu pai era o Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec Monfa, Conde Alf para os íntimos, e sua mãe Adéle Tapié de Céleyran. Nascido em berço de ouro, seus pais esperavam que ele desse continuidade à estirpe aristocrata da família.

Tudo poderia ter corrido como o esperado, não fosse uma doença desconhecida que acometeu o pobre Toulousinho, ocasionando o desenvolvimento insuficiente de alguns tecidos ósseos do garoto. Por causa disso, Toulouse-Lautrec sofreu dois acidentes em sua adolescência, com 12 e 14 anos, fraturando os dois lados do fêmur, lesões que fizeram com que suas pernas parassem de crescer e ele não ultrapassasse 1,52m. Durante o período em que ficou acamado, Toulouse fazia desenhos e pintava aquarelas para passar o tempo, atividade que abriu seus olhos para o mundo artístico.

Mas voltando à aristocracia francesa, parece que o problema mesmo não era o tamanho do Toulouse-Lautrec, e sim o formato de seu corpo: um homem adulto com perninhas de criança. Cansado da nobreza e entendendo haver algo errado com seu corpo, ele foi estudar pintura com um professor mal humorado e depois com um professor boêmio das ladeiras parisienses de Montmartre, descobrindo alí o motivo de sua existência.

Toulouse-Lautrec não quis mais saber do título nobre da família e decidiu se mudar definitivamente para Montmartre, bairro de péssima fama, para viver entre trabalhadores, prostitutas, escritores, filósofos e artistas de caráter pra lá de duvidoso, afinal, a noite todos os gatos são pardos...


Foi ali que Toulouse-Lautrec começou a florescer para a arte, pintando a vida boêmia da elegante Paris do final do século XIX. Ele era frequentador assíduo do famoso Moulin Rouge e outros cabarés, arrepiando os cabelos mais escondidos de seus pais, que o acusaram de chafurdar na degradação.

Sua relação com o Moulin Rouge era tão estreita, que ele até tinha um assento cativo no cabaré, podendo até mesmo expor seus quadros pós-impressionistas lá dentro.


Mas parece que Toulousinho além do gosto pela pintura, também era amarradão num goró, sendo-lhe atribuída, inclusive, a invenção de um coquetel chamado Terremoto (Tremblement de Terre), que é uma mistura de 1/2 parte de absinto e 1/2 parte de conhaque, servido em um copo de vinho sobre cubos de gelo ou batido com gelo em uma coqueteleira.

Testemunha da vida noturna de Montmartre, Toulouse-Lautrec além de pintar seus quadros, também dedicou-se à litografia, fazendo cartazes promocionais dos cabarés e teatros da região. Seu estilo era tão inovador para a época, que acabou revolucionando o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que posteriormente seria chamado de Art Nouveau.

Porém, de tanto se esbaldar na vida boêmia da cidade luz, Toulouse-Lautrec virou um alcóolatra descontrolado, fato que lhe rendeu uma internação numa clínica psiquiátrica em 1899. Mas como bom boêmio que era, Toulousinho, ao sair da clínica, dá um jeito de voltar às ladeiras de Montmartre para beber e se acabar em bordéis parisienses.


Seu descontrole é tanto que sua saúde não aguenta e, em 1901, Toulouse-Lautrec não consegue mais viver sozinho, momento em que triste, se despede de Paris e sofre ataques de paralisia que quase o impedem de pintar.

Depois de dar tanto trabalho aos seus pais aristocratas, Toulouse-Lautrec morre de sífilis e alcoolismo nos braços da mãe, no castelo de Malromé, perto de Bordeaux, na madrugada de 9 de setembro de 1901.

A figura envolvente de Toulouse-Lautrec não se perdeu no tempo, e foi isso que nós, Luiz e eu, descobrimos na nossa visita à cidade natal do Toulousinho, a esplêndida Albi, uma das cidades mais lindas que tive o prazer de conhecer.



Albi é uma cidadela medieval incrustada no sul da França, agraciada por uma natureza exuberante e por uma catedral gigantesca, que impressiona tanto por fora quanto por dentro. 



Taí um lugar que eu gostaria de voltar... a linda cidade de Albi é um tesouro escondido dentro da Europa, que vale a pena ser vista e revista...




Olha só o tamaninho do Luiz comparado ao tamanhão de uma das pilastras externas da gigantesca catedral de Albi... reparando bem na foto aí de cima, a pilastra onde o Luiz está é a segunda da foto, aquela que está meio escondida pela sombra de uma frondosa árvore...





O museu Toulouse-Lautrec fica logo atrás da catedral, contando com um acervo maravilhoso das obras desse talentoso boêmio. Eu sou aquela que está tirando a foto... e o Luiz, meu muso inspirador.. hahahahaha...





PS. A primeira figura é a reprodução da assinatura de Toulouse-Lautrec, sua marca registrada.


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domingo, 17 de janeiro de 2010

Putos a roubar maçãs...

Essa é uma das preciosidades que encontrei num blog perdido no espaço cibernético, de uma portuguesa de 31 anos, dona de uma cachorra chamada Lola que adora praia, e que andou de avião pela primeira vez no ano passado rumo à Barcelona, onde ficou uma semana ao sabor do vento.




O Dead Combo é uma banda portuguesa que mistura influências do Fado, Rock, das trilhas que embalaram os filmes de Velho Oeste e de músicas sulamericanas e africanas. Essa banda, ou dupla para os que preferirem, é formada por dois portugueses que valem por vinte: Tó Trips nas guitarras e Pedro Gonçalves no resto... O resultado foi um som majestoso que impressiona até os mais reticentes... Por isso, vale a pena conferir mais um vídeo dos portugueses do Dead Combo:




sábado, 16 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

500 days of Summer...

500 days of Summer é uma leve e divertida comédia romântica que conta os 500 dias de um relacionamento entre um espírito livre que não acredita no amor e um arquiteto-escritor de cartões comemorativos apaixonado.

O título dessa película é um trocadilho muito bacana entre o nome da personagem Summer e o verão, dando a ideia exata da história de amor contada no longa do diretor Marc Webb.

Nesse filme, a partir da visão de Tom (Joseph Gordon-Levitt), são contados em pequenas histórias curtas que aparecem fora da ordem cronológica, seus dezesseis meses de relacionamento com Summer (Zooey Deschanel).

Portanto, para quem ainda não viu e deseja passar um tempinho relaxando na frente da TV, é só escolher 500 days of Summer e aproveitar escutando algumas pérolas musicais dos anos 80 e a linda voz de Regina Spektor.



domingo, 10 de janeiro de 2010

A 1ª Grande Piada de 2010...

Não é de hoje que ressalto minhas reservas em relação ao presidente do STF, o senhor Gilmar Mendes. Volta e meia vejo notícias absurdas envolvendo o nome desse "ilustríssimo" senhor. Para quem não viu, certa vez o Ministro da Suprema Corte, o corajoso Joaquim Barbosa, disse a seguinte frase: "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar"... Ponto pro Ministro Joaquim... Ele tá merecendo uma bala juquinha...

Essa discussão aconteceu um dia antes do ministro Gilmar completar um ano na presidência do Supremo, quando o Ministro Joaquim numa sessão plenária, depois de ser acusado por Gilmar de julgar por classes,  não se conteve e afirmou em alto e bom som: “Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim. Saia à rua ministro Gilmar”. Gilmar retrucou: - "Eu estou na rua!". Barbosa prosseguiu: - "Vossa excelência não está na rua não. Vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. O senhor me respeite."

Olha, essa discussão foi um rebuliço só, falaram dela por semanas e semanas, uns aplaudiram, outros vaiaram, outros se conformaram. Eu, pessoalmente, me surpreendi positivamente com a coragem do Ministro Joaquim em peitar, segundo ele próprio, o chefe dos capangas do Mato Grosso.

Mas deixando esse bafafá no passado, hoje, ao navegar tranquilamente pela internet, me deparei com a primeira grande piada do ano:

Ministro Gilmar Mendes diz que pobres e ricos têm o mesmo tratamento no STF. Veja notícia aqui
Puxa, será que eu estou com Alzeimer? Tô variando? Será que eu entendi bem?

Intrigada com o teor de tão insólita notícia, a única atitude sensata que pude ter foi me acabar em gargalhadas... Acho que fazia tempo que eu não gargalhava tão gostoso. Foi a piada mais engraçada que eu escutei até agora, proveniente, é claro, de algum erro de comunicação. Ou o jornalista não entendeu bem as afirmações do senhor Gilmar, ou o senhor Gilmar não soube se expressar de maneira clara e eficaz.

Imagine se o "ilustríssimo" ministro Gilmar Mendes iria perder sua linda noite de sono decidindo um habeas corpus de algum pobretão. Eu duvideodó... Agora do dono de algum banco, não é preciso nem comentar...

Pra não me taxarem de radical, só tenho a dizer que tenho lá minhas dúvidas quanto ao equilíbrio da balança da justiça brasileira, mas enfim, quem sou eu pra duvidar das afirmações categóricas do "magnânimo" presidente da Corte Máxima do Estado Democrático do Direito???


OBS.: Pra quem não notou, algumas letras foram grafadas minúsculas de propósito...

Promessas de amor...

Às vezes escutamos alguém comentar que possui um companheiro muito ciumento. Nesse minuto pensamos em como alguém pode aguentar o ciúme doentio de outra pessoa?

Não sou expert no assunto, mas acho que as pessoas que sofrem desse mal, geralmente, são pessoas imaturas e inseguras que não confiam em si próprias.

A pessoa ciumenta acha que será traída a todo momento. A cada olhar do parceiro, a cada passo da pessoa "amada", a cada estranho que se aproxima, o ciumento enxerga uma provável traição. Nessas relações o parceiro precisa se anular, esquecer dos amigos, dos conhecidos e das pessoas que poderiam ser conhecidas, para conservar a paz de espírito do aflito companheiro.

Esse tipo de relacionamento, na maioria das vezes, está fadado ao fracasso. O parceiro prejudicado até tenta levar o relacionamento pra frente, mas o ciumento impede que a harmonia se instale na vida do casal. Há situações em que percebemos nitidamente que o sentimento que motiva o ciumento não é o amor, e sim a posse exclusiva, a dominação.

As frases preferidas dos ciumentos de plantão são: me dá uma chance; eu juro que não faço nunca mais; eu juro que vou mudar; sem você eu não vivo; e por aí vai. Eles juram por tudo, até pela alma do piriquito, mas quase sempre essas juras não valem pra nada. E para piorar, o ciumento acha que não é ciumento, que suas atitudes são completamente normais, e que o companheiro tem que aguentar seus ataques calado.

A falta do "semancol" é tão nítida, que mesmo depois do alerta das pessoas mais próximas, e mesmo de eventuais conhecidos, o ciumento ainda acha que tudo o que ele faz é perfeitamente normal. Brigar num bar é normal, gritar com o parceiro por causa de um ataque de ciúmes é normal, arrumar confusão com deus e o mundo por causa de ciúmes é normal, afastar seu par do convívio social é normal e todo e qualquer absurdo em nome do seu ciúme doentio é normal.

Nos casos mais graves, o ciumento chega a agredir o parceiro por causa de seus delírios, e mesmo assim não percebe que passou dos limites, acha que a culpa foi do outro que supostamente teria dado motivo pra ele agir assim.  Ele acha que o parceiro é obrigado a mudar seu jeito de ser só porque ele quer. É o cúmulo do egoísmo.

O ciúmes incontrolável fulmina relacionamentos que poderiam dar certo, somente porque um dos parceiros não consegue administrar suas neuras. Nessas horas que eu pergunto, será que existe alguma solução para esse problema???

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mais um ano se passou...

Estou ficando velho e acabado... A lua e euuuuuuuuuu...

Pois é, assim como aquela canção do Cassiano, mais um ano se passou.

O meu penúltimo Reveillon parece que foi ontem, mas não foi não, já faz um ano. É engraçado como a cada dia parece que o tempo passa mais rápido. Nós nem sentimos a semana passar, mal passou a segunda, já é sexta e nós não fizemos nada de importante...

Quem acredita no céu, inferno, juízo final e apocalipse, diz que estamos chegando no fim dos dias, pois segundo as "escrituras sagradas", quando chegarmos perto do fim, os dias se resumirão.

Pior que o negócio tá resumido mesmo... Será que é a nossa visão "adulta" que faz com que os dias passem mais depressa? Porque quando eu era criança a semana demorava uma eternidade pra passar, era incrível. E hoje, cada dia está mais rápido, mais resumido... Nem acordei, já vou dormir.

Nem pulei o carnaval, já tenho que comprar os presentes de Natal. Credo... Abril já tá chegando, mais uma velinha em cima do meu bolo.

E assim vamos preenchendo nossos dias, um dia mais curto de cada vez. Trabalhando muito aqui, ganhando pouco ali... lendo blogs, falando bobagens, vendo os novos filmes, assistindo as mesmas novelas com atores diferentes, insistindo nos mesmos erros... É sempre a mesma coisa, variações do mesmo tema, sempre, sempre e sempre.

É isso aí... Isso é envelhecer, não ter a mesma pele de antes, acordar sempre amassado e ficar mais de uma hora com a marca do travesseiro no meio da cara. Os áureos dias já se foram, quem aproveitou, aproveitou, quem não aproveitou, já sabe que tá ficando tarde e talvez, tente correr atrás... ou não...

2010 vem aí, depois 2011, 2020, 2030... O mundo não vai acabar tão cedo, ficaremos por aqui mais um bom tempo, cada vez mais castigados pela fúria da natureza maltratada, é verdade, mas ainda aqui... com nossos entes amados, com nossos amigos queridos, rindo e chorando, correndo e descansando, comendo e bebendo, sozinhos e acompanhados, pelados e vestidos, e assim mais um ano ficará pra trás e outro virá logo em seguida...

É isso aí, desejo a todos tudo aquilo que quero para mim, amor, alegria, saúde, trabalho, família, amigos, sorrisos, lágrimas, gargalhadas, beijos, abraços, boas conversas, brigas sem consequências, apertos de mão, sapatos confortáveis, roupas bonitas, cabelos sedosos, pele macia, balança leve, comida boa, telefonemas inesperadamente agradáveis, longas caminhadas, leitura, novos e bons companheiros, velhos e amados amigos, pai e mãe sempre presentes, irmãos, sobrinhos, primos, tios, conhecimento, brigadeiro, internet rápida, bons conselhos, novos cursos, descanso, sagacidade, sexto sentido, movimento, paz...

Feliz 2010 !!!

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Adeus ano velho...

O Natal já passou, os presentes já foram dados, quem tinha que ganhar, já ganhou, quem teve que ficar sem, já ficou. Agora vem a preparação pro Reveillon... Os humoristas de plantão ainda não fizeram planos pra passagem de ano, mas já sabemos que 2010 será passado em solo paulista.

2009 está acabando, 2010 irá começar... vamos ver no que isso vai dar...

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Esperando, esperando, esperando o trem...

Depois de mandar toda tralha pra São Paulo, Luiz, Mami e eu somos praticamente uns sem-tetos. Já dormimos em três lugares diferentes, e até sexta nunca se sabe por mais quantas camas e colchões passaremos. O plano é sair daqui as quatro da matina e pegar a BR-116 até a terra da garoa, mas pensando bem, isso pode não ser uma boa ideia... E se estiver aquele trânsito-monstro do início do fim de semana paulistano? Talvez faremos uma parada/soneca lá em Santa Catarina, vamos ver.

Porém, isso só será possível se o carro ajudar. Levei o carro num mecânico o mês passado que estragou minha carroça mais do que consertou. A última pérola desse mecânico foi que como o carro está acelerado (2000 rpm direto - parece um avião pronto pra decolagem), pode ser que seja culpa do sensor do ar condicionado. Poxa, será que eu sou doidinha ou a aceleração absurda do motor não tem ligação direta com um possível sensor do ar condicionado que nunca é ligado pra poupar a gasola que está pela hora da morte (R$ 2,49) ???

Realmente, por essa eu não esperava. Mas enfim, minha mãe resolveu levar o poisé no mecânico de confiança dela, vamos ver no que isso vai dar. Afinal, a viagem de sexta depende do que esse mecânico resolver.

Enquanto isso, fico aqui contando as horas pra ir pra casa. Luiz também, já não vê a hora de passar pelo menos umas dezoito horas sentadinho no banco do carro, acompanhado da viola, do ukulele, do laptop, dos quase 2 Teras de HD, de sacolas e mais sacolas com tudo o que não foi levado pelo caminhão da mudança, escutando Rom Kaffe do Acquaragia Drom. Pelo menos a música é boa... hehehe... É, a viagem promete.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Partly Cloudy...

Quem ainda não viu o curta da Pixar, Partly Cloudy, tem que conferir. Na verdade, só de saber que é da Pixar já dá pra confiar que é coisa boa na certa...
Esse curta mostra como são feitos os bebês, de como há uma verdadeira linha de montagem lá no céu, e a linda harmonia que existe entre as nuvens e as cegonhas. É lindo. Assim, pra quem não viu:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Senhor é um fanfarrão!!!

Ontem passou o filme Tropa de Elite na Record. A emissora anunciou aos quatro ventos que o filme iniciaria 22:30hs. Pois bem, no horário anunciado sentamos na frente da TV para rever o ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Aí, percebemos que o quê estava iniciando mesmo era a novela Poder Paralelo. Pronto, descobrimos que tinhamos caído em mais uma das armações da emissora do Bispo. Poxa, 22:30h não são 23:30h. Na realidade, esta foi uma manobra de marketing descarada para aumentar o ibope do folhetim, mas enfim... acabamos sendo obrigados a ver a novelinha também...

Bom, voltando ao assunto do filme, acho Tropa de Elite um ótimo filme. Claro que com algumas ressalvas, mas ainda assim um ótimo filme. Passando por cima das cenas de violência gratuita, o filme retrata muito bem o que acontece com o "sistema".

Ele mostra como é complicado fazer parte da polícia brasileira, que é composta de pais de família que recebem uma merreca para se arriscarem a deixar viúvas e órfãos por aí. Acho que no contexto atual, nem se o salário fosse altíssimo esse problema seria resolvido. Todas as atitudes retratadas na telinha já estão arraigadas no "sistema", e sempre iria ter alguém querendo mais. Para isso mudar é preciso muito, a começar pela educação do povo, mas isso é uma outra história...

Contudo, concordo plenamente que existem policiais que querem fazer a coisa certa, que sonham em resolver os problemas da Sociedade, mas que são tolhidos pelo próprio "sistema" do qual fazem parte. Eu, pessoalmente, conheço uma passoa assim, que é como o 05. Aliás, essa é uma das pessoas que eu mais admiro e torço nessa terra, é alguém de quem eu me orgulho apenas por ser sua amiga. Um policial que honra o uniforme - apesar dele ser da civil.

A história de Tropa de Elite versa sobre temas complicados como oportunidade, favela, tráfico, corrupção, pobreza, drogas, tortura, classe média/alta, violência e sobrevivência. Ela mostra que aquele estudante que fuma uma ervinha de vez em quando também ajuda a fomentar o crime, que a culpa da violência também é dele. Claro que tem quem não concorde com essa visão, que entende que não são estes pequenos usuários que ajudam a criminalidade, mas não há como não perceber que tudo está interligado, que isso é como a cadeia alimentar, o maior também precisa daquele pequenino para sobreviver. É a lei da selva.

Quem leu o livro diz que o filme é muito fiel à história, o que é uma ótima coisa. Além disso, acho que poucos filmes ficaram na mente das pessoas como esse. Quem já não ouviu: "O senhor é um fanfarrão!", "Pede pra sair", "Você é estudante? Sabe voar?", "Não vai subir ninguém!", "Se você quer rir, tem que fazer rir!", "Tu não é caveira! Tu é moleque!", "Na cara não! Pra não estragar o velório!", "Tá com nojinho?", "07, dá a doze aí!', e tantas outras pérolas que viraram uma espécie de dito popular.

O Wagner Moura (Capitão Nascimento), mostra mais uma vez que é um ator de "catiguria". Realmente não dá pra assistir o filme e não perceber que o cara é bom pra burro. O elenco tá recheado de ator bom, que encarnou seu personagen diante das câmeras, ajudando a entender porque o filme ganhou o Urso de Ouro. Enfim, o conjunto da obra consegue convencer e acabar com aquele ar de trabalho realizado, afinal para o BOPE, missão dada é missão cumprida!

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mary & Max...

Essa animação foi uma excelente dica do Pedrin. É um longa super bem feito e emocionante. Quem não viu, tem que ver. É uma linda história de amizade entre duas pessoas que jamais se encontrariam, não fosse o acaso. O Pedrin mandou muito bem na dica:


domingo, 6 de dezembro de 2009

Os filmes mais toscos da história...

Hoje estava lembrando dos filmes mais toscos da história, aqueles que passaram na televisão. Será que teve filme mais tosco que A Bolha Assassina, A Coisa e A Mosca???

A Bolha se alimentava de qualquer coisa viva que passasse na sua frente, um nojo só. A Coisa era uma geleia branca bem gosmenta que matava a galera, e A Mosca era aquele filme que um cientista inventa uma máquina de teletransporte e uma mosca enxerida entra na cabine bem na hora do experimento e o cara virava o homem-mosca.

Nossa, era mesmo muita tosquice. Mas apesar disso, todos nós vimos esses filmes, e até ficamos com medo da bolha ou da coisa. Acho que a infância/adolescência do final do século XX não seria a mesma sem os filmes tranqueira que todos nós assistimos na TV.

Existem muitos outros esperando pra entrar na lista, você se lembra de mais algum???  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ordem e Progresso...

Hoje, enquanto eu navegava na internet deitada no sofá-cama de casa, pousou um pardal na minha janela. Ele ficou lá um bom tempo, olhando de um lado para o outro, até que olhou para dentro e me viu. Ficou ali me olhando, virando a cabeça e me olhando. O encarei fixamente, com medo que ele se assustasse e deixasse minha janela. Ai como são lindos os passarinhos. Depois de se certificar que eu não lhe faria mal algum, ele se foi e me deixou com um sorriso bobo nos lábios.

A natureza é realmente esplêndida, é tudo lindo e perfeito, até uma minhoca tem seu charme. Claro que não começarei a sorrir para minhocas, mas sem elas, a cadeia alimentar seria seriamente prejudicada. Tudo faz parte de um sistema muito bem organizado, onde cada um tem o seu papel.

A abelha poliniza, o passarinho distribui sementes, a aranha contribui para o controle da taxa de natalidade dos insetos menores e assim por diante. Porém o homem, a praga terrestre, destrói tudo o que vê pela frente. A Amazônia, pulmão do mundo, diminui a olhos vistos, vítima da ganância humana.

A cada dia que passa, as fábricas de automóveis batem recordes de produção produzindo milhares de unidades altamente poluentes, e ainda acham que isso é uma boa coisa. Diariamente, essas mesmas fábricas poluem os rios, matam os peixes, que por sua vez, não servirão mais de alimentos para outros animais dessa tão linda e maravilhosa natureza.

Nós homens estamos destruindo a cadeia alimentar, acabando com o equilíbrio do frágil ecossistema e assinando diariamente a nossa sentença de morte. Nosso lixo não é reciclado, sacolas de mercado acabam com a natureza. Bitucas de cigarro vão parar no estômago de algum animal desavisado. É isso que o homem faz de melhor, polui.

Todos os dias, todos nós contribuímos para a destruição da natureza. Jogamos óleo de cozinha direto na pia, jogamos quilos e quilos de plástico fora, andamos com nossos veículos poluentes pra lá e pra cá, entre milhares de outros detalhes igualmente destruidores. Não somos vítimas, também somos vilões.

Mas então, será que existe algo que possa parar com essa poluição? A resposta é não, jamais conseguiremos parar de poluir, pois nossa vida cotidiana está intimamente atrelada às causas poluidoras do meio-ambiente. É possível retardar seu crescimento, mas nunca acabar com ele. Podemos tentar as fontes reutilizáveis de energia, o biocombustível, os materiais biodegradáveis, mas parar de poluir, nunquinha.

Esse foi o caminho que escolhemos, o caminho que chamamos de progresso. Teria sido mais coerente nomear de destruição, mas enfim, fiquemos com o progresso mesmo. O progresso do homem é a destruição da natureza. Ciclicamente, podemos verificar que o homem mata a si próprio, lentamente, como um compenetrado torturador chinês. Todos os dias o homem se mata mais um pouquinho. Será que podemos chamar isso de suicídio, suicídio em massa?

É o que tudo indica, pois nós, os seres dotados de racionalidade, somos os que se portam com mais "irracionalidade" perante a natureza. Aos animais que denominamos irracionais, meu eterno respeito pela lição de racionalidade e responsabilidade ambiental que teimamos em não aprender.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vestigios do tempo...


Hoje fiquei sabendo que o Lombardi faleceu. Nossa, tomei um susto. O Lombardi, aquela voz de toda minha vida, aquela voz que todo mundo conhece... Fala Lombardi... Haha, hihi...

Isso me fez pensar no tempo, em como ele passa e no momento em que percebemos que estamos mais perto do fim do que do começo.

Acho que só prestamos atenção no tempo quando morrem os nossos heróis, nossos ídolos, os personagens da nosso infância e adolescência, quando morrem nossos entes mais queridos.

É nesse hora que o tempo deixa vestígios, é nessa hora que cada ruga pesa no rosto.

Acho que quando o tempo mostra sua face precisamos parar, pensar e aproveitar o tempo que nos resta, pois o tempo não perdoa, ele passa...

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A volta dos que não foram...

... não foram, pois o coração deixaram lá...

Ai, tô voltando pra minha terra... faltam poucos dias... Como diz minha mais que amiga Yagnez, chega de aventura, agora é hora de, finalmente, voltar pra casa...

Luiz e eu estamos passeando pelo mundo há alguns anos, primeiro foi a Espanha, depois a Alemanha, a França e por útimo, o sul brasileiro. Após muitas andanças, está na hora de guardar a muamba, colocar a viola no saco e voltar...

Voltar para as raízes, para o que conhecemos, para onde crescemos e que, invariavelmente, com todos seus problemas e mazelas, nos faz feliz!

São Paulo, minha terra da garoa, coração do meu Brasil, daqui a pouco estamos aí, pro que der e vier...

O nosso amor pela nossa cidade é tão grande, que Luiz, no seu blog, também já fez suas juras de amor eterno: Sodades di Zan Baolo.



 





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domingo, 29 de novembro de 2009

Julie & Julia


Não perca tempo assistindo Julie & Julia (2009), o novo filme de Nora Ephron. Este é mais um daqueles filmes que não contam nenhuma história que valha a pena ser vista. O filme é baseado em duas histórias reais, chatíssimas:

Uma novaiorquina moradora do Queens (Amy Adams), na casa dos 30, operadora de telemarketing sem futuras perspectivas, resolve escrever um blog baseado em receitas culinárias francesas escritas pela mulher de um funcionário da embaixada americana (Meryl Streep), frustrada por não ter filhos, na Paris das décadas de 50/60.

Meryl Streep atua tão efusivamente que chega a irritar. Amy Adams interpreta uma chata e insegura aspirante de chef. Enfim, um filme que não vale nem a pipoca.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Religião: Variações do mesmo tema...

Dia desses estava conversando com o Du sobre religião e qual o motivo de sua existência. Muito bem, alguém já parou pra perguntar por que existem as religiões?

Claro que esse tema não é pacífico, ainda mais considerando o fato das pessoas religiosas tenderem a colocar essa discussão na lista de tabus sociais. Mas enfim, por quê?

Pensando sobre o assunto, acho que não é muito difícil perceber que a religião, seja ela qual for, é uma invenção humana.

Foram os homem que inventaram os cultos, as entidades, os símbolos, os santos, os gurus, as missas, os monges, os hereges, as freiras, os rituais, os anjos, os padres, os templos, o dízimo, os deuses e os demônios.

Mas aí eu me pergunto porque causa, motivo, razão ou circunstância tudo isso foi inventado pela mente altamente criativa do homo sapiens?

Em primeiro lugar temos que pontuar o fato do homem, como ser social munido de racionalidade e capacidade de significação, necessitar constantemente de respostas para sua eterna busca do sentido de sua existência. Porque nasço, cresço, procrio e morro?

Registrado isso, verificamos que esse mesmo homem, criativo e questionador que é, precisa buscar no mundo externo teorias que lhe sosseguem a inquietação.

Nesse ponto, é preciso esclarecer que nos tempos remotos, a religião foi uma das formas encontradas pelo homo sapiens para manter unido o grupo e garantir a sobrevivência da espécie, fato este que não mais se aplica nos tempos modernos, onde essa missão foi substituída pela política e as fronteiras imaginárias dos países soberanos.  

Então, terminada a finalidade de garantir a sobrevivência da espécie, com a evolução da sociedade, alguns homens, sabendo da necessidade fisiológica do ser humano em encontrar o sentido da vida, resolveram conceder as respostas que todo seu grupo social buscava através da teoria religiosa, que, na verdade, de fato garantidor da preservação da espécie, acabou se transformando, atualmente, numa forma encontrada pelo mais "forte" - no ponto de vista mental -, do grupo para exercer seu poder diante dos outros sem a necessidade do uso da força.

Veja que a religião é uma forma de poder. Ela é uma das muitas formas encontradas pelo criativo homem para exercer seu poder sobre determinado grupo de pessoas sem violência física. Um homem diz a outro que caso ele não obedeça determinadas regras, ele será futuramente castigado por uma força ou ente supremo. Pronto, o primeiro homem exerce seu poder através do medo.

Note que é exatamente assim que agem as religiões: se você não respeitar os dez mandamentos, vai pro inferno; se você não casar virgem, será impura; se você não fizer as oferendas para as entidades, alguma coisa ruim vai te acontecer; se você não rezar diariamente ajoelhado no mesmo horário, o magnânimo te castigará; se você não acreditar no que eu digo, não vai pro paraíso; e assim por diante.

Mas é claro que nem só de castigo vivem as religiões, pois, para que essa forma de poder funcione também são necessárias as recompensas: se você obedecer, os portões do céu abrir-se-ão e as cornetas dos anjos soarão majestosas; se você rezar oitenta terços inteiros, todos os dias durante nove semanas, receberá a graça pretendida; se você pagar o dízimo, terá garantido seu lote no Éden, ou ainda, nas religiões mais "modernas", receberá o triplo do dízimo ainda em vida; se você se matar em nome da religião, e levar alguns infiéis junto, terá à sua disposição, no paraíso, setenta e duas virgens; se você fizer o despacho, seu amor voltará correndo; e mais infindáveis exemplos.

Pois bem, diante da necessidade natural do ser humano em acreditar que sua existência não é em vão, os auto-intitulados "sacerdotes" descobriram como fazer com que essas pessoas, sedentas de motivação, obedecessem tudo aquilo que lhes fosse imposto, sempre no sistema castigo/recompensa.

É assim que as religiões funcionam, não sendo difícil perceber que todas são variações do mesmo tema, ou seja, formas não-violentas (fisicamente) de poder. Eu falo, você obedece, porque se você não obedecer, será castigado.

Contudo, as religiões são tão organizadas que convenceram aqueles que acreditam cegamente nas suas regras, que questioná-las é pecado, que quem colocar em dúvida seus ensinamentos será considerado inimigo, elemento altamente perigoso.

Ou seja, o poder é tanto, e tão previsível, que fez com que seus próprios "servos" atuassem como protetores da religião, excluindo de seu convívio os "elementos corrompidos" que acreditassem em outras coisas, ou ainda, o que é pior, em nada acreditassem.

Se você não acredita no que eu falo, você é louco e meu inimigo. Morte aos inimigos!!! Morte aos hereges!!! Vamos à Inquisição!!! Trancafiem os descrentes!!! Acabem com todos os que não estejam conosco!!!

E agora eu pergunto se você já parou para pensar por que até hoje a maioria das pessoas acha que religião não se discute???


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sonata da Última Cidade...

Estou lendo um romance ambientado em São Paulo chamado Sonata da Última Cidade. Eu nunca tinha ouvido falar do autor antes, Renato Modernell, um gaúcho nascido em Rio Grande/RS que mudou para São Paulo em 1972, e que se apaixonou pela cidade da garoa.

Este livro conta a saga da imigração italiana desde o final do século XIX até um pouco depois da metade do século XX, sempre acompanhada de uma espécie de mapa astrológico de São Paulo, como por exemplo: "Vênus, o planeta dos amores e prazeres passou da Vila Mariana ao Bexiga e formou um fortíssimo trígono com Júpiter, o planeta da expansão, que percorria os Campos Elísios".

Em meio à vida dos imigrantes italianos, o autor vai "desenhando" São Paulo desde seu início, quando tudo ali era uma mata só. Apesar de ser uma leitura muito agradável, o livro pode não ser tão atrativo para os leitores que não possuem nehuma ligação emocional com a cidade da garoa, como o é para aqueles que já cansaram de andar pelo Anhangabaú, Largo da Concórdia, Rua Direita, Rua da Quitanda, Viaduto do Chá, Higienópolis, Ipiranga, Rua do Gasômetro, Santa Efigênia, XV de Novembro, Praça da Sé, Brás, Luz, Barra Funda, Liberdade, Consolação, Praça da República, Largo da Pólvora, Aclimação, Glicério, Lapa, Água Branca, Vila Carrão, Paulista e tantos outros lugares. Para quem conhece a cidade como eu, a leitura da Sonata da Última Cidade é uma viagem no tempo que nos mostra como era a nossa tão amada cidade antes de se tornar o monstro megalomaníaco de hoje.

Ainda não acabei de ler o livro, mas a cada página uma cidade nova (e velha ao mesmo tempo), se descortina na minha frente. Para aqueles que gostam de São Paulo tanto quanto eu, este livro é um prato cheio de sabores, odores e detalhes que nos fará amar ainda mais essa cidade tão cheia de contrastes.



* Essa é a ilustração inicial do livro, uma espécie de mapa astrológico de São Paulo, muito bem bolada.

Eu nasci e cresci ali no Butantã, sob a influência de áries, e você???


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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lula lá...

Meu Pai, petista roxo, me mandou o texto abaixo. Então, em homenagem ao meu Pai, o homem que mais admiro neste mundo, reproduzo aqui o texto que ele me enviou. Quem quiser, comente.




"Comentários de um amigo navegante motivado pela atitude agressiva e deselegante de um dos filhos da Dona Canô:

SURPREENDENTE

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. ??.

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o “PIG” – Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush – notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos “States”.

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.

Pedro R. Lima, professor"
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